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preparty

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  1. Tradução livre do texto publicado na revista PlayBoy. Com as palavras Lane Nieset: Nos últimos oito dias, Anaïs passou as noites em casa, fumando uns e olhando para o horizonte de Nova York - sozinha. "Venho observando a vida e tentando processar esse novo desafio", diz ela. "Normalmente, tenho pessoas ao meu redor - é a primeira vez que estou realmente, verdadeiramente sozinha". Sua esposa, Lesly, que é francesa como Anaïs, estava filmando um videoclipe com uma banda na Europa quando os Estados Unidos fecharam suas fronteiras. Agora, o casal está usando esse tempo para ouvir o seu interior e "experimentar essa exploração com a orientação de algumas substâncias", diz Lesly. "Eu já estava em processo de introspecção e meditação quando cheguei aqui, e tomei uma pequena dose de cogumelos que sobraram das festas que fui em Berlim, mas tomei menos do que o habitual, pois estou sozinha." Anaïs ainda está nos primeiros dias de aceitação sobre a atual crise de saúde. Ela hesita em mudar da maconha para os cogumelos por medo de ter uma “bad trip” e precisar ligar para alguém em busca de ajuda. "Cogumelos e ácido são drogas que eu tenho menos controle", diz ela. "É bom desacelerar e observar meus pensamentos, mas quero aprofundar, e os cogumelos são o próximo passo." A questão é: como evitar essas trips difíceis durante um período tão caótico, e é possível durante a quarentena? A preocupação de Ana não é sem justificativa. Na década de 1950, o psiquiatra britânico Humphry Osmond cunhou o termo psicodélico - que vem de palavras gregas que se traduzem aproximadamente em "manifestação da mente" - para representar a capacidade de uma droga de trazer material inconsciente à consciência. Mas, nos anos 60, os estudos mostraram a eficácia do LSD no combate a distúrbios como o alcoolismo, com a hipótese de que a droga poderia potencialmente dobrar as chances de recuperação. Mais recentemente, a Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos, uma organização sem fins lucrativos conhecida como MAPS, pesquisou a psicoterapia assistida por MDMA como tratamento para o transtorno de estresse pós-traumático. Dos 107 participantes tratados na Fase 2, 68% relataram que não sofriam mais de TEPT um ano após a terapia. "Seja em uma pandemia ou não, é importante que as pessoas tenham orientação, suporte e preparação adequados", diz o porta-voz da MAPS Brad Burge. “Elas podem querer usar psicodélicos para tentar fugir ou minimizar seus pensamentos (como álcool ou benzos, drogas que podem ter a capacidade de desconectá-lo de suas emoções), mas os psicodélicos não são ferramentas eficazes para isso. Se você tem uma droga que traz emoções mais profundas à superfície e está em um lugar de grande ansiedade ou trauma contínuo, os psicodélicos podem realmente aumentar esse estresse e piorá-lo.” Burge enfatiza o conceito de "set & setting", uma noção amplamente aceita na terapia psicodélica que se originou com o psicólogo de Harvard e a "celebridade psicodélica" Timothy Leary na década de 1960. A crença é que a mentalidade de um usuário (set) e o ambiente físico (setting) podem determinar até 99% de sua resposta ao LSD e outros psicodélicos. "Quando usados de corretamente, os psicodélicos podem ser complementares para as pessoas que desejam viajar para seu interior", diz Leanne, enfermeira de uma clínica de São Francisco especializada em psicoterapia assistida por Ketamina. "Se você faz algo intencionalmente, pode se preparar criando o ambiente certo. Você pode fazer isso com alguém, ou uma pessoa pode viajar e a outra pode ser um guia (tripsitter).” No momento, a maioria das pessoas, especialmente nas grandes cidades, está em casa lutando para passar o tempo sozinha. Manter-se ocupado tornou-se um mecanismo de enfrentamento para evitar situações que não são boas - como a realidade da vida durante uma pandemia. C “MDMA e MDA - o último é um primo menos conhecido do primeiro; ambos são psicodélicos indutores de euforia - em formas puras pode ser incrível para trabalhar em seu relacionamento, e por que não capitalizar em forças, amplificando-as e sentindo profunda intimidade e proximidade nesse momento?” diz Suzette, uma terapeuta de casais sediada em São Francisco. “Mas se o seu relacionamento tiver problemas de comunicação e você estiver preocupado com o seu sustento ou segurança física - para não mencionar trancado no mesmo espaço com o seu parceiro - é mais provável que você use maneiras menos ideais de lidar, e os psicodélicos podem exacerbar a situação." Mas as drogas não são a única opção neste momento histórico sem precedentes. Quando os psicodélicos foram classificados como medicamentos do Anexo I, que pressupunham que não tinham uso médico, o psiquiatra tcheco Stanislav Grof desenvolveu uma nova maneira de viajar: através da respiração holotrópica, a respiração e a música são usadas como uma maneira natural de alcançar um estado alterado de consciência. Pense nisso como uma forma voluntária de hiperventilação ou um ataque de pânico benigno. “Eu sempre trago um globo de neve da Torre Eiffel para minhas aulas de respiração em Paris”, diz Susan Oubari, fundadora da Breathe em Paris, com dois anos de idade, uma prática que se concentra na respiração pranayama em dois estágios. “Quando você chega, sua energia é meio plana, mas sua respiração realmente o sacode. E como um globo de neve, leva algum tempo para se estabelecer depois. Durante o que Oubari chama de fase de agitação, seu corpo responde à respiração elevada e é aí que você começa a “viajar”. Você pode se viajem estiver ruim. "Você não vai sair nesta jornada em que perderá o controle por causa de uma droga ou substância", explica Oubari. Quando você desacelera com a respiração, pode se ver com mais clareza e entrar em contato com o sistema de resposta, em vez do sistema reativo. Independentemente da sua droga (ou prática) de escolha, viajar pra dentro de si hoje significa permitir-se a oportunidade de curar e acalmar. “De alguma forma, todos estamos com medo do futuro e, quando entramos nesse silêncio e pressionamos a pausa na vida, enfrentamos isso”, diz Oubari. "Nós nos permitimos sentir - e essa é uma das coisas que eu prego. Não tenha medo de apenas sentir. Fonte: https://www.playboy.com/read/tripping-to-cope
  2. preparty

    EP 04 - A Bula do LSD

    Toque aqui para ouvir no Spotify. Toque aqui para ouvir no SoundCloud. Toque aqui para escolher outros players. Muitos não sabem, mas o LSD foi usado legalmente para fins médicos nas décadas de 50 e 60 até ser proibido nos EUA em 1967. Muitos outros países, sob pressão dos Estados Unidos, rapidamente seguiram a mesma restrição. Dono da patente da substância, o laboratório suíço Sandoz, onde o Dr. Albert Hofmann trabalhava, distribuiu a droga com o nome Delysid para muitos pesquisadores, como Timothy Leary, em busca de finalidades terapêuticas que motivassem seu comércio. No fim dos anos 1960, mais de 700 pesquisas no mundo avaliavam o emprego de psicodélicos como o LSD em terapias contra esquizofrenia e depressão, além de aumento da criatividade. E a substância vinha com uma bula com orientações, possíveis efeitos, métodos de administração e até antídoto. E é dela que falamos nesse episódio, está imperdível! Fonte: https://erowid.org/chemicals/lsd/lsd_faq.shtml#delysid Aprimore seus conhecimentos: OS SEIS S's DA EXPERIÊNCIA PSICODÉLICA: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/550-os-seis-ss-da-experiência-psicodélica/ VALOR HEURÍSTICO DA PESQUISA DO LSD, POR STANISLAV GROF: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/592-valor-heurístico-da-pesquisa-do-lsd-por-stanislav-grof/ RESPIRAÇÃO HOLOTRÓPICA: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/549-respiração-holotrópica STANISLAV GROF ENTREVISTA O DR. ALBERT HOFMANN: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/587-stanislav-grof-entrevsta-albert-ho fmann POST COLABORATIVO SOBRE FAMOSOS QUE USARAM LSD https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/832-famosos-que-tomaram-lsd ARQUIVO: A HISTÓRIA DAS DROGAS: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/1190-arquivo-a-história-das-drogas/ NOSSA REDE: Site principal: https://www.preparty.com.br App Android: https://www.preparty.com.br/androidapp Grupo no Facebook: https://www.facebook.com/groups/preparty.rd/ Page no Facebook: https://www.facebook.com/preparty.rd/ Instagram: https://www.instagram.com/preparty.rd/
  3. Link para ouvir no Spotify: https://open.spotify.com/episode/6hf5bhglmZ9FAnU0LHwXFt?si=1-yGlFGuRGGGTq-xAM5Xiw Link para ouvir no SoundCloud: https://soundcloud.com/marcello-santos-450864859/entrevista-com-um-cientista-lider-de-um-estudo-com-dmt Link geral com várias outras plataformas: https://anchor.fm/prepartyrd Hoje trouxemos uma entrevista que um cientista líder de um estudo realizado em Londres no final do ano passado onde aplicaram DMT nas veias de 13 pessoas. Certeza que muitos dos nossos ouvintes gostariam de estar participando de um estudo desses, diz aí! DMT é diferente de tudo. É como colocar seu cérebro em um motor a jato e deixar sua consciência fora desse embarque. Não há mais "você". Você está em todo lugar, cercado por cores, fractais e alienígenas, elfos ou as duas coisas juntas. Parece muito como estar morto, melhor dizendo, como você imagina estar morto né, e então você é sugado de volta ao seu corpo, se sentindo entre aterrorizado e pacífico. Mas o mais estranho é que, para um passeio tão caótico, parece haver um padrão na experiência. A viagem tende a seguir uma trajetória semelhante a cada vez, e todo mundo parece experimentar alguma variação da mesma coisa. Para os cientistas, essa uniformidade apresenta algumas questões interessantes. Ou seja: qual é a neurologia por trás do DMT? E por que tantas pessoas relatam ter visto entidades? Voltando a pesquisa: às 13 pessoas foram analisadas sob efeito da substância, enquanto mediam a atividade elétrica de seus cérebros por meio de uma rede de eletrodos conectados da cabeça usando meio que um capacete de Eletroencefalografia ou EEG. Fonte: https://www.vice.com/en_in/article/d3an8k/scientists-have-a-fascinating-new-map-of-the-human-brain-on-dmt MITO : O DMT É LIBERADO NO NASCIMENTO E NA MORTE https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/610-mito-o-dmt-é-liberado-no-nascimento-e-na-morte/ Redução de Danos com DMT: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/542-sobre-o-dmt-saúde-e-segurança/ Elfos mecânicos: https://non-aliencreatures.fandom.com/wiki/Machine_Elf Nossa rede: Site principal: https://www.preparty.com.br App Android: https://www.preparty.com.br/androidapp Grupo no Facebook: https://www.facebook.com/groups/preparty.rd/ Page no Facebook: https://www.facebook.com/preparty.rd/ Instagram: https://www.instagram.com/preparty.rd/ Loja: https://www.loja.preparty.com.br Grupos no WhatsApp (sem chat, somente transmissão): https://www.preparty.com.br/gruposwhats Bibliodélica: https://www.preparty.com.br/biblioteca
