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  1. Já voltou de um festival e sentiu como se alguém estivesse atirando pequenos choques de eletricidade em seu tronco cerebral? Você não está sozinho, eles são bem comuns e malditos. Conhecidos como “brain zapps”, é um desconforto que muitos usuários que usam ecstasy por dias seguidos já sentiram em algum momento. "Chegar em casa e deitar na sua própria cama depois de um festival de vários dias é uma sensação confortante. Depois de um longo fim de semana na lama, fazendo suas necessidades em fossas abertas e tomando banhos em condições, digamos, difíceis, a promessa de dormir num lugar confortável e um banho quente em casa é o que me fez levantar naquela manhã do último dia de festival, arrastando minha barraca quebrada de volta ao carro e esperando que meu amigo que vai dirigir não durma ao volante durante viagem para casa. Mas ao chegar em casa, finalmente tomar aquele banho, fazer aquele rango, pular na cama e dormir... algo não estava certo. Quando fecho os olhos, pronto para descansar pelo menos 15 horas sem interrupções, senti um choque acentuado no cabeça, ele percorreu minha espinha, abrindo caminho no meu peito e pelos meus braços. E continuou acontecendo. Foi bastante alarmante. Meu coração estava batendo, mas por um momento pensei que ia morrer. Lembrando do festival, sei que fui irracional, pouco sono e um assalto aos meus níveis de serotonina pela quantidade de MDMA ingerido em dias seguidos, significava que eu não passava bem. Suando e com pânico, fiz a única coisa sensata que você pode fazer nessas circunstâncias: autodiagnostico via Google. Percorrendo as páginas intermináveis no meu celular, parecia bastante óbvio para mim que eu estava tendo um ataque cardíaco, mas, antes de ligar para a emergência eu encontrei um tópico em um fórum que dizia "MDMA e choques no cérebro, eu tenho e você”. Eu também! Encontrei mensagens como essas abaixo: "ESSES CHOQUE ESTÂO ME MATANDO, NÃO ESTOU BRINCANDO!" "TODO MEU CÉREBRO ESTÁ SENDO ELETROCUTADO INTERIORMENTE” Cada vez que eu tentava esquecê-los, eles voltavam, passando pelo meu corpo, fazendo-me tremer e sacudir. Agora, com medo de que o sono parecesse com uma morte certa, comecei a examinar o tópico e descobri que esses choques no cérebro eram bastante comuns. Embora a pesquisa científica seja basicamente inexistente, muitas vezes é sugerido que eles são um efeito colateral do uso de ecstasy; que o sentimento tem algo a ver com o cérebro tentando regular seus níveis de serotonina, pois o ecstasy faz com que seu cérebro libere grandes quantidades desse neurotransmissor. As pessoas que estão em abstinência de antidepressivos serotonérgicos relataram sentir os mesmos efeitos, adicionando mais peso ao argumento. Depois de um rápido post no Facebook, eu tinha um monte de pessoas que queriam conversar comigo sobre o assunto. "Eu estava em um evento e acho que tomei cerca de quatro a cinco comprimidos durante o fim de semana", disse Anna, de 25 anos, explicando que teve um ótimo momento, até chegar em casa. "Toda vez que me levantava ou caminhava, sentia como um pequeno choque elétrico na minha cabeça. E senti como se meus olhos demoravam mais tempo para acompanhar meu corpo ". Como eu, Anna entrou em pânico - mas em vez de procurar na internet para obter respostas, ela procurou um médico. O problema era que ela não disse ao médico que ela estava usando ecstasys nos dias anteriores. "Então foi um pouco inútil, o médico disse que eu provavelmente tinha um resfriado". Ellie, de 22 anos, teve uma experiência similar depois de voltar de um festival. "Eu estava deitada na cama e senti uma dor aguda no cérebro junto com alguns espasmos", explicou ela. "Algo estranho acontece na sua cabeça e você não pode detê-lo, é bastante assustador e você não pode ignorá-lo. Eles duraram cerca de quatro dias". Quanto mais eu falava com as pessoas, mais histórias muito semelhantes eu recebia. Mas muitos, não comentavam sobre o assunto com os amigos, com medo de assumir um problema real e ser julgado por aquilo. A Dra. Cathy Montgomery é coordenadora do curso de Psicofarmacologia na Universidade Liverpool, o que significa que ela sabe muito sobre drogas: "Nós não sabemos exatamente o que são ou exatamente o que os causam", explicou Cathy por telefone, "mas eles são sentidos como uma sensação de choques elétricos na cabeça, geralmente na base do crânio ou pescoço, que duram milissegundos a segundos ". A explicação de Cathy soava exatamente como que eu - e os outros com quem eu falava - estavam passando. Mas o que eu não entendia é o porquê, depois de muitos usos, onde o pior que eu sentia eram os lábios machucados e uma sensação de depressão, de repente eu estava experimentando esses choques. "Eles são mais prováveis durante um período de uso pesado / contínuo e podem aparecer a médio e longo prazo", Cathy me tranquilizou, “porque seu cérebro não tem chance de aumentar os níveis de serotonina entre os usos, então há um esgotamento cumulativo, que leva mais tempo para regular." Ela também apontou que "o uso de mais de uma substância combinada com o ecstasy significa uma liberação aumentada de neurotransmissores e a maior probabilidade de depleção", o que basicamente significa que misturar drogas faz com que o cérebro fique pior. Então, marquei um encontro com Cathy em um café para pedir mais orientações sobre o que os usuários poderiam fazer para evitar esses efeitos indesejáveis e malditos (sério, você não quer