Rafael Kosmic

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1 Seguidor

  1. Rafael Kosmic

    Fim da politica de drogas/redução de danos

    Triste notícia mas já era esperada a perseguição por parte de um governo composto por um asno, que nem pra lixo serve, rodeado de militares fascistas, crentes lunáticos, ruralistas safados e um bando de seguidores totalmente ignorantes dos conceitos básicos de viver em sociedade. Como se diz aqui pelas ruas a quem votou nele: "faz sinal de arminha agora, faz"...
  2. Rafael Kosmic

    8 MITOS SOBRE TESTES DE DROGAS

    Coisa mais linda isso. Parabéns pelo trampo!
  3. Que entrevista foda! Estive no Psy-fi em 2010 e no boom em 2018 e é surreal o trabalho de redução de danos que eu vi lá fora. Tanto com a dancesafe, o theloop, a kosmic care do boom e dezenas de outros coletivos que lá atuam nos festivais. Nos países mais libertários (odeio o termo liberal 👾) como na Holanda e Portugal, há uma participação direta do governo nas ações destes coletivos o que facilita muitoooo o trabalho deles, favorece os investimentos e a expansão dessas ações cada vez maiores e mais completas. A testagem, a quantidade de material informativo impresso, os kits de redução de danos que são dados de brinde, são todos uma soma incrível, mas são só a pontinha do iceberg; há equipes de psicólogos, terapeutas holísticos, paramédicos trabalhando todos juntos para cuidar do bem estar das pessoas que estão passando por situações difíceis no festival. Espaços muito bem organizados de repouso e observação são montados. Os seguranças e a polícia são devidamente treinados para lidar com qualquer pessoa que esteja passando mal e imediatamente encaminham amigavelmente e prestativamente à ambulâncias ou para a área de redução de danos. Aqui no Brasil a realidade dos coletivos de redução de danos no contexto de festas é bem diferente. A visão de grande maioria de produtores de eventos só querem lucrar o máximo possível no menor tempo e oferecendo o mínimo do mínimo, muitas das vezes nem isso. Uma impessoalidade e falta de respeito terrível com o público, não condizente com o que o movimento trance prega e se baseia desde a sua origem. Não há nada de errado fazerem um evento para lucrar, afinal os custos são astronômicos, a crítica não é essa, o errado é lucrar sem levar em consideração o básico: estão lidando com seres humanos os quais tem necessidades pessoais, realidades e experiências de vida diferentes, mas que estão todos ali para se divertirem, se sentirem bem, voltarem para suas casas mais felizes, com novas perspectivas de si e da realidade que os cerca. A maioria dos produtores prefere sempre gastar o mínimo possível com o festival, gastar no sempre mesmo line batido ou comercial ou que enche a casa, privando os investimentos em todo o resto, péssima alimentação, limpeza e infraestrutura de banheiros subhumana, água potável paga e caríssima... Se nem o básico de necessidade humana eles estão preocupados imaginem se investir no trabalho de um coletivo de redução de danos eles estariam preocupados, não é mesmo? Outra coisa que ferra o Brasil é uma tríade muito podre que somava o proibicionismo histórico e o fanatismo religioso e, agora para completar, ganhou força com o conservadorismo institucional. O trabalho dos redutores de danos é extremamente difícil pois trafega numa zona mista que vez ou outra pode passar por sérios apuros com agentes da lei mal intencionados, algo muitoooo comum de encontrar no Brasil, principalmente contra a cena eletrônica. Resumidamente, no Brasil, ninguém ajuda, ninguém investe grana e ainda se puderem descem a lenha nos coletivos de redução. É um trabalho de heróis aqui. Não estou exagerando, os fatos estão aí na mesa para quem quiser tirar suas próprias conclusões do que é a realidade por trás do trampo destas pessoas no Brasil. Por isso galera, na boa, levantem a bunda do sofá, enfiem a mão no bolso, doem recursos, doem GRANA, doem seu tempo, doem seu trabalho, para as iniciativas de redução de danos como o PREPARTY ou qualquer outra que você puder ajudar. Não fiquemos só olhando, admirando e usufruindo deste trabalho dificílimo, todo mundo tem que chegar junto com tudo que temos a oferecer ou corremos o sério risco destes coletivos irem morrendo um a um. A revolução palpável se dá nas nossas atitudes e não nas nossas palavras ou nosso amor platônico.