  4. Link para ouvir no Spotify: https://open.spotify.com/show/1aQSdT8oaBMC5o5WYmHgR5 Link para ouvir no Soundcloud: https://soundcloud.com/marcello-santos-450864859/china-pmk-lab Link geral com várias outras plataformas: https://anchor.fm/prepartyrd Imagina uma turma casca grossa de jornalistas da Alemanha que resolveram fazer uma matéria investigativa e vão parar na China em um laboratório que fabrica um dos precursores para fazer MDMA, comprar esse material e obter o máximo de informações possíveis para gravar uma série de documentários sobre drogas. É esse assunto que falamos nesse nosso novo episódio, adicionamos uma pitada de PreParty Style com mais dados vindos de matérias da BBC, GDS e outros que estão aqui em baixo na legenda. Deixamos o mais fluido possível para que você não pare de ouvir no meio do caminho, mas eu duvido que você pare. Então dá play aí, e depois comente nas nossas redes o que achou e compartilhe os amigos. Fonte principal: http://mixmag.net/feature/we-went-undercover-in-a-chinese-mdma-factory Outros dados: https://www.statista.com/statistics/470824/drug-poisoning-deaths-mdma-ecstasy-in-england-and-wales/ https://www.bbc.com/news/newsbeat-49357157 https://www.globaldrugsurvey.com/gds-2020/gds-2020-mdma-not-just-about-the-dose-but-how-you-divide-it-or-not/ https://www.globaldrugsurvey.com/gds-2019/ https://pix10.agoda.net/hotelImages/11412620/0/99024a9deab9d282b97002e921c65398.jpg?s=1024x768 https://mixmag.net/read/the-loop-releases-official-warning-on-triple-dosed-ecstasy-pills-news https://www.vice.com/en_uk/article/9aa53a/the-story-of-mephedrone-the-party-drug-that-boomed-and-went-bust https://www.amazon.co.uk/Drugs-2-0-Revolution-Thats-Changing/dp/1846274591 Nossa rede: Site principal: https://www.preparty.com.br App Android: https://www.preparty.com.br/androidapp Grupo no Facebook: https://www.facebook.com/groups/preparty.rd/ Page no Facebook: https://www.facebook.com/preparty.rd/ Instagram: https://www.instagram.com/preparty.rd/ Loja: https://www.loja.preparty.com.br Grupos no WhatsApp (sem chat, somente transmissão): https://www.preparty.com.br/gruposwhats Bibliodélica: https://www.preparty.com.br/biblioteca
  5. Link para ouvir em no Spotify: https://anchor.fm/prepartyrd/episodes/Detentos-relatam-experincias-com-cido-dentro-das-prises-efe7pm Link para ouvir no Soundcloud: https://soundcloud.com/marcello-santos-450864859/detentos-relatam-experiencias-com-acido-1 Link geral com várias outras plataformas: https://preparty.com.br/prepartycast01 Você consegue imaginar como é estar numa prisão de segurança máxima e decidir chapar com LSD lá dentro? Pois é, eu também não. Por isso fiquei muito curioso pra ler os relatos das experiências de alguns detentos que escolheram fazer isso e deram uma entrevista para a revista Vice contando um pouco como foi. Uma coisa muito interessante é que um desses detentos, hoje já em liberdade, foi o escritor da matéria e responsável pelas entrevistas. Ele trabalha na Vice atualmente e tem vários artigos muito bons publicados lá. A gente imagina que a ideia desses caras de usar LSD na cadeia só podia dar numa coisa: bad trips. Até porque estamos falando de um espaço fechado, num ambiente hostil, opressor e violento, além da saúde mental e de como cada um está lidando com aquela situação. É claro que essa bad trip aconteceu com alguns deles, mas para outros entrevistados, uma dose de LSD foi um divisor de águas para entender melhor suas vidas naquele momento. Artigo original da Vice: https://www.vice.com/en_us/article/9bgg7y/lsd-in-prison-111 -Redução de Danos para LSD e outros psicodélicos: https://www.preparty.com.br/1 Nossa rede: Site principal: preparty.com.br App Android: preparty.com.br/androidapp Grupo no Facebook: facebook.com/groups/preparty.rd/ Page no Facebook: facebook.com/preparty.rd/ Instagram (sorteio de 3 anos em breve): instagram.com/preparty.rd/ Loja: https://www.loja.preparty.com.br Grupos no WhatsApp (sem chat, somente transmissão) www.preparty.com.br/gruposwhats Bibliodélica: www.preparty.com.br/biblioteca
  6. preparty

    SITES RECOMENDADOS PARA PESQUISAS E ESTUDOS

    Boa. Tirei vários dessa lista mesmo. Mas dou uma passada pra ver se prestam. A lista foi atualizada recentemente, vou ver se tem algo bacana pra colocar. Valeu @gmussiluz!
  7. preparty

    Aplicativo para acompanhamento de uso de drogas - Android e iOS

    Sensacional colaboração! @gmussiluz vou testar logo! Obrigado
  8. preparty

    MEGA COMPILADO CORONAVIRUS

    Oi pessoal, o Pepê foi dispensado durante a quarentena e voltou pro seu planeta até segunda ordem. Mas ele deixou aqui para os seguidores do @preparty.rd uma lista (E QUE LISTA) com todo material com dicas e informativos de todos nossos parceiros e de outros sites que ele estava estudando. E não tem material somente sobre drogas e prevenção, tem infos para aqueles que decidiram não usar substância nenhuma também. Tem material para reflexão, para olhar pra dentro, se inspirar, emocionar e, é claro, humor para ajudar a lidar durante esse período. Ah, tem muito material em português, mas tem também em inglês, holandês e vários outros idiomas com conteúdo muito bom. Botem o google tradutor pra trabalhar e absorvam tudo e compartilhem com amigos de outros países. O que temos que fazer é disseminar (não o vírus, as infos ;)). Só vamos passar por isso mais rápido possível com informação (e ficando em casa). Ah, se você tem mais material, é só indicar que a gente adiciona nesse compilado. Só comentar aqui no post ou marca a gente por lá, manda direct, sinal de fumaça, como quiserem. Agora se você quer dar um tempo nas infos sobre o vírus mas quer se informar mais sobre RD, eu duvido que acabe de ler tudo que temos no nosso site antes da quarentena acabar. (lista postada no dia 22/3 ás 14h e pode a ser atualizada a qualquer momento com as devidas considerações) /////////// PORTUGUÊS: -Como é ter e se recuperar do Corona Vírus (Vice Brasil - @vicebrasil) https://www.vice.com/pt_br/article/y3mewb/como-e-ter-e-se-recuperar-do-coronavirus -Como o Vírus afeta a população em situação de rua? (Spinvisivel (@spinvisivel): https://www.instagram.com/p/B97-QeDpPeW -Corona e o uso de substâncias (@ccedelei @brisa.reducaodedanos @escolalivrereducaodedanos): https://www.instagram.com/p/B9t_nAWHCMM/ https://www.instagram.com/p/B9620TcpL4k/ https://www.instagram.com/p/B9sISwRn1iV/ -Cada um com seu baseado (@aledaoficial @dichavandoard @smokebuddies_oficial @maryjuanabr @a_piteira @acucasp @coletivomentalis https://www.instagram.com/p/B9140EkpmMl/ https://www.instagram.com/p/B94PrOlFULp/ https://www.instagram.com/p/B99dKY0hdxB/ https://www.instagram.com/p/B965tXSAbHy/ https://www.instagram.com/p/B96toIZiuRu/ https://www.instagram.com/p/B9siU1GhUaj/ https://www.instagram.com/p/B9uY5bEFgiu/ -Dicas gerais (@yellowfinger_piteiras @papelitobrasil @bemboladobrasil): https://www.instagram.com/p/B96nNEiBOif/ https://www.instagram.com/p/B963OojHWmE/ https://www.instagram.com/p/B94DnimgGXl/ -Fake News: quem fuma maconha é imune (@smokebuddies_oficial): https://www.instagram.com/p/B99wBZiB4MW/ -Corona Vírus como uma oportunidade de reconexão (@pulsarfestival): Parte 1 - Desacelerando o ritmo: https://www.instagram.com/p/B9-bsXKgUuw/ Parte 2 - Além da individualidades: https://www.instagram.com/p/B9-cAQJghs1/ Parte 3 e 4 - A outra cara da pandemia: https://www.instagram.com/p/B9-crNEAQ93/ https://www.instagram.com/p/B9-dM6oADmZ/ -Recado de moradores na Itália que diriam para eles mesmas 10 dias atrás (@athingby e tradução por @aura_vortex): https://www.instagram.com/p/B962xopACaj/ -O desserviço que os vírus informativos (@umsabadoqualquer)" https://www.instagram.com/p/B-AJLnfhlI4/ -Corona vs HIV e transmissão pelos sexo (@doutormaravilha) https://www.instagram.com/p/B96uaHqHVv2/ https://www.instagram.com/p/B943ezbnjPc/ -Cartilha para Travestis e Mulheres transexuais profissionais do sexo (@antra.oficial): https://www.instagram.com/p/B94gT6cHkGs/ -Médica tira dúvidas online e sem custo (@drapauladallstella): https://www.instagram.com/p/B-AjqXvBGx9/ -Altruísmo Eficaz - Mitigação vs Supressão: https://medium.com/altruísmo-eficaz-brasil/corona-vírus-o-martelo-e-a-dança-d396553e928b -Texto do doutor em microbiologia e pós-doutor em Yale, Atila Martino, que nos traz os cenários possíveis e muitas outras infos: Completo: https://youtu.be/zF2pXXJIAGM Resumo: https://twitter.com/i/status/1241341934817497089 -Temos que ser mais rápido que o vírus (O Globo): http://bit.ly/guiacoronavirus //////////// PORTUGUÊS (PORTUGAL) -Redução de riscos para ravers em tempos de vírus (@akosmicare) https://www.instagram.com/p/B9oy6IcJqM4/ https://www.instagram.com/p/B99a5jPpe4e/ https://www.instagram.com/p/B9_418BJdyK/ //////////// INGLÊS: -Decidiu que vai cheirar alguma substância? (crew_2000) https://www.instagram.com/p/B9mrFM0jByC/ (traduzido para vários idiomas) -Várias outras dicas: https://www.crew.scot/coronavirus-general-hygiene-tips/ Lições aprendidas com o Corona Vírus (Reality Sandwich): https://realitysandwich.com/326077/coronavirus-lessons-learned/ -Porque esse tipo de pandemia pode ser gatilho para problemas mentais? (@realdepressionproject) https://www.instagram.com/p/B9nJYfJA8GU/ -Atos de bondade e gentileza (para serem feitos sempre), mas principalmente nesse momento (@mentalhealthfoundation) https://www.instagram.com/p/B9873UrDvk3/ https://www.instagram.com/p/B93up4aCj23/ -Corona Vírus e o seu bem-estar (@mindcharity): https://www.mind.org.uk/information-support/coronavirus-and-your-wellbeing/ //////////// HOLANDÊS: -Corona e redução de riscos (@unityinfo): https://www.instagram.com/p/B94o98AlNY_/ https://www.unity.nl/coronavirus-en-drugsgebruik/ "Festa online": https://www.unity.nl/unitys-partyplacebo-pimp-je-weekend-met-onze-tips/ //////////// ESPANHOL: -Drogas e quarentena (@echelecabeza) http://www.echelecabeza.com/consumo-de-sustancias-psicoactivas-en-cuarentena/ https://www.instagram.com/p/B9pLdxqFn2s/ Dicas gerais sobre o uso de drogas e o vírus (@sapienciacol): https://www.instagram.com/p/B98BJcCDJ8x/ https://www.instagram.com/p/B-A25I5jdLF/ //////////// ESLOVENO: -Dicas gerais sobre drogas e o vírus (@drogartekipa): https://www.instagram.com/p/B99MXTyj5ET/ //////////// QUER SABER MAIS? Pasta na nuvem com PDF`s de cartilhas orientativas, estudos, etc (que estará sempre sendo atualizada). https://drive.google.com/drive/folders/1mfZfWnL3dJgPS0UhELSEP71JKL22BqC4?usp=sharing E um pouco de humor que faz muito bem nesse momento: Explique seu espirro: https://www.instagram.com/p/B-AF4GdHjH8VveVmijWMGLVhxq2HpzYlYuETlg0/ É o que está tendo: https://www.instagram.com/p/B97qaXhHiRNG1Y-ZHQgShMf-cpeUa8MVnAmcoA0 Corona Rave: https://www.instagram.com/p/B99eWV1pkSU/ Corona no Faustão: https://www.instagram.com/p/B9-T_7VJNap/ Rave na quarentena: https://www.instagram.com/p/B99mkWRpdIT/ CORONA VÁÁÁRIUS: https://www.instagram.com/p/B9-aM5wnKHLjGmpQw34EaU09DIb6GMGy8H9gAE0/
  9. preparty

    "ByeBad" Suplementação pós rave vendida pela internet

    Recomendo você comprar os suplementos numa farmácia de manipulação e usar conforme o tópico que você testou. Isso aí é simples demais ao meu ver, tudo sendo tomado junto até 5htp. Me parece algo sem estudo algum e simplesmente marketing muito bem feito.