sentir isso). A primeira dica, é claro, não abusar, não tomar mais que duas doses em um fim de semana nem usar ecstasy por dias seguidos. Em um mundo ideal, concordamos. Ela também falou que é necessário também uma restruturação na política de drogas onde os usuários pudessem saber o que estavam consumindo de verdade e que isso com certeza diminuiria os danos. "Limitar o uso de combinações de substâncias também podem ajudar", disse Cathy. "Por exemplo, tomar ecstasy e usar LSD ao mesmo tempo pode ser mais prejudicial do que tomar qualquer uma dessas substâncias sozinhas". Limitar os períodos de uso também é uma boa estratégia; intervalos de pelo menos 30 dias, principalmente para MDMA e outros estimulantes é muito importante. Se nenhuma dessas dicas é atraente, ou você só leu isso aqui após ter abusado de maneira irresponsável, Cathy tem uma dica que pode te ajudar: alimentação e suplementação. "Se você se encontra em um estado de esgotamento de serotonina, você precisa comer aminoácidos essenciais, o que facilitará a produção de serotonina", explicou. Então, alimentos como peru, nozes, salmão, banana e ovos são exatamente o que você precisa para recuperação cerebral, mas não misture com muito carboidratos, eles vão dificultar que esse triptofano se transforme, finalmente, em serotonina. Cápsulas de triptofano ou 5HTP manipuladas também são uma boa pedida, mas lembre-se, só devem ser usadas pelo menos 24h após a última dose da droga usada. Alguns usuários relataram que óleos de peixe aliviam essas sensações, mas não existe nada comprovado. Você já sentiu esses choques após um abuso de ecstasy ou outras drogas? Nos conte nos comentários. ____________________ Fontes: Tradução: https://www.vice.com/sv/article/bnkv45/brain-zaps-sleep-paralysis-mdma-ecstasy Mais informações: https://www.psychologytoday.com/blog/creativity-way-life/201107/fireworks-or-brain-zaps https://psychonautwiki.org/wiki/Brain_zaps Recomendações:
  2. A informação contida neste documento foi retirada de diversas fontes. A coleção, organização, formatação e escrita da informação para este documento foram feitas pelo Erowid. Traduzido por “EXPORO” _________________________ INTRODUÇÃO Há muitas situações diferentes nas quais uma pessoa pode precisar de ajuda enquanto estiver sob efeito de psicoativos. Decidir o que fazer em uma situação particular requer calma, pensamento claro e a habilidade de tomar decisões. Este documento é voltado a fornecer ideias do que alguém pode fazer para ajudar. Qual(is) método(s) em particular deve(m) ser usado(s) será algo único para cada tipo de situação. Lembre-se, apesar de não ser fácil nas situações mais extremas, a coisa mais importante que você pode fazer para ajudar alguém em crise psicodélica é permanecer calmo e com a maior lucidez possível. _________________________ AVALIAÇÃO A ajuda a alguém em situação de crise deve ser dividida em dois estágios: avaliação e ação. O primeiro passo é avaliar a situação e tentar determinar o tipo de ação que precisa ser tomada. -Tipo de situação: Existe perigo físico imediato ou potencial? [Crítico] A pessoa está consciente? A respiração está reduzida ou acelerada? Ritmo cardíaco? Há qualquer descoloração da pele? Se inconsciente, há resposta apropriada à dor? A pessoa é um perigo para si mesma ou para os outros? [Crítico] Ela está violenta e agindo de forma ameaçadora contra terceiros? Quais são as chances de que ela ataque alguém? E de se machucar sem querer? Entrar num carro e dirigir? Tentar se matar? A pessoa está tendo uma crise espiritual, mental ou emocional? [Crise] Ela lhe parece excessivamente assustada, deprimida ou irritada? Mudanças de humor? Agindo como louca? Acordada mas não responde? -Informação útil: A seguinte informação pode ser útil em determinar qual ação deve ser tomada. Tente não deixar a pessoa sozinha enquanto estiver coletando os dados. Em casos de crises espiritual e/ou emocional, é melhor perguntar a amigos ou pessoas próximas do que tentar obter tais informações diretamente da pessoa em crise. Qual foi a substância utilizada? Se possível, aprenda qual(ais) substância(s) a pessoa tomou e por qual meio (oral, fumado, injetado). O quanto ela tomou? Quando tomou? Estará ela fazendo uso de outros medicamentos ou suplementos? Quem é essa pessoa? Possui amigos por perto? Onde mora? Possui um histórico prévio deste tipo de problema ou similar? Descubra tudo o que puder. Sem uma boa avaliação do que está ocorrendo, é mais provável a incidência de erros críticos ao lidar com a situação (bombear desnecessariamente alguém cheio de benzodiazepínicos, falhar em ligar pra emergência a tempo, etc.). Com o máximo destas informações quanto possível em mãos, decida sobre a gravidade da crise e aja de acordo com o tipo de situação: Crítica - perigo físico imediato ou potencial da pessoa a si mesma ou a outros, possivelmente requerendo atenção médica; de Crise - favorável para comportamento psicótico extremo, repetições de pensamentos negativos, ataques de pânico. _________________________ SITUAÇÕES QUE REQUEREM AJUDA PROFISSIONAL Se você sentir que vidas estão em risco. Se você sentir que a situação está fora de controle e que ninguém mais deseja assumir a responsabilidade pela pessoa. _________________________ SITUAÇÃO CRÍTICA OU DE AMEAÇA À VIDA Quem está disponível para ajudá-lo? Ache alguém com experiência médica em emergências. Quanto mais, melhor, mas alguém com treinamento na Cruz Vermelha é bem melhor do que alguém sem noção de primeiros