  10. preparty

    MICRODOSES DE INFORMAÇÃO #01

    FDA aprova um spray nasal que contém cocaína. Numbrino (nome que vai aparecer na caixinha bonitinha do medicamento) deve ser usado por médicos especializados em ouvidos, nariz e garganta como anestésico local durante operações nasais. A cocaína já tem seu reconhecimento medicinal e por isso está classificada como uma substância do Anexo II: ilegal para uso recreativo, mas não para fins medicinais. A cocaína é eficaz porque bloqueia os impulsos nervosos que resultam em vasoconstrição e anestesia. Por esse motivo, a cocaína já está sendo usada para procedimentos que envolvem o trato respiratório superior. O que espantou foi que a FDA ("a ANVISA dos EUA") aprovou com muita rapidez (o que é pouco comum) esse novo medicamento e deixou em dúvida as garantias de segurança e eficácia. Fonte: https://realitysandwich.com/325688/news-an-fda-approved-cocaine-nasal-spray Um estudo sugere que a psilocibina pode "religar" cérebros em coma. Um grupo de médicos propôs recentemente o uso de psilocibina (ingrediente ativo dos "cogumelos mágicos") para despertar pacientes de coma. No entanto, fazer isso não apenas levanta várias questões legais complicadas, mas também uma série de questões de ética médica. Fonte: https://merryjane.com/news/psilocybin-could-kickstart-brains-in-comas-study-suggests Ministério da Saúde da Nova Zelândia aprova estudo sobre microdosagem de LSD. "O que separa esse experimento das tentativas anteriores é que, em vez de permanecerem supervisionados por um pesquisador, os sujeitos do teste são enviados para casa com uma prescrição de LSD, para que o efeito que ele tenha na vida diária possa ser totalmente explorado." Fonte: https://psychedelicreview.com/new-zealands-ministry-of-health-approves-lsd-microdosing-study
  11. Tradução livre do artigo do blog "Farmacêutico Espiritual". Com a palavra, Dr Ben Malcolm. Esta é a segunda das duas partes de uma série sobre dor e psicodélicos. Na primeira parte, abordamos mecanismos de ação psicodélica no contexto de dor, sofrimento e filosofia. Nesta edição, abordo as interações medicamentosas com diferentes classes de analgésicos. Uma tabela resumida pode ser encontrada aqui . Dor e analgésicos: Cura psicodélica, set & setting Existem muitos tipos diferentes de analgésicos e remédios para a dor disponíveis, cada um com diferentes mecanismos, efeitos, riscos e interações com os psicodélicos. Portanto, seguiremos uma abordagem de classe por classe neste guia. De um modo geral, a "cura psicodélica" funciona através do aumento dos sentidos, expressão ou sentimento de emoção e (esperançosamente) resolução de emoções reprimidas. Analgésicos são drogas que atuam para suprimir os sinais de dor ou modular emoções de uma maneira que o sofrimento diminui. Nessa perspectiva, existe a possibilidade de efeitos contraproducentes entre analgésicos e psicoterapia psicodélica. Os efeitos contraproducentes podem ser aumentados ainda mais por agentes com fortes efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC), como os opióides. Por outro lado, os analgésicos podem aumentar o conforto físico e reduzir a excitação do sistema nervoso simpático (luta ou fuga) devido a condições dolorosas. Isso pode conferir efeitos benéficos para alguns usuários e à profundidade de sua experiência. Quando as condições de dor estão presentes, o usuário de qualquer psicodélico deve investigar e refletir sobre quaisquer modificações com base em drogas ou não que preservem o set & setting. É possível fazer ajustes no ambiente físico, como permitir que um indivíduo com lesões ortopédicas no quadril e no joelho use uma cadeira confortável para se sentar, em vez de sentar no chão. Muitos analgésicos tendem a causar dependência física ou psicológica. A interrupção da medicação para a dor pode ser tão prejudicial ao 'set' dos usuários que eles não podem participar ativamente de sua experiência. Por exemplo, se o usuário tiver uma doença avançada ou dor crônica intensa (por exemplo, câncer), pode não ser razoável (devido à dependência física e psicológica, além da necessidade médica) interromper o uso de opióides ou outros medicamentos para a dor. Para outros, o uso de analgésicos pode ser problemático ou indesejado. Eles podem estar se aproximando dos psicodélicos na esperança de usar menos ou interromper o uso destes. Nesses casos, as mentalidades de tratamento do uso de substâncias podem melhorar os resultados e interromper o uso de medicamentos para dor pode ser intencional. Na maioria dos casos (com exceção da ibogaína e da ayahuasca, que apresentam riscos físicos graves em combinação com analgésicos), o uso de analgésicos é principalmente uma decisão de risco versus benefício que o usuário pode avaliar com base em sua condição de dor e objetivos de uso. Uma avaliação abrangente das condições de dor e de seus tratamentos é uma parte essencial da preparação para uma experiência psicodélica terapêutica. Analgésicos de venda livre Existem algumas classes diferentes de analgésicos vendidos sem receita na maioria dos países, incluindo acetaminofeno / paracetamol (Tylenol), ibuprofeno (Motrin, Advil), naproxeno (Aleve) e aspirina. Geralmente, esses medicamentos não apresentam risco de perigo fisiológico em combinação com psicodélicos, incluindo psicodélicos que contêm IMAOs, como a ayahuasca. Acetaminofeno (Tylenol, paracetamol) Curiosamente, existem pesquisas, particularmente com acetaminofeno (Tylenol), demonstrando que os analgésicos de venda livre podem ter efeitos no processamento emocional e no comportamento [1]. Foi demonstrado que o acetaminofeno tem a capacidade de atenuar o processamento emocional para estímulos positivos e negativos [2]. Também pode reduzir os efeitos da dor secundários a coisas como rejeição social [3]. Parece que isso pode interferir no nosso julgamento dos erros e nos tornar mais apáticos aos erros [4]. O local de interferência na avaliação de erros parece estar no córtex, que é um local no cérebro alvo de psicodélicos por meio da estimulação dos receptores 5HT2A [4]. As evidências de um efeito no processamento emocional são menos bem estabelecidas com outros analgésicos de venda livre, embora o ibuprofeno também tenha demonstrado ter um efeito específico no processamento emocional [5]. Não se sabe até que ponto esses efeitos são fortes e se eles podem influenciar os processos de uma experiência psicodélica de uma maneira clinicamente significativa.Até o momento foi permitido o uso desses analgésicos nos protocolos de ensaios clínicos utilizando psicodélicos. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) Outra área mais teórica da interação medicamentosa envolve efeitos no sistema imunológico e respostas inflamatórias. Os anti-inflamatórios não estroides (AINEs), como o ibuprofeno, o naproxeno (e vários outros medicamentos prescritos como meloxicam, diclofenaco etc.), funcionam bloqueando a produção de mediadores pró-inflamatórios denominados prostaglandinas. Sabe-se que os psicodélicos têm efeitos imunomoduladores e anti-inflamatórios, portanto, pode haver uma interação mediada pelo sistema imunológico. O significado dessa interação, se houver, é desconhecido. Aspirina A aspirina tem um mecanismo de ação semelhante aos AINEs, embora baixas doses diárias sejam frequentemente usadas para condições cardiovasculares avançadas. Portanto, quando é relatado o uso de doses baixas ou aspirina diária, pode estar presente uma condição contraindicada ao uso psicodélico. Devido à natureza benigna dos analgésicos de venda livre, do ponto de vista físico, quando usados com psicodélicos e à falta de efeitos psicoativos perceptivos, seus benefícios provavelmente superam os riscos de interferência no processamento emocional para pequenas dores antes ou depois de experiências psicodélicas. Por exemplo, o uso de analgésicos de antes dos psicodélicos para aliviar as cólicas menstruais pode melhorar o "set" do usuário o suficiente para valer o risco de um processamento emocional atenuado. Da mesma forma, uma dor de cabeça leve a moderada por tensão é um efeito colateral comum no dia seguinte ao uso da psilocibina e, se aliviado adequadamente por um analgésico, pode permitir um período de reflexão menos distraído no período pós-uso, criando um benefício. Por outro lado, para uma nova dor ou uma dor que se exacerba pelo uso psicodélico sem uma provocação explicativa, pode ser preferível tentar superar a dor usando processamento psicossomático ou outros métodos não relacionados a drogas, em vez de tomar analgésicos. Antidepressivos Discuto aqui interações com antidepressivos usados para dores nos nervos, como duloxetina (Cymbalta) e amitriptilina (Elavil) em outros lugares. Psicodélicos, em doses macro ou micro, podem ser agentes eficazes em condições de dor [6]. É uma hipótese lógica a ser testada: se os antidepressivos funcionam para depressão, dor nos nervos de ansiedade ou fibromialgia e os psicodélicos também funcionam para depressão, ansiedade e têm efeitos anti-inflamatórios, que também podem causar impacto na dor nos nervos. Gabapentinóides Os gabapentinóides incluem os agentes gabapentina (Neurontin) e pregabalina (Lyrica). Eles são utilizados principalmente para dor neuropática e distúrbios de ansiedade, embora a gabapentina também seja um agente antiepilético. Provavelmente, existe algum potencial de interação leve entre gabapentina, pregabalina e psicodélicos que pode atenuar a experiência, embora os relatos anedóticos dos usuários não apóiem uma interação forte e, em um estudo clínico de MDMA para Transtorno de Estrese Pós Traumático (TETP) eles permitiram que os usuários permanecessem usando gabapentina quando usados para dor. [7] Não há razão para acreditar que a gabapentina ou a pregabalina apresentariam um alto risco de síndrome da serotonina ou outras reações adversas graves se combinadas com psicodélicos. Especulativamente, eles podem diminuir os efeitos da ibogaína ou da cetamina devido à atividade GABAérgica. Tanto a gabapentina como a pregabalina podem causar dependência quando tomadas por longos períodos e podem causar síndromes de abstinência se não forem diminuídas adequadamente. Portanto, em pessoas com dor neuropática que estão obtendo um efeito benéfico desses agentes, é razoável simplesmente continuar com eles. Para pessoas que usam doses mais baixas para transtornos de ansiedade, pode-se considerar a redução gradual do medicamento por um período de algumas semanas (com devido acompanhamento médico). Opioides Opioides é um termo genérico que engloba drogas que produzem um efeito analgésico ao se ligar a receptores μ-opioides. Inclui medicamentos derivados naturalmente, como codeína, morfina e heroína (opiáceos), bem como sintéticos, como oxicodona, metadona, buprenorfina, tramadol e outros. Os opioides são notórios por levar a transtornos de dependência, tolerância e os danos associados aa eles são atualmente epidêmicos nos EUA. Eles são regulados como substâncias controladas e produzem efeitos sedativos no SNC, que podem levar à depressão respiratória fatal por overdose. Os medicamentos que deprimem a atividade do SNC geralmente tendem a ter efeitos atenuantes nos psicodélicos, embora a importância desse efeito possa depender de fatores individuais, como tolerância, dose ou agente(s) utilizado (s). Se um distúrbio subjacente ao uso de opióides estiver presente, a ibogaína provavelmente será de maior benefício, embora seja limitada pelo potencial de arritmia fatal. Os opióides são frequentemente usados para o tratamento a curto prazo de dores graves associadas a dores pós-cirúrgicas, trauma físico agudo ou crises de dor associadas a várias condições médicas. Por essas indicações, eles podem ser oferecidos 'conforme necessário' e tomados por um período tão curto de tempo ou o mínimo possível para que a dependência física não ocorra. Para o usuário opióide que não possui dependência física, é provavelmente melhor e relativamente fácil evitá-los por pelo menos 72 horas antes do uso de psicodélicos, que é o período em que se espera que a maioria dos opióides são eliminados do corpo. Se as pessoas estiverem sofrendo um surto de dor aguda que exija os opióides necessários, talvez seja melhor que o usuário defina e adie simplesmente uma sessão psicodélica até que o indivíduo não esteja mais sentindo muita dor e usando esses medicamentos. Em usuários de opioides para o tratamento da dor crônica em que não há um distúrbio do uso, a escolha da abordagem psicodélica é importante. Alguns opióides são contra-indicados com ayahuasca ou ibogaína. Para doenças com risco de vida ou doenças em que os opióides são medicamente necessários, a continuação de opióides de ação prolongada pode ser necessária para o conforto do usuário. - Quais opioides você pode combinar com a ayahuasca? Enquanto todos os opioides compartilham sua atividade nos receptores μ-opioides, alguns deles possuem farmacologia adicional na recaptação de serotonina e noradrenalina que poderiam introduzir um sério potencial de interação medicamentosa com IMAO que estão presentes em alguns psicodélicos como a ayahuasca. Os opioides metadona (Dolofina), meperidina (Petidina), tapentadol (Nucynta) e tramadol (Ultram) e dextrometorfano têm alguma afinidade fraca na recaptação de serotonina e foram implicados nos casos de síndrome da serotonina quando combinados com os IMAOs [8, 9] Portanto, esses agentes devem ser evitados ou descontinuados pelo menos 5 meias-vidas antes do uso da ayahuasca (com devido acompanhamento médico). Os opioides hidrocodona, oxicodona, buprenorfina, morfina, hidromorfona, oximorfona, heroína e codeína não têm atividade na bomba de recaptação de serotonina e não foram implicados nos casos de síndrome da serotonina [8, 9]. - Os opióides e os psicodélicos já foram combinados em ensaios clínicos? É relativamente comum que os opioides sejam prescritos para dores associadas a doenças como câncer em estágio avançado. Em ensaios clínicos de psicoterapia assistida por psilocibina para doenças com risco de vida em que muitos participantes tiveram câncer em estágio avançado, o uso de medicamentos opióides de ação prolongada (por exemplo, morfina de liberação sustentada ou oxicodona) administrados a cada 12 horas foi permitido simultaneamente pela clínica no protocolo de teste [10]. O protocolo estipulava que a administração de psilocibina seria cronometrada 6 horas após a ingestão do opióide e 6 horas antes da próxima dose de opióide. Portanto, parece que sua estratégia era cronometrar a dose psicodélica o mais longe possível da dose anterior de opióide, enquanto ainda permitia tempo para que a experiência da psilocibina se desenvolvesse antes da próxima dose de opióide. Para psicodélicos serotoninérgicos que não contêm IMAO, como MDMA, psilocibina ou triptaminas de ação curta (5-MeO-DMT), essa estratégia parece ser adaptável. Para outros psicodélicos serotoninérgicos como LSD ou mescalina, a duração do efeito psicodélico pode apresentar desafios para o uso dessa estratégia. Notavelmente, embora o protocolo do estudo permitisse opióides de ação prolongada, não está claro quantos participantes do estudo estavam realmente tomando-os ou se seus resultados diferiam dos outros no estudo. - Como os opióides são usados com ibogaína? Quando a ibogaína é usada em uma pessoa que usa opióides, normalmente é com a intenção de gerenciar o transtorno do uso de opióides (OUD), em vez de ajudar o humor ou ter um efeito analgésico em uma pessoa com dor crônica. A ibogaína é contraindicada para ser usada em conjunto com formulações de ação prolongada ou de liberação prolongada, bem como com as drogas metadona e buprenorfina (MAT). Isso ocorre porque sabe-se que a ibogaína sensibiliza o usuário para os opióides de volta aos níveis de uso pré-opióides, portanto, o uso de opióides durante a ibogaína pode ser perigoso e aumentar os riscos de overdose [12]. Outro risco são arritmias e cardiotoxicidade, que são agravadas consideravelmente pela metadona. Portanto, o uso de ibogaína deve ser tentado apenas no usuário opióide que deseja interromper completamente o uso de opióides e está em um uso de opioide de ação curta antes do uso de ibogaína [11]. Ketamina A ketamina é classificada com mais precisão como anestésico dissociativo do que psicodélico. Dado que os anestésicos têm propriedades sedativas, pode haver riscos aditivos de sedação ou depressão respiratória quando combinados. Isso pode se tornar excessivamente perigoso com altas doses, ambientes não monitorados ou uso de outros sedativos como GHB, álcool ou benzodiazepínicos. Os psicodélicos serotoninérgicos são provavelmente psicodélicos de baixo risco para uso em combinação quando se trata de ketamina. Outros medicamentos para a dor, como analgésicos de venda livre, possuem risco mínimo em combinação. Pode haver algumas interações teóricas entre drogas que interferem no GABA, como os gabapentinóides (gabapentina, pregabalina), embora essas interações não sejam bem documentadas se forem reais. Resumo e conclusões: Os analgésicos de venda livre são de baixo risco com muitos psicodélicos e podem ser usados para ajudar com pequenas dores que surgem na época do uso do psicodélico. Os agentes de prescrição para gerenciar a dor gerada de forma crônica são mais complexos e devem ser avaliados no contexto de "set & setting" do usuário para otimizar o potencial de cura de experiências psicodélicas. A ketamina tem algum risco adicional com analgésicos sedativos, como opióides, embora na prática clínica seja combinada para efeitos "poupadores" de opióides. Ayahuasca e ibogaína são casos especiais em que o escrutínio da interação medicamentosa que apresenta riscos físicos deve ser avaliado, principalmente com opióides. Essas informações podem ser resumidas em um gráfico? Sim, veja aqui: Analgesics+&+Psychedelics+Chart.pdf - Parte 1: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/2154-dor-e-psicodélicos-sofrimento-no-oriente-e-no-ocidente - Fonte: https://www.spiritpharmacist.com/blog/2019/12/10/pain-amp-psychedelics-part-ii-drug-interactions-with-analgesics - Referências: 1. Ratner, KG, AR Kaczmarek e Y. Hong, os remédios para dor sem receita médica podem influenciar nossos pensamentos e emoções? Insights de políticas das ciências comportamentais e do cérebro, 2018. 5 (1): p. 82-89. 2. Durso, GR, A. Luttrell e BM Way, alívio sem receita de dores e prazeres: acetaminofeno embota a sensibilidade da avaliação a estímulos negativos e positivos. Psychol Sci, 2015. 26 (6): p. 750-8. 3. 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  12. Tradução livre do artigo do blog "Farmacêutico Espiritual". Com a palavra, Dr Ben Malcolm. Este artigo, que foi dividido em duas partes, discute a dor e os psicodélicos. Começaremos com uma visão geral das abordagens da dor nas perspectivas ocidental e oriental, bem como uma discussão sobre onde a ketamina e serotoninérgicos (MDMA, psilocibina, LSD, mescalina e ayahuasca) se encaixam. Na Parte II, discutiremos as interações entre analgésicos e psicodélicos no contexto da "cura psicodélica". PARTE I Dor e Sofrimento A dor é um fenômeno complexo e está intimamente associada ao sofrimento. Geralmente, acredita-se que a dor é experienciada a partir de uma fonte física, como quando pisam no nosso pé, embora também possa ser sentida nos campos mental ou social (dor psicológica). Relevante para esta discussão, a doença mental e a dor geralmente andam de mãos dadas, uma afetando a outra e vice-versa [1]. A dor não é igual ao sofrimento, apesar do quão normalmente eles se associem. A dor é causada por um estímulo físico ou mental desconfortável (p.ex. exclusão social), enquanto o sofrimento é uma reação psicológica ao estímulo desconfortável. Portanto, embora a dor possa ser física ou mental, o sofrimento é sempre um fenômeno psicológico. Avaliações comuns da experiência subjetiva da dor, como escalas que usam pictogramas numéricos, como mostrado abaixo, parecem conflitar dor e sofrimento, pois as imagens se relacionam com estados emocionais subjetivos do sofrimento, em vez da intensidade objetiva dos estímulos físicos. De fato, 'escalas de dor' subjetivas têm sido objeto de intensa controvérsia, pois sua incorporação como um 'sinal vital' a ser medido de forma objetiva, como a freqüência cardíaca, freqüência respiratória, a pressão arterial ou temperatura provavelmente contribuiu para a atual epidemia de opióides [2] A Escala Visual Analógica (EVA) para medições da dor depende de relatos subjetivos de sofrimento para medi-las. Sofrimento no Ocidente, sofrimento no Oriente A busca pelo alívio ou a fuga do sofrimento é temática central na prática da medicina ocidental e nos ensinamentos religiosos orientais, como o budismo ou o hinduísmo. Na medicina ocidental, o sofrimento da dor é aliviado através da remoção da fonte da dor (fisioterapia ou cirurgia) ou por meios farmacológicos, como medicamentos para a dor. A medicação para a dor pode servir para reduzir as vias de sinalização da dor no Sistema Nervoso Periférico (SNP) e/ou no Sistema Nervoso Central (SNC). Pensa-se que alguns analgésicos agem principalmente de maneira periférica (por exemplo, o ibuprofeno) e trabalhem principalmente para reduzir as vias de sinalização da dor no cérebro. Outros, como opióides ou paracetamol, são ativos no SNC e modulam nossa percepção do sofrimento (entre outros mecanismos, como o bloqueio dos sinais de dor na medula espinhal). Anatomicamente, parece haver sobreposição significativa nas regiões do cérebro que respondem à dor física e emocional (também existem diferenças). Medicamentos para a dor como opióides bloqueiam temporariamente as percepções emocionais do sofrimento sem distinção de fontes emocionais e físicas [3, 4]. É reconhecido que fatores psicológicos e o meio ambiente desempenham um papel importante na percepção e manutenção da dor crônica [5]. Mudanças nas tendências no manejo da dor crônica permitiram que experiências subjetivas de sofrimento determinassem a prescrição de opioides, levando a um vício epidêmico e mortes por overdose nos Estados Unidos, resultando na declaração de uma crise oficial de saúde pública [6-8]. Epidemias paralelas de obesidade, estilos de vida sedentários, depressão e ansiedade afetaram a saúde dos americanos, deixando-os com mais dor. É interessante considerar que papel os fatores ambientais ou determinantes sociais, como solidão, desconexão e colapso ambiental poderiam estar tendo ao impulsionar o uso crescente de opióides, além do aumento do acesso a eles. Isso é de particular interesse para essa discussão, pois os psicodélicos são às vezes apontados como agentes que podem desempenhar um papel importante no alívio dessas epidemias sociais [9]. Quaisquer que sejam os fatores precipitantes, aparentemente a abordagem de permitir que o sofrimento direcione a administração de potentes medicamentos depressores do SNC somente exacerbou o sofrimento. Embora o budismo ou o hinduísmo possam ser conceituados como religiões, as práticas de meditação transcendental que eles oferecem também podem ser entendidos como um médico com um remédio para escapar do sofrimento em vez de uma filosofia ou estudo religioso que explica a natureza da realidade. Nesses ensinamentos, não há nenhuma tentativa de remover fontes de dor e, em vez disso, o foco está no abandono de apegos, na renúncia a conceitos como 'eu' e 'outro', além de desejos ou crenças que nos causam sofrimento. Os métodos para isso envolvem meditação ou outras práticas que acalmam a mente. A linha de pensamento é que, se você perceber que seu desejo de evitar a dor está criando uma experiência de sofrimento e é capaz de se separar psicologicamente desse desejo de evitar a dor, apesar da dor existente, sua consciência pode estar livre do sofrimento. Psicodélicos: Perspectiva do Ocidente Psicodélicos são exterioridades, drogas que são ingeridas, e psicodélicos serotoninérgicos têm efeitos que modulam nossa resposta à dor [10]. Do ponto de vista biológico, os psicodélicos podem ser vistos como compatíveis com os medicamentos ocidentais existentes, pois são soluções terapêuticas que funcionam alterando a resposta emocional à dor, fornecendo vasoconstrição para aliviar dores de cabeça ou modificando