socorros. Se a pessoa está tendo convulsões. Afrouxe as roupas, coloque uma almofada e posicione o corpo dela de forma a prevenir ferimentos e sufocamento. Convulsões podem ser muito, muito sérias; são mais arriscadas quanto mais frequentes e mais longas forem, e podem causar dano cerebral permanente nos piores casos. Se a pessoa está consciente. Olhe para sinais reveladores do que ela tomou: tensão forte na mandíbula é normalmente associada a MDMA ou outros estimulantes. Observe se está nistagma (olhos agitados), também sinal de uso de estimulantes. Procure por suor - que é um bom sinal neste momento. Atente para calafrios, cubra-a com um cobertor se aparentar estar com tremores. Se a pessoa está inconsciente. Tente acordá-la gentilmente. Balance-a com jeito, dirija-lhe a palavra com voz firme (“Você está bem? Devo chamar um médico?”). Se estiver vomitando, vire-a de lado para que o vômito possa fluir pra fora da boca (e assim ela não irá se sufocar). Tente determinar se a pessoa está em coma ou em um estado dissociado [veja no final do artigo a definição de coma]. Se a pessoa não estiver respirando, tente fazê-la voltar a respirar. Afrouxe as roupas. Sacuda-a com gentileza. Desobstrua as vias aéreas, especialmente se houve vômitos. A respiração de resgate pode ser realizada por alguém certificado para tanto. Nota da tradução: no Brasil, a respiração de resgate pode ser executada por qualquer pessoa enquanto os profissionais de emergência não chegarem ao local. Se o coração da pessoa não está batendo. A reanimação cardiopulmonar (RCP) pode ser realizada por alguém certificado para tanto. Nota da tradução: no Brasil, a reanimação cardiopulmonar pode ser executada por qualquer pessoa enquanto os profissionais de emergência não chegarem ao local. Ligue para a Emergência - SAMU (192), Bombeiros (193) ou outro número com socorro médico em sua localidade. Lembre-se que irá demorar um pouco para o assistente responder às perguntas, e esteja pronto para a chegada dos veículos de emergência e dos possíveis policiais. Limpe o caminho para o pessoal da emergência até a pessoa. Se você estiver em uma festa, desligue a música e faça um anúncio para localizar amigos… se algum ainda estiver disponível. Esta pode ser uma decisão difícil em muitas situações, mas neste momento estamos falando de eventos com perigo de vida. As consequências de chamar ajuda externa serão bem menos severas do que as consequências da perda de uma vida. _________________________ SITUAÇÃO DE CRISE (EMOCIONAL, MENTAL, ESPIRITUAL) Situações de crise podem se manifestar de múltiplas maneiras, desde explosões beligerantes potencialmente violentas, até a completa supressão de estímulos externos, bem como paranoia ou medo debilitantes, ou ainda comportamentos psicóticos ou compulsivos relativamente inofensivos. Como alguém lida com esta situação depende muito dos sintomas que a pessoa está experimentando. Na maioria das situações, você não está tentando forçar nenhuma ação ou reação em particular da parte da pessoa em crise. A questão não é de “acalmá-la” com palavras, uma vez que isto normalmente só piora as coisas. Tenha certeza de que ela saiba que tudo no mundo externo está em perfeita ordem… Você está com ela, cuidando dela. Garanta que ela não se machuque nem a outros, e se as coisas saírem de controle, chame por ajuda. Seja lá o que você decida fazer, atente para as reações dela. Se o que você está fazendo parece piorar as coisas, parta para outra solução. Muitos guias e conselheiros que possuem experiência com este tipo de crise emocional/espiritual aguda dizem que a melhor coisa a se fazer é dizer para deixar fluir e relaxar nos sentimentos. O mantra “respire, relaxe, deixe fluir” foi desenvolvido nas décadas de 1960 e 1970 para terapias psicodélicas e argumenta-se que muito da dissonância emocional e do estresse mental advém de lutar e resistir contra processos internos desconfortáveis. Guias sugerem que normalmente o medo é a força dominante a precipitar uma crise e o papel principal de um gerenciador de crise é ajudar a criar um espaço no qual a pessoa possa se sentir segura. - Lista rápida: Tente ter noção do “quão longe” a pessoa está. Ela pensa estar no mesmo lugar em que você? Ela sabe que horas são, ou como se chama? Ela sabe que ingeriu um psicoativo? Tranquilize-a, em tom de voz calmo e prosaico, de que você está com ela e cuidando dela. Lembre-lhe de que este é um estado mental induzido por substância, de que irá acabar. Lembre-lhe de respirar e relaxar. Deixe-a saber que crises espirituais são normais. Permaneça tão calmo quanto possível enquanto estiver falando com a pessoa, e use um tom de voz normal mesmo que você esteja ansioso. Se possível, traga-lhe um pouco de água ou um pedaço de pão. Pergunte-lhe se gostaria de um gole ou de uma mordida. Sente e converse. Passe o tempo com ela. Se você sabe o nome dela, use-o algumas vezes: “Hey, Fulano(a), como você está?” Se apresente, diga seu nome e como você chegou até ali. Olhe para coisas bonitas. Cante (qualquer coisa, mas especialmente músicas infantis). Cuide de um animal, ou brinque com um. Vá caminhar. Recorde boas memórias (praia, crianças, etc.). Dance. Deem as mãos. - Armardilhas a evitar: Não tente demais trazer a pessoa em crise “de volta à Terra”. Isto frequentemente piora as coisas. Não a confunda com perguntas repetidas sobre questões que não pode responder. Não a faça se sentir ainda mais isolada agindo de foma preocupada e nervosa perto dela. Evite