processos inflamatórios que conduzem a condições dolorosas. Ketamina Atualmente, a ketamina tem mais dados e evidências de benefício tanto nos transtornos do humor quanto nas condições de dor do que os psicodélicos serotoninérgicos. Provavelmente isso é verdade por várias razões: a disponibilidade da ketamina como medicamento de uso legal incentiva sua pesquisa como analgésico. Razoavelmente, a ketamina pode ser testada para problemas de saúde mental ou dor antes de se testar o uso de psicodélicos serotoninérgicos. A ketamina está disponível em formulações racêmicas (ketamina) ou isômero S (esketamina) e acredita-se que a esketamina seja 4x mais potente que um analgésico [11]. A ketamina bloqueia o receptor de glutamato de N-metil-D-aspartato (NMDA) e também modula os neurocircuitos opióides. Isso leva a efeitos dissociativos e analgésicos e pode resultar em efeitos poupadores de opióides ou na redução da quantidade de medicamento opióide necessária para ser eficaz. Os receptores NMDA estão implicados na adaptação das vias neuronais e a ketamina pode ser capaz de impedir a conversão de lesão aguda em dor crônica ou reduzir a hiperalgesia. No entanto, atualmente, o uso diário de ketamina para dor crônica carece de evidências de benefício e é limitado por efeitos neurocognitivos, potencial de tolerância ou habituação e sintomas do trato urinário inferior. Embora a ketamina seja frequentemente usada para poupar o uso de opióides em doenças avançadas ou para analgesia em cirurgia, não é muito adequado para uso frequente a longo prazo. Psicodélicos serotoninérgicos Os medicamentos serotoninérgicos existentes, como antidepressivos, já são conhecidos por serem úteis para condições de dor, apoiando a investigação e o desenvolvimento de outros medicamentos serotoninérgicos, como os psicodélicos, no tratamento da dor [12]. É importante notar nesta discussão que psicodélicos serotoninérgicos (MDMA, psilocibina, LSD, mescalina, ayahuasca) nunca foram formalmente estudados puramente para condições de dor em humanos. No entanto, dor e doença mental frequentemente coexistem em um relacionamento bidirecional com um capaz de afetar diretamente o outro, reforçando a posição de que os psicodélicos podem ser eficazes para as condições de dor [1]. Mecanicamente, a estimulação do receptor 5HT2A é comum aos efeitos dos psicodélicos serotoninérgicos (LSD, mescalina, psilocibina, MDMA, ayahuasca). Parece também que diminuir a disponibilidade de receptores 5HT2A pode diminuir as respostas à dor (mas não aguda) [13]. Quando os psicodélicos serotoninérgicos se ligam aos receptores 5HT2A, eles produzem uma rápida diminuição na disponibilidade do receptor 5HT2A, que tem sido associado a melhorias na ansiedade, depressão e dor [10]. A ativação do receptor de serotonina 2A (5HT2A) aparentemente modula a atividade da amígdala, bem como de outras partes subcorticais do cérebro. Sabe-se que essas partes mais remotas do cérebro estão envolvidas com a emoção e com o processamento da dor, e podem levar a uma experiência menor de sofrimento. Os psicodélicos também estão acumulando dados que sustentam efeitos anti-inflamatórios [14]. Os estressores psicológicos podem ativar nosso eixo hipotálamo-hipófise (HPA), levando à produção do Fator de Liberação de Cortisol (FLC). A liberação do FLC pode sensibilizar nossos receptores 5HT2A, o que pode aumentar as respostas ansiosas, depressivas ou dolorosas [15]. Particularmente com o R-DOI, psicodélico da família das fenetilaminas, existe um corpo de literatura emergente que apóia que mesmo doses sub-perceptivas podem diminuir potentemente as respostas imunes inflamatórias, como a produção da citocina pró-inflamatória TNF-α [14, 16, 17]. Recentemente, esses resultados foram estendidos a doenças inflamatórias das vias aéreas, como a asma, bem como a doenças inflamatórias cardiovasculares, como a aterosclerose [18-20]. Essas observações são preliminares e só foram testadas em animais até o momento, embora possam ter implicações terapêuticas de longo alcance. Os medicamentos que visam bloquear os efeitos do TNF-α já estão no mercado para o tratamento de condições auto-imunes dolorosas, como artrite reumatóide, espondilite anquilosante, doença de Crohn, colite ulcerosa e outros. Além disso, a doença cardiovascular inflamatória continua a ser um grande contribuinte para o adoecimento e morte nas sociedades ocidentais, e os medicamentos que são eficazes para reverter ou estabilizar a progressão da doença são frequentemente drogas "de grande sucesso". Psicodélicos: Perspectiva do Oriente O termo psicodélico significa 'manifestação da mente' e o uso de psicodélicos para fins de cura, muitas vezes envolve aprofundar-se em nós mesmos mais do que já fizemos anteriormente, sendo frequentemente comparado à superioridade de usar um telescópio em contraste com olhar a olho nu. No sentido de que os psicodélicos têm o potencial de experiências profundas do "eu", eles parecem alinhados com os ensinamentos budistas ou hindus de procurar respostas dentro de ferramentas como a meditação. Embora considerado polêmico pelas pessoas dedicadas às religiões orientais, parece que os psicodélicos podem ser ferramentas poderosas para acessar estados meditativos profundos e aprimorar habilidades para praticar meditação ou atenção plena (mindfulness). Os fenômenos psicodélicos em ambientes seguros e controlados podem oferecer uma amostra do numinoso em que nossa consciência existe, em um lugar inefável fora do tempo e do espaço, onde a gota retornou ao oceano e a sensação é ilimitada [21, 22]. Em suma, uma experiência direta na qual os conceitos de "Eu" e "Outro" são inaplicáveis. Nessas experiências não duais, o sentido do eu ou do 'ego' é parcial ou completamente dissolvido. Muitos entusiastas da atenção plena estão usando psicodélicos para aprofundar ou aprimorar suas práticas de meditação em sua busca espiritual em direção à iluminação, e os psicodélicos parecem aprimorar essas práticas [23-26]. Sobreposições significativas existem nos correlatos neurobiológicos de experiências numinosas, dissolução do ego, meditação transcendental e capacidades baseadas na atenção plena [27, 28]. Um conjunto de circuitos cerebrais funcionalmente conectados, denominados de Rede de Modo Padrão (RMP) ou rede negativa de tarefas fica ativo quando o cérebro está em repouso. A hiperatividade de porções do RMP tem sido associada a um movimento de mente instável ou ao constante 'cérebro de macaco'. Além disso, a disfunção do RMP está associada a vários tipos de doenças psiquiátricas. Durante as experiências psicodélicas, a atividade do RMP é diminuída, o que está correlacionado com experiências de dissolução do ego e experiências místicas. As pessoas adeptas da meditação parecem poder reduzir a atividade do RMP através da prática meditativa e muitas das alterações cerebrais observadas nesses estados são semelhantes às observadas nas experiências psicodélicas. Embora existam semelhanças entre estados meditativos profundos e experiências psicodélicas místicas, os psicodélicos podem ser pensados como ferramentas para aprimorar a atenção e a meditação ou ser praticados ao lado deles, em vez de ferramentas para substituir as práticas tradicionais. Parece que os psicodélicos podem melhorar as capacidades relacionadas à atenção plena [23, 29]. Lições psicodélicas sobre dor Os psicodélicos já estão sendo estudados e parecem úteis para vários tipos de sofrimento mental; TEPT, ansiedade associada a doenças com risco de vida, depressão resistente ao tratamento e distúrbios no uso de substâncias, para citar apenas alguns [32-36]. A imagem que começa a surgir é que os psicodélicos têm a capacidade de reduzir o sofrimento associado a uma variedade de patologias e experiências. Tudo isso gera muitas perguntas sem resposta sobre o que poderia ser aprendido com uma experiência psicodélica em uma pessoa com dor crônica? Talvez a experiência sirva como prova de conceito de que a dor pode existir sem sofrimento ... Talvez a percepção de fatores relacionados ao estilo de vida que os mantêm com dor possa ser realizada ... Talvez uma força pudesse ser ligada para mudar as circunstâncias que nos prendem à dor ... Talvez exista uma forte ligação com a dor, pois ela se tornou parte da identidade do ego que poderia ser dissolvida e posteriormente reestruturada. Talvez a restauração de um senso de conexão possa aliviar os impulsores da dor mental ... Talvez exista um aspecto psico-espiritual desconhecido em sua dor que possa ser curado ... Talvez o uso frequente de pequenas doses (microdosagem) de psicodélicos combinados com meditação possa ser eficaz no tratamento das condições de dor ... Parte II Mas e os remédios tradicionais para a dor? Eles complementam abordagens psicodélicas ou os impedem? Eles são perigosos para combinar com psicodélicos ou benignos? Neste ponto, deixaremos para trás as reflexões filosóficas sobre dor e sofrimento e discutiremos possíveis interações entre analgésicos e psicodélicos serotoninérgicos em DOR E PSICODÉLICOS Parte II: Interações medicamentosas com analgésicos. Aguardem o próximo post. Fonte: https://www.spiritpharmacist.com/blog/2019/12/10/suffering-amp-psychedelics-pain-part-i Referências: 1. Bondesson, E., et al., Comorbidade entre dor e doença mental - Evidência de uma relação bidirecional. Eur J Pain, 2018. 22 (7): p. 1304-1311. 2. Kristina Fiore, crise de opióides: dor de sucata como quinto sinal vital? Página Med Hoje, 2016. 3. Esturjão, JA e AJ Zautra, Dor social e dor física: caminhos compartilhados para a resiliência. Manejo da dor, 2016. 6 (1): p. 63-74. 4. Woo, C.-W., et al., Representações neurais separadas para dor física e rejeição social. Nature Communications, 2014. 5 (1): p. 5380 5. 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  13. Encontrei recentemente um blog muito interessante chamado "Farmacêutico Espiritual" e que contém artigos fascinantes com embasamento científico muito bem referenciado e vou trazer alguns deles traduzidos pra vocês. Esse assunto já foi falado no nosso fórum mas nesse artigo o Dr Ben Malcolm, psicofarmacologista que estuda os psicodélicos, coloca de forma bem clara e detalhada sobre essa combinação bem comum no meio recreativo mas pouco abordada no meio científico. E ele explica os motivos para isso. Estimulantes servem para várias coisas Para alguns, trata-se de foco, produtividade e de ficar mais "inteligente"... parece que muitos estão procurando uma vantagem quando se trata de realização de tarefas, atividade orientada a objetivos ou gerenciamento de distúrbios de déficit de atenção. Para outros, tornaram-se hábitos desordenados ou até vícios e estão presos a ciclos de compulsão. Outros ainda os usam para aumentar a energia associada às síndromes de depressão ou fadiga, gerenciar a perda de peso ou compulsão alimentar, evitar episódios narcolépticos, dentre outros. À medida que o uso de psicodélicos se torna um assunto na mesa de jantar em milhões de lares, mais e mais pessoas são atraídas a eles pelo gerenciamento de condições clínicas em doses maiores ou até mesmo aumentando o foco e a produtividade nas microdoses . Mas quais são os riscos do uso de estimulantes com psicodélicos? Pode ser contraproducente? Os riscos físicos parecem principalmente relacionados ao estresse aditivo no sistema cardiovascular, enquanto os riscos psicológicos são mais teóricos, mas incluem potenciais efeitos contraproducentes. Neste artigo, exploraremos essas perguntas com foco em combinações de psicodélicos com estimulantes tradicionais. O que são estimulantes, afinal? Os psicoestimulantes (estimulantes) têm um longo histórico de uso e são comumente usados para fins recreativos e terapêuticos. Eles são usados desde tempos imemoriais para aumentar a resistência, a vigília ou os efeitos eufóricos. Exemplos de plantas com estimulantes naturais são café (cafeína), Ma Huang (efedrina), Khat (catinona) e Coca (cocaína). Os estimulantes terapêuticos mais comuns são várias formas de anfetamina (Adderall; Dexedrina; Lisdexamfetamina; Desoxyn; vários outros produtos da marca) e metilfenidato (Ritalina; Concerta; e vários outros produtos da marca). Esses estimulantes serão referidos como 'estimulantes tradicionais' ao longo deste artigo e servirão como foco de discussão quando se trata de combinar estimulantes com psicodélicos. Os estimulantes tradicionais fornecem um efeito estimulante ao sistema nervoso central e simpático. Eles promovem a liberação de neurotransmissores, como a noradrenalina e a dopamina, que levam à vigília, aumento da energia, diminuição da fadiga e euforia. Eles também ativam respostas de "luta ou fuga" para aumentar a pressão sanguínea e a freqüência cardíaca, além de dilatar as vias aéreas. Outros estimulantes incluem modafanil (Provigil) e Armodafanil (Nuvigil). Estes são utilizados menos que os estimulantes tradicionais, embora estejam se tornando populares para uso como agentes de "neurohacking" para aumentar o desempenho cognitivo em pessoas sem distúrbios do déficit de atenção. Os estimulantes podem ser usados como descongestionantes (pseudoefedrina), auxiliares anoréticos de perda de peso (fentermina) ou antidepressivos (bupropiona). Além disso, os suplementos que alegam ser "estimulantes do metabolismo" freqüentemente contêm estimulantes naturais ou sintéticos. Os psicodélicos também podem ser estimulantes? Sim, eles podem, e alguns estimulantes são de fato categorizados como psicodélicos e estimulantes. Por exemplo, a espinha dorsal química da feniletilamina do MDMA e da mescalina é compartilhada com d- anfetamina e metanfetamina [1]. Existem inúmeras novas substâncias psicoativas (NSP) derivadas de feniletilamina, como os compostos 2Cx, DOx, NBOx. Outros NSP usam uma espinha dorsal química da catinona e são coletivamente referidos como 'sais de banho'. Substâncias como metilona ou mefedrona são catinonas psicodélicas que simulam os efeitos do MDMA [2]. Geralmente, os psicodélicos da feniletilamina ou da catinona têm atividade predominantemente serotoninérgica juntamente com a atividade da noradrenalina e dopamina, enquanto estimulantes como a dextroanfetamina (anfetamina) ou a metanfetamina têm predominantemente atividade noradrenalina e dopamina com efeitos relativamente menores na serotonina. Esta regra geral pode não se aplicar a todos os casos de NSP, pois cada uma dessas substâncias tem um perfil farmacológico distinto que pode alterar os riscos em combinação com outros medicamentos, incluindo estimulantes. Por exemplo, o estimulante para-metoxanfetamina (PMA) apresenta inibição da monoamina oxidase (IMAO) como parte de seu perfil farmacológico, o que pode aumentar o risco de toxicidade grave e morte [3]. Está fora do escopo deste artigo discutir todos as NSP, e o MDMA servirá como foco da discussão de combinações de estimulantes tradicionais e psicodélicos, devido ao maior número de dados disponíveis e ao maior avanço no desenvolvimento clínico. Tabela. Visão geral das estruturas estimulantes: Como o estimulante usa o padrão e a via de administração em interface com as intenções de cura psicodélica? Os estimulantes tendem a formar hábitos, carregam o risco potencial de desenvolver transtornos por uso de substâncias e muitos são regulados como substâncias controladas ou ilícitas. Quando os estimulantes são usados em grandes quantidades, com frequência curta ou por rotas de administrações (ROA), como insuflação, inalação ou injeção, causam efeitos imediatos e intensos que trazem riscos cardiovasculares e psicológicos consideráveis. Os estimulantes recreativos comuns usados por essas rotas incluem anfetamina, metanfetamina e cocaína. Os efeitos adversos físicos incluem acidente vascular cerebral, ataques cardíacos, convulsões, ruptura muscular ou insuficiência renal, enquanto psicologicamente, paranóia, sintomas psicóticos, comportamento agitado e agressivo e dependência podem ocorrer. Se você estiver procurando usar psicodélicos para o tratamento de um distúrbio do uso de estimulantes, a ibogaína tem a melhor evidência de benefício, embora a ayahuasca e o 5-MeO-DMT também tenham sido apontados como úteis [4, 5]. A revisão abrangente de psicodélicos para o tratamento de distúrbios do uso de estimulantes está fora do escopo deste artigo. Embora a liberdade cognitiva apóie o direito do psiconauta de explorar essas rotas, parece improvável que esses métodos de uso de estimulantes estejam alinhados com as intenções de usar psicodélicos para facilitar os processos de cura. Portanto, a duração do artigo explorará os riscos potenciais e as estratégias de gerenciamento da combinação de estimulantes tradicionais usados por via oral para fins terapêuticos com psicodélicos. Quais são os riscos físicos ao combinar estimulantes e psicodélicos? As principais respostas físicas (agudas ou de curto prazo) da combinação de estimulantes com psicodélicos são aumentos aditivos na pressão sanguínea, batimentos cardíacos e respostas termodinâmicas (aumento da temperatura corporal). Isso pode levar a riscos de eventos adversos, como arritmias, ataques cardíacos, derrame, insuficiência renal ou convulsões. A gravidade desses riscos provavelmente depende de vários fatores, incluindo características do usuário, rota de administração, dose e combinação específica usada. Quando se trata de efeitos adversos como resultado de estimulantes, nosso velho amigo Paracelso é perspicaz: “Todas as substâncias são venenos, não existe nada que não seja veneno. Somente a dose correta diferencia o veneno do remédio.”- Paracelso As pessoas idosas ou com condições cardiovasculares existentes, como pressão alta, arritmias ou histórico de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, correm o maior risco de efeitos adversos físicos de estimulantes psicodélicos como o MDMA, bem como combinações entre estimulantes e psicodélicos. Nos ensaios clínicos de fase II, as doses de MDMA (75-125mg + reforço 37,5-62,5mg) aumentaram a pressão arterial sistólica (PAS) em uma média de 25 mmHg, a pressão arterial diastólica (PAD) em 12mmHg e a freqüência cardíaca (FC) em 28bpm [6] Portanto, esses valores podem ser úteis para orientar possíveis respostas cardiovasculares ao MDMA. Se pressão arterial, freqüência cardíaca ou outros aspectos da função cardiovascular são uma preocupação, além de evitar o uso, medicamentos anti-hipertensivos, como clonidina e carvedilol, atenuam as respostas cardiovasculares ao MDMA sem interferir nos efeitos subjetivos [7, 8]. Existe uma hierarquia a arriscar quando se trata de combinar estimulantes e psicodélicos? No que diz respeito aos psicodélicos comumente usados com intenções de cura, aqueles que contêm um IMAO como a ayahuasca são provavelmente o risco mais alto seguido por estimulantes psicodélicos como o MDMA. As triptaminas parecem ter menores riscos físicos em combinação com estimulantes, embora ainda possam elevar a pressão sanguínea e o batimento cardíaco. Vamos explorar vários riscos dessas combinações agora: I. Estimulantes + Psicodélicos que contém IMAO (Ayahuasca) Essas combinações podem apresentar riscos de toxicidade física grave, incluindo crises hipertensivas e síndrome da serotonina [9]. Os medicamentos mais perigosos a serem tomados em combinação com os IMAOs são os medicamentos que bloqueiam a recaptação da serotonina, bem como os medicamentos que liberam serotonina. Nem o metilfenidato nem a anfetamina fazem isso de maneira significativa, e a lenta introdução de estimulantes nos regimes da IMAO tem sido usada historicamente com supervisão especializada [10]. No entanto, o risco de respostas hipertensivas extremas à combinação de estimulantes e IMAOs ocorreu e os casos de danos geralmente apresentam sangramento intracraniano como resultado de pressões sanguíneas muito altas, em vez da síndrome da serotonina. O risco de desenvolver a síndrome da serotonina é maior ao combinar estimulantes psicodélicos que liberam serotonina, como o MDMA, em oposição aos estimulantes tradicionais. Conclusão: Os estimulantes podem ser perigosos com os IMAOs e a descontinuação é a prática mais segura. II. Estimulantes + Psicodélicos feniletilamínicos (MDMA) Como os psicodélicos da feniletilamina, como MDMA e mescalina, são eles próprios psicoestimulantes, pode haver riscos de efeitos estimulantes aditivos quando combinados com produtos de anfetamina ou metilfenidato [11, 12]. Um estudo investigou diferenças entre placebo, metilfenidato, MDMA e a combinação de metilfenidato e MDMA em voluntários saudáveis [13]. Eles descobriram que o metilfenidato (60 mg) não aumentou os efeitos psicoativos do MDMA (125 mg) ou teve efeitos aditivos no aumento da temperatura central quando usado em combinação. A resposta hemodinâmica (combinação dos efeitos da pressão arterial e da frequência cardíaca) foi significativamente maior quando o MDMA e o metilfenidato foram combinados em comparação com cada medicamento isoladamente. Eles também encontraram taxas mais altas de efeitos adversos relatados subjetivamente, porém nenhum efeito adverso grave foi observado. Há muito pouca pesquisa sobre os efeitos da combinação de anfetaminas com MDMA em laboratório, uma vez que a maioria dos estudos tem como objetivo compará-las para elucidar possíveis diferenças. No entanto, semelhante ao metilfenidato, existe um alto grau de plausibilidade de que haja efeitos aditivos no sistema cardiovascular. MDMA e anfetaminas não são incomuns para combinar em ambientes recreativos, seja por ingestão de medicamentos separados ou devido a impurezas em comprimidos de ecstasy [3]. É provável que as impurezas dos comprimidos de ecstasy ou a combinação com outros psicoestimulantes tenham contribuído para situações nas quais foram relatados efeitos tóxicos, incluindo a morte. Por várias razões, os resultados da literatura recreativa provavelmente não são muito generalizáveis para pessoas que tomam doses terapêuticas de estimulantes tradicionais que desejam usar psicodélicos para a cura. No entanto, o corpo da literatura de ambientes recreativos poderia ser usado como um prenúncio de perigos potenciais quando psicodélicos e estimulantes são combinados em doses elevadas ou em ambientes inseguros. Conclusão: dado o estresse cardiovascular mais alto, o aumento de relatos de efeitos adversos e a falta de aprimoramento dos efeitos psicodélicos, parece haver pouco a ganhar ao combinar estimulantes com MDMA e potencial para aumentar os riscos. III . Estimulantes + Psicodélicos triptamínicos (psilocibina, LSD) Psicodélicos clássicos como psilocibina ou LSD, parecem ser os menos arriscados a combinar, uma vez que não há sobreposição mecanicista na liberação de neurotransmissores ou bloqueio na recaptação de neurotransmissores. Os psicodélicos da triptamina causam uma certa quantidade de vasoconstrição e estão associados ao aumento da pressão sanguínea ou da freqüência cardíaca, de modo que provavelmente ainda existe algum risco [14]. Há pouca (se houver) pesquisa em ambientes clínicos, observando os efeitos da combinação de estimulantes com psicodélicos. Algumas triptaminas, como o 5-MeO-DMT, carecem de estudos básicos que caracterizam respostas cardiovasculares à administração e são difíceis de prever riscos por esse motivo. Recreativamente, psicoestimulantes psicodélicos como o MDMA são frequentemente combinados com cogumelos psilocibina ou LSD e referidos como 'hippy flip' ou 'candy flip'. Há pouca literatura que sustenta combinações que aumentam drasticamente os riscos físicos, embora levem a experiências psicológicas intensificadas e devem ser abordadas com cautela. Conclusão: A descontinuação do estimulante deve ser considerada com base nas intenções de uso e na avaliação de risco individual. Existem riscos psicológicos de combinar estimulantes com psicodélicos? Existem algumas diferenças interessantes encontradas em testes psicológicos e escalas de classificação entre estimulantes tradicionais e psicodélicos, bem como observações farmacológicas que podem ter implicações nos efeitos curativos. A ênfase está em “talvez” aqui, devido à natureza amplamente teórica desta discussão, e o leitor é incentivado a abordar a seção com ceticismo. I. Foco, psicose e "rendimento" Os estimulantes tradicionais aumentam os níveis de dopamina