qualquer atividade física complexa, como tentar fechar o zíper de uma jaqueta, ou concertar o som, ou ainda acender a luz piloto do fogão. Respeite suas necessidades e fronteiras: Não toque nela se não quiser ser tocada. Dê espaço à pessoa se ela aparentar que o deseja. - O que fazer: Se uma pessoa parece estar passando por um momento difícil, gentilmente lhe pergunte se tem alguém que ela gostaria que estivesse junto para ajudar. Se ela parecer perturbada com a ideia de ter outrem ao lado de si, tenha alguém por perto para ficar discretamente de olho nela. Relacione-se com a pessoa no espaço em que ela se encontra. Muitas vezes, o que a isola e cria um senso de paranoia ou perda é que ela está tão além da consciência normal que as pessoas tentam excessivamente trazê-la de volta. Parta para, ao contrário, estar ali por ela e mais nada. Tente ver o mundo através dos olhos dela. De quais formas diferentes você pode mudar o cenário/setting (nível de ruído, temperatura, exterior contra interior, etc.)? Um cenário do tipo festa-rave ou concerto pode agravar o estado mental da pessoa. Considere encontrar um local o mais quieto possível se isto parecer ajudar (depende das pistas dadas pela pessoa em crise), e peça aos demais presentes para não se amontoarem à volta. Reassegure-a de que a situação está sob controle, anotando quem oferecer ajuda caso esta seja necessária depois. Como você pode reduzir o risco de prejuízo emocional ou físico? Lembre-se de que a sua preocupação deve ser com os sentimentos da pessoa em crise, e não com a situação em si (como em “ah, Jesus, Maria, José! Nós temos que fazer alguma coisa”). Paranoia: se a pessoa não quer ninguém por perto, retroceda, vire-se de forma que não a encare; mas a mantenha sob sua vista da forma mais discreta possível. Pense em como seria estar em um estado de paranoia, tendo ainda um estranho (irrelevante se você o é de fato ou não) te seguindo e vigiando. Que tipo de objetos, atividades e/ou distrações ajudarão a pessoa a superar um momento difícil (brinquedos, animais, música, etc.)? Sem pressão: apenas esteja com ela. A menos que haja risco de lesão corporal, tão-somente deixe claro que você está ali no caso dela precisar de alguma coisa. Toque. O toque pode ser muito poderoso, mas também pode ser muito violador. Em regra, não toque a menos que a pessoa diga que pode, ou que lhe toque primeiro. Se parecer que ela precisa de um abraço, pergunte-lhe. Se ela está além da comunicação verbal, tente ser sensível a qualquer reação negativa ao toque. Tente evitar ser arrastado para qualquer contato sexual. Frequentemente, dar as mãos é um meio muito efetivo e não ameaçador de deixar que uma pessoa saiba que você está ali para ajudá-la se for preciso. A intensidade pode vir em ciclos ou ondas. Também pode funcionar como um sistema - um movimento através de espaços transpessoais que pode ter um começo, um meio e um fim. Não tente forçar demais para movê-lo. Vai acabar: se a pessoa está conectada o suficiente para se preocupar com a própria sanidade, assegure-lhe de que está em estado alterado devido a um psicoativo e que depois de um tempo retornará ao seu estado mental “normal”. Indução normal por drogas: conte à pessoa em crise que ela está experimentando os efeitos agudos de um psicoativo (se você souber qual, diga-lhe), que é normal (apesar de incomum) passar por crises espirituais e que ela (assim como outros milhares que a antecederam) estará bem se relaxar e deixar a substância seguir seu curso. Respiração: respire com a pessoa. Se ela estiver conectada o suficiente para colaborar com sua assistência, faça-a se juntar a você em respirações profundas, longas e cheias. Se estiver dócil a este ponto ou se estiver realmente distante e surtando, colocar uma mão na barriga dela e dizer “respire por aqui por baixo”, “apenas continue respirando, você pegou o jeito”, pode ajudar. Relaxamento: pode ser muito difícil relaxar enquanto se morre ou se é despedaçado por demônios, mas lhe diga que você está ali para garantir que nada ocorra com seu corpo físico. Uma das coisas mais importantes durante processos internos realmente difíceis é aprender a estar bem com a ocorrência destes, para “relaxar” da tentativa de frear a experiência e apenas a deixar acontecer. Ficando meditativo: sugerir-lhe gentilmente que feche os olhos e se foque no próprio interior pode, às vezes, mudar o curso da experiência em andamento. Descalço no chão: uma das coisas que mais centraliza e traz de volta à Terra é tirar os tênis e meias e deixar seu pé tocar diretamente no chão duro. Tenha cuidado ao fazer isso em locais com riscos de danos aos dedos. Contato visual: se a pessoa não está agindo de forma paranoica ou com medo de você, tenha certeza de adicionar bastante contato visual. Tudo está bem comigo: deixe claro que o mundo pode desabar para ela, mas que está tudo bem com você. Processo saudável: crises são uma parte normal dos processos psicológicos humanos, e uma forma de aproveitá-las melhor é tomá-las como um método de cura, não como um “problema” a ser concertado. Veja Grof, Bill Richards, et al. Pode ser extremamente difícil conversar, se relacionar, ou sequer estar totalmente ciente da presença de outras pessoas durante o pico de experiências intensas. Se você está cuidando de uma pessoa que está nesta situação, ouça o que ela diz e (se parecer apropriado ou útil) poderá fazer-lhe indagações bem simples sobre suas experiências: “que cor é esta?”, “você está triste?”, “qual a sua idade?”, etc. É provável que as respostas sejam metafóricas e vagas: “todas as cores”, “sou mais velho que o rio”, etc. Não espere conseguir travar uma conversação normal. A coisa mais confortadora que algumas pessoas reportaram ter ajudado durante uma experiência aguda foi um cobertor enrolado em torno delas. _________________________ RESUMO Apesar de que lidar com uma crise psicodélica possa ser igualmente enervante para os participantes, cuidadores/sitters e observadores, a maioria dos eventos são gerenciáveis através de uma avaliação cuidadosa seguida de uma resposta calma e decisiva. Para a pessoa que estava em crise, integrar a experiência uma vez que a fase aguda tenha passado é tão importante quanto encarar a própria crise. _________________________ DEFINIÇÕES COMA - Considera-se “coma” a ocorrência simultânea de inconsciência e baixa ou nenhuma reação a estímulos, e é algo que deve ser levado muito a sério. Comas são uma reação normal a overdoses de GHB, opiáceos, quetamina e DXM; sendo que já se ouviu falar também de sua ocorrência com outras substâncias (2C-T-7, DMT, 5-MeO-DMT e possivelmente outras) e algumas combinações; mas é extremamente incomum com a vasta maioria dos enteógenos/psicodélicos. Se a pessoa estiver inconsciente, diga seu nome, tente despertá-la de forma gentil e pergunte-lhe se está dormindo. Verifique seu pulso e sinta sua testa para ver a temperatura. Cheque a resposta à dor - aperte o músculo ao longo da clavícula e o torça ou belisque com força na base de uma unha; olhe a resposta física a isto (no mínimo as pupilas irão dilatar temporariamente). Se você não tiver resposta pra nada disto, então parece ser um coma. Estados dissociativos fortes podem se assemelhar a um coma, mas assim como alguém que desmaia com álcool, a maioria dos estados dissociados irão incluir algum tipo de movimentação, alguma respsta a estímulos (você a belisca e ela diz “ai”, ou tenta afastar a sua mão, ou rola). _________________________ PERIGO FÍSICO AGUDO POR SUBSTÂNCIA GHB - Uma overdose pode suprimir a respiração ou causar coma. A informação é um pouco confusa sobre a probabilidade de morte sem hospitalização, mas tem sido reportado por muitas pessoas que elas foram “salvas em cima da hora por médicos” assim que pararam de respirar. Algumas informações não são confiáveis, mas o GHB é definitivamente mais problemático do que a maioria das outras substâncias. O GHB pode ser muito ruim em combinação com outros depressores. Vômitos, náusea e inconsciência são comuns. Ketamina - Pode ocasionar náusea e inconsciência. LSD - Pode ocasionar, de forma longa (6 a 18 horas ou mais), crises psicoespirituais agudas, perda de ego, desconexão da realidade consensual, paranoia, medo, tristeza, desespero e mudanças de humor extremas. Qualquer tipo de experiência é, de fato, possível. Nenhuma morte foi registrada que não envolvesse lesões físicas. Cogumelos - Pode ocasionar, de forma mediana a longa (4 a 10 horas ou mais), crises psicoespirituais agudas, o que inclui perda de ego, desconexão da realidade consensual, paranoia, medo, tristeza, mudanças de humor. Cogumelos tendem a ser mais oníricos do que LSD, menos energéticos. Nenhuma morte foi registrada que não envolvesse lesões físicas. Cannabis - As crises mais agudas com cannabis estão relacionadas à ingestão oral. Uma crise de cannabis dura de 2 a 6 horas (ou mais) e pode incluir paranoia, ataques de pânico, lentidão, perda e retorno à consciência, vermelhidão extrema nos olhos e mudanças de humor. Nenhuma morte foi relatada que não envolvesse lesão física. Algumas poucas pessoas reportaram ataques asmáticos severos precipitados pelo fumo de cannabis. MDMA - MO MDMA é complicado porque muitas outras substâncias são vendidas como MDMA, então se alguém declara que tomou um “E”, pode ser que tenha consumido algo completamente diverso. O MDMA em si mesmo pode causar crises em diversas formas: Hipertermia / Desidratação - dê à pessoa um gole de água em um copo grande [Mais informações sobre consumo de água] se ela parecer que não vai sufocar com isto: o MDMA raramente causa catatonia (inconsciência), mas acontece. MDMA pode causar sentimentos desconfortáveis porque é um estimulante muito forte. Respirar, relaxar, se deitar, sentar e falar são todas boas ações. MDMA também pode ocasionar uma crise porque ele expõe sentimentos interiores que podem ser difíceis ou desconfortáveis, desbloqueia memórias, etc. MDMA (ao contrário de outros psicodélicos) não costuma causar com frequência paranoia extrema ou acessos de ira. Morte com MDMA é associada à desidratação e à hipertermia por excesso de esforço. Se alguém permanecer na pista de dança por algumas horas sem parar, ofereça-lhe um pouco de água e o convide a uma pausa para uma bebida e um breve descanso. _________________________ Fonte: https://www.erowid.org/lang/pt/psychedelic_crisis_faq_pt.shtml
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    SITES RECOMENDADOS PARA PESQUISAS E ESTUDOS