e noradrenalina, que foram associados aos efeitos terapêuticos do aumento do foco, concentração, motivação e energia. Muitas vezes, há muita ênfase colocada em permitir modos de pensamento não lineares, abordagens terapêuticas não diretivas, períodos de silêncio e "render-se" aos efeitos psicodélicos ao discutir a navegação ideal dos estados psicodélicos na psicoterapia psicodélica [15]. Isso pode levar a pensar se drogas que melhoram aspectos das habilidades cognitivas lógicas ou racionais afetariam os processos mentais de cura que são ativos sob a influência de psicodélicos [16]. Não está claro se um medicamento que aumenta o foco pode modular a capacidade de um indivíduo 'se render' ou interferir no pensamento não linear. Além disso, estimulantes tradicionais são freqüentemente usados como modelo farmacológico de psicose devido a sintomas psicóticos causados por sinalização excessiva de dopamina. Entre os neurocientistas, os psicodélicos também mantiveram interesse de longa data como sondas farmacológicas potenciais em modelos de psicose [17]. Originalmente, os psicodélicos eram denominados 'psicotomiméticos' devido à observação de que o usuário parecia estar em um estado psicótico enquanto estava sob sua influência. Desconforto emocional, pânico, paranóia e estados delirantes geralmente ocorrem de forma transitória com psicodélicos e foram relatados em ensaios clínicos [15]. Não se sabe se combinações de estimulantes e psicodélicas podem aumentar o risco de sintomas psicóticos transitórios como paranóia em doses moderadas a baixas em ambientes controlados. II. Reconhecimento Facial Verificou-se que estimulantes psicodélicos, como o MDMA, diminuem a capacidade de um indivíduo de identificar com precisão rostos exibindo emoções negativas, levando a uma classificação incorreta de emoções positivas. Por outro lado, o estimulador tradicional metilfenidato aumenta o reconhecimento de rostos com emoção negativa e a classificação incorreta de rostos com emoção positiva [13, 18, 19]. Postula-se que os efeitos do MDMA no reconhecimento facial são um componente favorável do perfil farmacológico da droga, pois podem estar relacionados aos seus efeitos pró-sociais ou terapêuticos no TEPT ou à ansiedade social em adultos autistas. Não se sabe como esses efeitos aparentemente opostos nos testes de reconhecimento facial podem afetar o uso terapêutico de psicodélicos. III. Estimulantes, psicodélicos e o ego O ego pode ser definido como o senso de "quem eles pensam ser" de uma pessoa e acredita-se que esteja correlacionado com a parte da mente que é auto-referencial e construtiva de um senso de identidade pessoal. Na neurociência contemporânea, isso é frequentemente mapeado para um conjunto de circuitos neurais funcionalmente interconectados, coletivamente denominados Rede de Modo Padrão (DMN, do inglês Default Mode Network, ou RMP). Os efeitos de vários psicodélicos da triptamina, como a ayahuasca, LSD e psilocibina, demonstraram que eles diminuem globalmente a atividade da RMP e que esse efeito está correlacionado com um senso subjetivo de 'dissolução do ego' e experiência espiritual ou mística [20-23]. Por sua vez, as experiências místicas têm sido associadas a melhorias na atenção plena e no funcionamento psicossocial a longo prazo. Por outro lado, sabe-se que os estimulantes aumentam a autoconfiança ou um senso de superioridade e foram classificados como medicamentos "infladores do ego". Uma escala de dois fatores, denominada Ego Dissolution Inventory (EDI), foi projetada para discriminar drogas com características de 'dissolução do ego' versus 'inflamento do ego'. Quando testado em uma grande amostra online, verificou-se que os psicodélicos estão fortemente correlacionados com a dissolução do ego, enquanto a cocaína estava fortemente correlacionada com a inflação do ego [24]. Essas observações podem ter implicações para interações entre psicodélicos e estimulantes. Se a intenção é o uso de uma triptamina psicodélica para criar um estado de consciência no qual o ego é dissolvido, talvez não seja favorável combiná-los com drogas estimulantes com propriedades inflatórias do ego. No entanto, o MDMA demonstrou propriedades terapêuticas em vários ensaios de fase II e possui propriedades farmacológicas de estimulantes e psicodélicos [6, 25, 26]. Não se sabe se os efeitos gerais do MDMA são dissolventes ou infláveis ao ego. O fato de o MDMA poder oferecer cura e existir como estimulante e psicodélico pode tornar a perspectiva de que as drogas dissolventes e infláveis do ego são incompatíveis nos processos de cura como reducionistas ou imprecisos. Mitigação de Riscos O uso simultâneo de estimulantes em estudos de psicoterapias com MDMA ou psilocibina até o momento. Portanto, a pesquisa estabeleceu um precedente para a interrupção de estimulantes antes do uso terapêutico psicodélico. Provavelmente, isso é feito por duas razões: a primeira é o medo de introduzir os riscos discutidos acima e a segunda é manter o experimento puro e evitar confundir seus resultados com outros medicamentos. Parece que os psicodélicos retêm amplamente seus efeitos quando combinados com estimulantes e a tolerância cruzada não foi observada em ambientes de laboratório [12, 27]. Assim, é concebível que estimulantes e psicodélicos não sejam considerados contra-indicações absolutas se a psicoterapia assistida por psicodélicos se tornar aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) (especialmente com psilocibina). Dito isto, o método mais tranquilizador de reduzir o risco e otimizar o benefício potencial é a descontinuação de estimulantes. Os estimulantes têm síndromes de abstinência caracterizadas por mau humor, irritabilidade, fadiga e motivação reduzida. Normalmente, isso acontece somente por alguns dias após o uso embora possam persistir. Muitas pessoas que tomam estimulantes para fins terapêuticos não os tomam diariamente. Para adultos com transtornos de déficit de atenção, é comum tomar um estimulante durante a semana de trabalho e tirar um 'feriado de drogas' todo fim de semana. Para pessoas que tomam doses relativamente baixas de estimulantes que não relatam síndromes de abstinência graves ou que estão acostumadas a tirar “férias com drogas”, é relativamente simples interromper os estimulantes. Para pessoas acostumadas ao uso diário, tomar doses mais altas ou aquelas que apresentam síndromes de descontinuação graves, a redução gradual da dose de estimulante reduziria os sintomas de descontinuação e o risco de descompensação clínica. É recomendável não interromper os psicotrópicos sem o apoio e a supervisão do seu médico. É desejável o recrutamento de sistemas de apoio adicionais, como amigos, família, comunidade, terapeuta ou treinador de integração psicodélica. Os estimulantes são rapidamente eliminados do corpo e prevê-se que o metilfenidato seja completamente eliminado após 24-48 horas (meia-vida ~ 2-6 horas), enquanto os produtos de anfetamina são completamente eliminados após 48-72 horas (meia-vida ~ 12 horas) . Dependendo das intenções do uso psicodélico e da relação do indivíduo com os estimulantes, a consideração de períodos mais longos de descontinuação antes do uso pode ser razoável. Quando efeitos de abstinência proeminentes estão presentes, pode ser melhor esperar até que os sintomas de abstinência tenham terminado antes de se envolver com psicodélicos. Se desejado e alinhado com as intenções de uso psicodélico, prevê-se que seja seguro retomar estimulantes 24 horas após o uso de um psicodélico sem IMAO e 48 horas após psicodélicos contendo um IMAO (ayahuasca). Resumo e Conclusões Combinações de psicodélicos e estimulantes são um pouco menos claras do que drogas que interferem diretamente com efeitos psicodélicos como antidepressivos. Pesquisas em psicoterapia assistida por psicodélicos estabeleceram um precedente para a descontinuação de estimulantes antes do uso psicodélico, enquanto combinações de estimulantes e psicodélicos são comuns em ambientes recreativos. Há sobreposição mecanicista entre alguns psicodélicos e estimulantes, embora também sejam aparentes diferenças. O manejo de estimulantes com uso psicodélico é provavelmente pessoal e multifacetado. O status cardiovascular basal dos usuários, a combinação específica de medicamentos planejada, doses de medicamentos e intenções de uso psicodélico são princípios importantes para orientar a tomada de decisões no que diz respeito a combinação de psicodélicos com estimulantes. 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  14. Tradução livre de uma entrevista dada a Vice. Com as palavras Sam Nichols. Usar DMT é como colocar seu cérebro em um motor a jato e deixar sua consciência fora desse embarque. Não há mais "você". Você está em todo lugar, cercado por cores, fractais e alienígenas que parecem um pouco com elfos. Parece muito como estar morto, ou como você imagina estar morto, e então você é sugado de volta ao seu corpo, sentindo-se em algum lugar entre aterrorizado e pacífico. Mas o mais estranho é que, para um passeio tão caótico, parece haver um padrão na experiência. A viagem tende a seguir uma trajetória semelhante a cada vez, e todo mundo parece experimentar alguma variação da mesma coisa. Para os cientistas, essa uniformidade apresenta algumas questões interessantes. Ou seja: qual é a neurologia por trás do DMT? E por que tantas pessoas relatam ter visto entidades? Essas perguntas instigaram alguns estudos, incluindo um em Johns Hopkins, nos Estados Unidos, mas as últimas descobertas acabam de chegar do Imperial College London. No mês passado, um estudo publicado no Scientific Reports analisou a resposta do cérebro ao DMT, cortesia do Psychedelic Research Group da faculdade. Lá, os pesquisadores administraram DMT intravenoso a 13 indivíduos, enquanto mediam a atividade elétrica de seus cérebros por meio de uma rede de eletrodos carregados na superfície da cabeça - dispositivos conhecidos como "capacete para EEG". "Se levamos a sério a compreensão dos seres humanos e de suas consciências, precisamos entender experiências psicodélicas", disse Christopher, estudante de doutorado do Imperial College de Londres e autor do estudo. "O DMT é particularmente relevante porque, em doses normais, gera esse forte senso de imersão". Christopher deu uma entrevista a Vice e disse o que mais ele e sua equipe descobriram sobre os efeitos desconcertantes do DMT no cérebro. VICE: Oi, Chris. Você pode começar explicando nosso entendimento atual de como o DMT funciona em um nível neurológico? Christopher Timmermann: Sabemos que o DMT trabalha com o sistema de serotonina no cérebro. A serotonina é uma das principais substâncias químicas que temos no cérebro, responsável por uma série de funções relacionadas à consciência - vigília, atenção. O DMT está intimamente relacionado à molécula de serotonina. Também sabemos que, se você bloquear um receptor específico de serotonina no cérebro, os efeitos psicológicos do DMT são inibidos. Portanto, sabemos que o receptor específico, o receptor da serotonina 2A, é crucial para os efeitos psicodélicos. E esse receptor é expresso em todo o córtex cerebral - é muito proeminente nas áreas sensoriais e está distribuído por toda parte. Quais efeitos neurológicos você viu em seus pacientes depois de usarem DMT? Os padrões de ondas cerebrais vistos são particularmente notórios em certos estados de consciência. Por exemplo, você tem um padrão de onda alfa muito importante quando fecha os olhos e se desprende do ambiente. Quando abrimos os olhos depois disso, esse padrão de onda alfa diminui de maneira muito significativa. No estudo do DMT, encontramos a mesma coisa - uma redução muito forte dessas ondas alfa. A única diferença é que as pessoas mantiveram os olhos fechados. É quase como se eles estivessem vendo com os olhos fechados, se envolvendo com um mundo. E descobrimos que essa redução nas ondas alfa estava muito fortemente associada à intensidade da experiência. Outra maneira de tentar entender a atividade cerebral é ver como se comporta caoticamente ou entropicamente o cérebro depois que administramos essas