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Por favor, comentem com os sites preferidos de vocês, vamos editando o post de acordo com as colaborações: ____________________________ Substâncias de A a Z: https://wiki.tripsit.me/ https://www.erowid.org/ https://www.mdmawiki.org/ https://psychonautwiki.org/ https://www.mdma.net/ https://dancesafe.org/ http://tripby.org/ http://universodelasdrogas.org/ http://www.mycrew.org.uk/ http://www.drugwise.org.uk/ https://www.raveitsafe.ch/ http://drugsand.me http://disregardeverythingisay.com/ http://knowthescore.info/ http://www.drugs.ie/ https://safensound.be/drugs/ http://www.echelecabeza.com/infosustancias/ https://de.know-drugs.ch/substanzen http://www.drugcocktails.ca/ http://tripproject.ca/ https://www.fridaymonday.org.uk/ https://realitysandwich.com/category/substances/substance-guides/ Fóruns de discussão: https://www.shroomery.org/foruns http://www.bluelight.org/vb/forum.php https://www.dmt-nexus.me/forum/ https://www.preparty.com.br https://teonanacatl.org/ https://mycotopia.net/ 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https://pillreports.net/ http://checkit.wien/ https://knowyourstuff.nz/ http://www.drogenarbeitz6.at/ http://bunkpolice.dmt-nexus.me/Table.aspx http://howtotestdrugs.com/ https://www.policija.si/a…/nfl_response_web/seznamColors.php https://www.reddit.com/r/ReagentTesting/wiki/color-spectrum Outros: https://www.drugabuse.gov/ http://www.drinksmeter.com/ http://www.drugsmeter.com/ http://nervewing.blogspot.com.br/ http://www.cognitiveliberty.org/shulgin/blg/index.html https://www.wikiwand.com/en/Poly_drug_use Artistas visionários: https://www.facebook.com/chrisdyerspositivecreations/ https://www.facebook.com/amandasageart/ https://www.facebook.com/AlexGreyCoSM/ https://www.facebook.com/The-Ayahuasca-Visions-of-Pablo.../ https://www.facebook.com/Archivalinkgallery/ https://www.facebook.com/louisdyerartist/ https://www.facebook.com/Tomasz-Alen-Kopera-153589598121489/ https://www.facebook.com/SacredGeometryKnowledge/ https://www.facebook.com/BeautyOfPsychedelicArt/ 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https://www.youtube.com/channel/UCZFwDvYuA5Rkp7kXkbiHQaA ""Meu nome é Bruno Logan, sou psicólogo e criei este canal com o objetivo de falar sobre drogas, através da ótica da Redução de Danos. Vamos falar aqui sobre diversas substâncias, seu uso, cultura, sobre os efeitos esperados, adversos, dosagens e o acumulo das estratégias que a Redução de Danos possui sobre cada substâncias, entre outras coisas. A ideia é trazer informações de forma clara, simples e sem tabu, para os usuários e profissionais que atuam de forma direta e indireta com esta temática e pessoas que tenham interesse de ter mais informações sobre o assunto."" Que droga é essa? https://www.youtube.com/watch?v=_-uL5q-IkSs&list=PL-PlFdIspFlrx7KjZcNpHkOySQwPmmwmf "Você já reparou que um dos assuntos mais espinhosos para conversar entre família é drogas. Por isto a gente juntou vários argumentos sociológicos e científicos pra abrir a cabeça dessa galera e realmente explicar que raios faz uma droga ser uma droga. Bem vindos ao novo programa do Justificando que chegou pra desbaratinar esse assunto com muita inteligência e sem preconceitos. " Psyched Substance: https://www.youtube.com/channel/UCn8V3KNSgDr1Dai77_y8JrQ ""Estou aqui para fornecer educação precisa e conscientização para o uso seguro de algumas práticas consideradas tabu. A segurança de todos é mais importante do que manter esse estigma ridículo."" O Psiconauta: https://www.youtube.com/channel/UCNqSrEtvSppgZTtVTrmNWgA ""Olá, entre neste canal com a mente aberta e livre de preconceitos. tenha em mente também que não busco incentivar ninguém a usar qualquer substancia, apenas ajudar aqueles que ja decidiram usar alguma substancia. Tenho como objetivo espalhar conhecimento para que se reduza o mal que a ignorância e a desinformação causam."" DrugsLab: https://www.youtube.com/channel/UCvRQKXtIGcK1yEnQ4Te8hWQ ""Drugslab é um canal educativo do YouTube sobre drogas. Neste canal, testaremos as drogas que você quer que nós usamos. Fazemos isso em nome da ciência, para que possamos mostrar o que o efeito das drogas faz no corpo humano."" Open Mind: https://www.youtube.com/user/OpenMind3000 ""Este é um canal para todos os que estão interessados no tópico de drogas. No entanto, o canal não se preocupa exclusivamente com isso, mas também com outros estados alternativos de consciência ou geralmente tópicos para os quais é muito útil olhar para eles com uma mente aberta."" Hyperraum (Hyperspace): https://www.youtube.com/user/Zhaax92 ""Hyperspace é um canal sobre o tema de substâncias e plantas psicoativas. Aqui você pode encontrar vídeos de informação, relatos de trips e muito mais sobre o tema da ampliação da consciência"". Drug Education Agency: https://www.youtube.com/user/DrugEducationAgency ""A Drug Education Agency é uma ""academia psicanalítica multimedial"". Nós nos estabelecemos o objetivo de fornecer à humanidade informações verdadeiras, confiáveis e inspiradoras sobre substâncias psicoativas, plantas e fungos, bem como as ciências psicoativas interdisciplinares."" Your Mate Tom: https://www.youtube.com/channel/UCXSF1F_RFRUVNXX4QmB6vmw ""O objetivo principal deste canal é fornecer informações de educação e redução de danos em drogas psicodélicas e estados de consciência alterados de forma informativa e divertida. Espere ver vídeos informativos, relatos de trips, experiências ao vivo, documentários, avaliações e histórias loucas / inspiradoras."" The Drug Classroom: https://www.youtube.com/user/TheDrugClassroom ""O Drug Classroom (TDC) é dedicado a fornecer o tipo de educação sobre drogas que todos deveriam ter. As drogas nunca vão deixar nossa sociedade e nunca houve uma sociedade livre de drogas."" Fabrício Mira: https://vimeo.com/user4285930 Fabrício é um usuário que faz testes de váras substãncias em si próprio e relatas os efeitos e da dicas de redução de danos nos seus vídeos."
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    O EGO E A EXPERIÊNCIA PSICODÉLICA

    Por Sezaru Buraga Segundo Sigmund Freud (1856 – 1939), o Ego é a parte mediadora da personalidade do indivíduo, dividida entre o Id e o Superego. O Ego teria como função cuidar para que os desejos incontidos do Id, ou Libido, não extrapolassem os limites do bom-senso, bem como cuidaria para que os atos repressivos do Superego não dominassem de todo a liberdade incontida da nossa libido. O Ego, portanto, teria a função salutar de forjar assim nossa identidade. Bem, a formação do nosso Ego se dá desde os primeiros momentos de nossa infância, onde predomina o Id e logo depois o autoritário Superego, que aparece logo após a formação do Ego. O Id é basicamente os desejos incontidos que temos de tudo fazer e sentir prazer, relacionado por Freud à libido, que de outra forma tem relação com nossos desejos egoístas e irracionais. Já o Superego seria uma representação da moralidade e valores sociais, forçando o ego a andar na “linha”, geralmente em posse de pensamentos dualistas, como bem e mal, certo e errado etc. O Ego, desta forma, viveria sob o fogo cruzado do Id e do Superego, um desejando extrapolar os limites e o outro tentando impor limites. O Ego é alimentado desde nossa infância e nos dá base para uma vivência em comunidade, a partir de um olhar do outro sobre nós mesmos, bem como os conceitos que estes têm em relação a nós. Metaforicamente, seria como a ‘persona’ relatada por Jung, que por sua vez foi um termo tomado emprestado das máscaras do teatro grego para sua representação de personagens encenados a cada ato diferente. Ou seja, o Ego seria um falso Eu (Self), brigando para manter seu domínio sobre os nossos instintos mais profundos, sendo apenas uma máscara utilizada para representar uma personagem no teatro da vida. Segundo Shakespeare (1564 – 1616), em Romeu e Julieta: “O mundo inteiro é um palco e todos os homens e mulheres não passam de meros atores. Eles entram e saem de cena e cada um no seu tempo representa diversos papéis”. Ora, uma das questões mais duras de se encarar durante a experiência psicodélica com o LSD é a desegoização temporária do ser e tudo que ela representa neste grande teatro da vida. Quando uma pessoa induz-se ao transe psicodélico, o referencial de tempo, espaço e de quem o indivíduo é (ou quem ele acredita ser), se perde naquele espaço de horas, e isto pode causar encontros e desencontros para cada um em particular. Como o indivíduo cresceu ouvindo que ele era uma pessoa com determinadas qualidades e passou a acreditar em tais elucubrações de terceiros, ele sedimentou seu ego em uma realidade distante da qual ele de fato acredita. Muito do seu ser interior extravasa quando só, onde as representações do Id podem ser mais fortes. Ele pode ser mesquinho, individualista, não ser ético e até mesmo com potenciais danosos para a sociedade e para si mesmo. No entanto, quando em frente à família ou a pessoas estranhas à rua (amigos, colegas de trabalho, faculdade etc.), ele se deixa abater pelos domínios do Superego e se torna àquilo que seus pais ou doutrinadores queriam que ele fosse. Tudo não passa de uma máscara (persona). Com a experiência psicodélica, a censura é suspensa e os instintos afloram, e neste momento a personalidade pode sofrer um choque, um conflito imensurável que levará o indivíduo do céu ao inferno em questão de segundos. Uma das primeiras aparições deste conflito está no fato dele se dar conta que usou um psicodélico para alterar a consciência, ele entende que o tal psicodélico em questão é uma droga ilícita e a “moral e os bons costumes” ditam que usar tais compostos é ilegal e pode causar problemas sérios com a justiça e com a sociedade. No entanto, ao sentir o prazer que a droga ilícita lhe proporciona, ele simplesmente não entende como a mesma pode ser demonizada perante a sociedade, e com isso se estabelece uma “guerra-fria” entre o que se deve ou não deve fazer no tempo que precederá. Sobre esta questão Freud relata, em seu livro O Ego e o Id (1923), que “(....) o homem normal não é apenas mais imoral do que crê, mas também muito mais moral do que sabe (....)”. Subjetivamente, e esta é toda a questão, a experiência psicodélica implode tudo o que se aprendeu sobre si mesmo e sobre o mundo até então, com base no Ego, e uma nova gama de informações é apresentada ao experimentador, com novas cores, sons e texturas. Toda uma realidade interna até então desconhecida se mostra em detalhes para aqueles que caminham em direção à lisergia. É como mergulhar em um lago profundo de mistérios a serem revelados, onde a loucura e sabedoria estão lado a lado, ou você afunda como um louco ou emerge como um sábio, desde que saiba notar as pequenas diferenças e consiga aplicá-las ao seu cotidiano. Neste momento, o Ego está em suspenso, sem poder opinar sobre o Id e o Superego, e o cérebro se torna um turbilhão de sentimentos e mensagens ‘in loco’. A experiência psicodélica não vem para destruir o Ego humano, isso é impossível, pois o mesmo é necessário para a sobrevivência e convívio entre os outros seres humanos com os quais nos relacionamos; a experiência psicodélica vem para ampliar a visão que o ser humano tem de si mesmo e do seu Ego, ela causa um impacto profundo na psique e destrona o Ego de seu lugar de mediador, levando a uma dissolução completa e perfeita do ser humano e o transmutando para um estado de coalizão com o Todo, mostrando que no fundo fazemos parte do Nada-Ser, e que o silêncio interior é nossa verdadeira identidade. Somos unos com o Universo e tudo que o compõe e nossa consciência vai além do que os nossos Egos procuraram nos moldar durante nosso processo existencial. Somos mais que nossos próprios umbigos. Somos frutos de uma consciência Cósmica, somos frutos das estrelas, como mesmo RNA composto em tantos gases soltos pelo Universo, formando novos planetas. Portanto, nos conscientizemos sobre este ser que não somos, em forma de Ego, para aprendermos que o mais importante, no fundo, é Não-Ser, pois nosso tempo aqui é passageiro, e o que fizermos, sempre faremos para os outros que virão. Tomemos muito cuidado com o Ego que nos engana em relação a nossa verdadeira identidade, fiquemos em alerta sobre os seus sinais para não sermos incautos, pois como bem alertou o pai da psicanálise, em seu livro já citado: “[....] Em troca de uma alma imortal, o Demônio (Ego) tem muitas coisas a oferecer, que são altamente prezadas pelos homens: riqueza, segurança quanto ao perigo, poder sobre a humanidade e as forças da natureza, até mesmo artes mágicas, e, acima de tudo o mais, o gozo – o gozo das mulheres belas. [....].” Luz e paz a todos! Publicado em 17 de dezembro de 2014.