substâncias. Com o DMT, descobrimos que houve um grande aumento nessa atividade caótica. Isso é interessante porque é o oposto do que acontece no cérebro quando há perda de consciência, como quando você está em coma ou está dormindo ou sonhando. Houve algum outro padrão de ondas cerebrais que você notou? Sim, também vimos um aumento nas ondas Theta e Delta. É interessante porque esses aumentos foram particularmente perceptíveis quando as pessoas estavam no auge dessa experiência; portanto, o momento em que as pessoas se sentiam completamente imersas nessa espécie de realidade alternativa. Essa onda Theta, especificamente, está intimamente relacionada ao sonho; portanto, temos algumas evidências iniciais de que existe um mecanismo semelhante por trás do sonho e dessa experiência imersiva no DMT. Estou interessado em como as pessoas em seu estudo reagiram ao DMT. Você escreve que todos eles foram expostos a psicodélicos, mas alguém relatou ter visto algo interessante durante a viagem? Houve momentos desafiadores, com certeza; momentos em que as pessoas na entrevista relataram que aquilo era muito para elas. Uma participante disse que chegou a um ponto em que queria parar. Ela descreveu o encontro com alguns seres ou entidades que a pressionavam, não permitindo que ela invadisse o reino deles, e acho que isso foi particularmente desafiador. Mas depois disso, ela disse que estava caindo por entre nuvens cor-de-rosa confortáveis, e outras entidades a estavam a curando quando ela atravessava esse espaço. Agora, toda a ideia é que o DMT permite às pessoas romper realidades diferentes. Mas está bem estabelecido que enquanto alguns podem, outros não. Existe alguma razão neurológica para explicar isso? Existem muitos fatores que podem influenciar isso. Eu diria que muito importante é que as pessoas geralmente fumam DMT, e fumar é uma maneira muito ineficaz de ingerir um medicamento, porque grande parte do produto pode ser queimado antes de ser absorvido. Há variabilidade na capacidade pulmonar das pessoas, quanto tempo elas retêm a fumaça e, basicamente, sua história com o fumo de outras substâncias. Ok, mas existem explicações neurológicas? Você mencionou a serotonina anteriormente, então algo poderia estar alterando esses receptores, como medicamentos antidepressivos, por exemplo? Não sabemos até que ponto os antidepressivos interagem, pelo menos no nível experimental. O ditado usual dos psicodélicos é que, quando as pessoas tomam antidepressivos, os psicodélicos também não funcionam. Há também algumas evidências de que esse receptor de serotonina 2A é mediado por um gene que algumas pessoas aparentemente não possuem. Mas, novamente, essas coisas ainda são especulativas. Não há nada mecanicamente comprovado sobre o motivo pelo qual algumas pessoas não conseguem imergir na experiência com o DMT e outros psicodélicos. Mas eu diria que a dose e método de administração são umas das explicações. Existe alguma maneira científica de explicar os avanços no DMT? Tipo, estamos mais perto de entender por que ou como as pessoas encontram entidades como "machine elves (elfos mecânicos)"? No momento não sabemos. O que estamos fazendo agora é a realização de outros experimentos em que usamos o DMT e o apresentamos dentro de scanners de ressonância magnética, porque os scanners de ressonância magnética permitem que você veja as coisas acontecendo [dentro] do cérebro com muito mais precisão. E isso é importante porque sabemos que certas áreas do cérebro são usadas para reconhecer rostos, quando estamos envolvidos em atividades sociais e assim por diante. Então você está dizendo que o DMT pode afetar as partes do cérebro que reconhecem rostos, e pode ser por isso que estamos vendo os rostos de entidades quando estamos sob o efeito? Veja bem, o DMT pode estar atuando em áreas específicas do cérebro responsáveis pelo reconhecimento facial, ou entender a mente dos outros, ou reconhecer intenções, mas novamente, essas são apenas especulações. Então, para você, qual tem sido o objetivo do estudo? Como essa pesquisa nos ajudou a entender o DMT ou mesmo essa noção de consciência? Uma parte importante deste estudo foi explorar como as viagens pelo DMT fazem parte do repertório da experiência humana. São estados que os seres humanos podem ter. Como cientista, existe uma curiosidade natural em entender não apenas o porquê, mas entender as próprias experiências. Uma das coisas importantes deste estudo foi examinar que tipo de experiências os seres humanos podem ter e como podemos compreendê-los. Fonte: https://www.vice.com/en_in/article/d3an8k/scientists-have-a-fascinating-new-map-of-the-human-brain-on-dmt Recomendações: 1574917028620-4-Treatment-room-setup-CREDIT-ImperialCollegeLondon__Thomas-Angus.webp
  15. Os hormônios femininos afetam a ligação ao receptor de serotonina. Isso significa que há um efeito comitiva (entourage effect) exclusivamente feminino com os psicodélicos? Tradução livre de um artigo do Psychdelic Science Review, com as palavras, Barb Bauer O potencial dos psicodélicos para tratar doenças mentais e melhorar a vida cotidiana continua sendo uma área de interesse para pesquisadores e pessoas de todas as esferas da vida. Além disso, as necessidades e preocupações com a saúde das mulheres estão surgindo na vanguarda, como áreas que precisam de atenção especial ao estudar psicodélicos. O PSR publicou recentemente dois artigos que estão abrindo a conversa sobre mulheres e psicodélicos; Mulheres e psicodélicos: o panorama geral (já traduzido pelo PreParty) e psicodélicos e saúde da mulher. Como parte desses artigos voltados para mulheres, a PSR está fazendo a pergunta principal: existe um efeito de comitiva somente para elas? Este artigo ajudará a responder a essa questão examinando mais de perto a interação entre os hormônios femininos e o receptor de serotonina 5-HT 2A, o maior responsável pelos efeitos psicodélicos das substâncias como LSD e Cogumelos mágicos. Extrapolar essas informações para o que se sabe sobre o funcionamento dos psicodélicos fornecerá informações adicionais sobre o efeito comitiva em mulheres. O que é o efeito comitiva? O PSR publicou artigos discutindo o efeito de comitiva em cogumelos mágicos e secreções de sapos, que abordam mais detalhes sobre esse fenômeno. Resumidamente, o termo efeito de comitiva surgiu da pesquisa sobre maconha medicinal. Ele descreve os compostos da cannabis trabalhando em sinergia para produzir um efeito geral diferente de por exemplo, somente o CBD. Por exemplo, em 1974, pesquisadores observaram em humanos e animais que os efeitos da maconha eram 2 a 4 vezes maiores do que o que seria esperado apenas com o THC [1] (THC, também conhecido como tetra-hidrocanabinol ou ∆9-THC, o principal agente psicoativo da maconha). Os autores deste estudo declararam: “É sugerido que possa haver potencialização dos efeitos do ∆9-THC por outras substâncias presentes nessas amostras.” Mais recentemente, um artigo de 2011 publicado no British Journal of Pharmacology fornece uma revisão abrangente da ciência da sinergia da cannabis na época. [2] O principal argumento é que é fundamental considerar a variabilidade química em compostos naturais na pesquisa farmacêutica. Compreender produtos químicos individuais é importante. Ainda assim, ainda há muito a aprender ao examinar como eles funcionam juntos e nos receptores de serotonina no cérebro, como o 5-HT 2A. E ao ponto, os hormônios femininos acrescentam outra camada de complexidade à equação, exercendo seus efeitos sobre esses receptores. A relação entre hormônios femininos e o receptor 5-HT 2A Aqui estão alguns exemplos da literatura que mostram as interações intrigantes entre hormônios femininos e o receptor de serotonina 5-HT 2A . Pesquisas mostraram que o estrogênio aumenta a densidade dos locais de ligação do 5-HT2A no cérebro, particularmente no córtex olfativo frontal anterior, cingulado e primário, e no núcleo accumbens, áreas do cérebro que são responsáveis por controlar o humor, o estado mental, emoção, cognição e comportamento. [3] Essas observações explicam por que os medicamentos que bloqueiam os receptores 5-HT2A (por exemplo, fluoxetina) e a terapia com estrogênio podem ser eficazes no tratamento dos sintomas da síndrome pré-menstrual. Curiosamente, essa relação entre os níveis de estrogênio e os locais de ligação ao 5-HT2A também pode dar pistas sobre as diferenças de gênero observadas na esquizofrenia e depressão, ou seja, as mulheres são diagnosticadas com essas condições com mais frequência do que os homens. Em um estudo de 2000, os pesquisadores descobriram que o estradiol (um dos três tipos de estrogênio nas mulheres) combinado com a progesterona aumentou o potencial de ligação dos receptores 5-HT 2A no córtex cerebral de mulheres na pós-menopausa. [4] Pesquisas indicam que essa interrupção dos níveis de estrogênio durante a menopausa pode levar à desregulação da via de sinalização do BDNF-5-HT 2A no cérebro e causar uma plasticidade sináptica enfraquecida. [5] Os autores afirmam que essas alterações predispõem o cérebro a ser suscetível à depressão. Um artigo de revisão de 2005 da BMC Women's Health integrou informações de estudos em endocrinologia, biologia molecular, neurociência e epidemiologia. [6] Seus resultados indicaram que a serotonina pode mediar os efeitos do estrogênio. Os autores declararam: "Nossa hipótese é que alguns dos efeitos fisiológicos atribuídos ao estrogênio podem ser uma consequência de alterações relacionadas na eficácia da serotonina e na distribuição de receptores". Em ratos, o estradiol, em combinação com uma dose baixa de progesterona, aumentou a expressão gênica do mRNA do receptor 5-HT2A no circuito da região CA2 do hipocampo ventral em 43% 7 (o hipocampo no cérebro é importante a curto e a longo prazo ma memória espacial). O estrogênio combinado com uma dose mais alta de progesterona aumentou a expressão do gene em 84% na região CA1. Curiosamente, a expressão do mRNA no córtex frontal não foi afetada pelos hormônios. Os estudos acima representam apenas uma fração das informações científicas que investigam os efeitos dos hormônios femininos em um tipo de receptor de serotonina. Existem mais 13 receptores de serotonina nessa família, [8] que podem ter uma variedade de respostas aos hormônios femininos (além de uma deficiência ou falta desses hormônios). Além dessa complexidade, considere como a modulação alostérica dos receptores de serotonina pode influenciar os efeitos do estrogênio, progesterona e psicodélicos. O que isso significa para os efeitos que os psicodélicos têm nas mulheres? Os cientistas sabem que psicodélicos como a psilocibina provocam seus efeitos principalmente através do receptor de serotonina 5-HT 2A. [9] Os resultados dos estudos acima indicam que a presença, ausência e combinação de hormônios femininos afetam a ligação ao 5-HT 2A de várias maneiras. Portanto, é possível que o efeito séptico dos compostos psicodélicos seja diferente nas mulheres. Pesquisas adicionais sobre os efeitos dos psicodélicos no ambiente único do corpo feminino começariam a desvendar o mistério. Fonte: https://psychedelicreview.com/female-hormones-5-ht2a-receptors-and-psychedelics Referências: Carlini EA, Karniol IG, Renault PF, Schuster CR. Effects of Marihuana in Laboratory Animals and in Man. British Journal of Pharmacology. 1974;50(2):299-309. doi:10.1111/j.1476-5381.1974.tb08576.x Russo EB. Taming THC: potential cannabis synergy and phytocannabinoid-terpenoid entourage effects. British Journal of Pharmacology. 2011;163(7):1344-1364. doi:10.1111/j.1476-5381.2011.01238.x Fink G, Sumner BEH, Rosie R, Grace O, Quinn JP. Estrogen control of central neurotransmission: Effect on mood, mental state, and memory. Cell Mol Neurobiol. 1996;16(3):325-344. doi:10.1007/BF02088099 Moses EL, Drevets WC, Smith G, et al. Effects of estradiol and progesterone administration on human serotonin 2A receptor binding: a PET study. Biological Psychiatry. 2000;48(8):854-860. doi:10.1016/S0006-3223(00)00967-7 Chhibber A, Woody SK, Rumi MAK, Soares MJ, Zhao L. 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