  5. 1. Certifique-se de inserir o canudo no alto da passagem do nariz antes de cheirar. Isso reduz a quantidade de cocaína que fica presa no nariz. A cocaína deixada na narina pode levar à irritação e um septo danificado - e, até mesmo, pode perfurá-lo. 2. Alterne as sessões entre as duas narinas e, após cheirar, enxague bem suas narinas para limpar qualquer cocaína que possa ter ficado no seu septo. 3. Certifique-se de deixar o pó o mais fino possível (quebrando aquelas pedrinhas) para evitar danos às narinas. 4. NÃO COMPARTILHE canudos. Pequenas (invisíveis) manchas de sangue estão frequentemente presentes nos canudos e podem estar infectadas com HIV ou hepatite C. 5. Não use notas de dinheiro enroladas. Essas notas estão longe de serem limpas e podem transferir várias infecções quando inseridas no nariz. 6. Você sabe que não vai se sentir ótimo no dia seguinte, então planeje um dia de recuperação tranquilo e agradável após fazer uso da droga. 7. Depois de usar, tente dormir bem e certifique-se de beber muita água e/ou suco. 8. Uma maneira de reduzir seu uso é estabelecer regras para você, como nunca usar antes de uma determinada hora do dia. 9. Faça uma boa refeição antes de começar a usar (já que pode demorar um pouco antes de comer bem novamente). 10. EVITE beber e usar cocaína. A mistura de cocaína com álcool e outras drogas aumenta significativamente os riscos. As pessoas que usam álcool e cocaína em conjunto estão em risco mais elevado de ataque cardíaco (álcool e cocaína combinam no corpo e formam uma substância tóxica no fígado chamada de cocaetileno). 11. O uso da cocaína é mais arriscado para as pessoas com doenças cardiovasculares, por isso, verifique sua saúde cardiovascular e, se tiver algum grau de doença, o ideal é que NÃO USE ou, pelo menos, tente reduzir ao máximo seu consumo. Evitando uma Overdose de Cocaína: - A overdose de cocaína nem sempre depende da dose; Às vezes, uma pequena quantidade pode causar sintomas perigosos. As variáveis que aumentam sua probabilidade de sofrer uma overdose incluem seu estado de espírito (sensação de ansiedade), seu estado de privação de sono, seu estado de privação de alimentos ou desidratação e/ou o uso de outras substâncias com a cocaína. - Ao usar uma cocaína de fonte desconhecida sempre tente uma pequena quantidade primeiro para testar a potência. - Evite misturar cocaína com opiáceos. A mistura de cocaína com álcool ou outros sedativos também aumenta os riscos fatais de overdose. - A overdose de cocaína é geralmente de natureza cardiovascular (ataque cardíaco, AVC ou arritmia grave). Para evitar uma overdose fatal, você deve evitar o uso de cocaína sozinho e procurar ajuda médica se sentir necessidade. Sinais de Overdose de Cocaína: - Náusea e vômito. - Desmaio. - Temperatura elevada do corpo e transpiração intensa. - Batimento cardíaco acelerado - Qualquer sinal de ataque cardíaco, como dor torácica (aperto no peito). - Dor de cabeça intensa. - Câimbras musculares. - Incapacidade de urinar. - Falta de ar ou respiração irregular. - Tremores ou convulsões ou sinais de convulsão, como baba, espuma, espasmos de membros ou rigidez. - Dentes rangendo. - Sinais de AVC, tais como: uma incapacidade repentina de falar de forma coerente ou entender o que outras pessoas estão dizendo, fraqueza súbita ou perda de sensação no rosto, braços ou pernas (geralmente em um lado do corpo), perda súbita de equilíbrio ou coordenação e/ou dificuldades para enxergar. Adaptado e traduzido por: Marianna Albuquerque Fonte: https://www.choosehelp.com/topics/harm-reduction/36-cocaine-and-crack-harm-reduction-strategies
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    MINHA EXPERIÊNCIA REDUZINDO O EXCESSO

    Bom pessoal, esse é um assunto bem particular pq varia de pessoa pra pessoa, mas no meu caso foi assim: Andava fumando e cheirando demais, beck era uns 5 por dia (fumava até pra trabalhar) e o tey era todo fim de semana (sexta, sábado e domingo), praticamente eu nem dormia no fds. Vi que não valia a pena o dinheiro que eu gastava pra ter uma brisa dahora e depois ficar na mó bad então de alguma forma parou de ser bom, mesmo sendo ''viciado''. Meu nariz sangrava direto, tive pensamentos suicidas e minha memória bem judiada, mesmo assim continuei e só foi piorando, até que cheguei no meu LIMITE, e decidi parar com o ''excesso'', cortei a maconha e a cocaína. Hoje faz 2 meses que estou ''limpo'', sei que tá um pouco cedo ainda mas o resultado tá sendo assustador: Me sinto bem comigo mesmo, meu nariz já não dói, meu relacionamento com as pessoas e minha família estão melhorando, não me sinto irritado, não me sinto triste, minha habilidade no trabalho está bem melhor (por causa da memória boa e bem-estar), me sinto mais disposto e nunca me SENTI TÃO BEM!! Me sinto mais feliz do que aquela ''falsa felicidade'' que, principalmente a cocaína dava. Conclusão: Maconha é inofensiva e não faz mal? Concordo, MAIS TUDO EM EXCESSO FAZ MAL SIM! Cocaína então nem se fala, te leva 1 degrau pra cima depois te afunda em 5. Lembrando que, não sou careta, fiquei nessa vida de excesso praticamente 4 anos, então eu sei bem do que estou falando. Quer usar? Usa, mais tenha em mente que nem você e nem seu psicológico é de ferro, não se deixe levar pela vontade momentânea (que é grande), depois que essa vontade passa, você percebe que foi melhor não se entregar. Ainda gosto? AMO (kkkk risos aparte) mas... sem planos pra voltar a fumar o baseadinho e esticar uma carreirinha. Tô ótimo assim!
  7. Continuando os artigos sobre os resultados da pesquisa do Global Drug Survey 2018 que teve mais de 250 mil participantes no mundo todo, vamos falar sobre o que eles descobriram sobre o GHB. Mas primeiramente vamos falar um pouco sobre essa substância e dar dicas de Redução de Danos. O GHB (Ácido Gama-Hidroxibutírico) é uma substância natural encontrada no sistema nervoso central humano, bem como no vinho, carne, pequenos citrinos e em pequenas quantidades em quase todos os animais. O GHB tem sido usado em um ambiente médico como anestesia geral, para tratar condições como insônia, depressão clínica, narcolepsia e abstinência de álcool, e para melhorar o desempenho atlético. Durante a maior parte da década de 1960, foi um anestésico popular, depois abandonado pelos médicos, após descobertas de seus pobres efeitos analgésicos. Na década de 1970 foi recomendado para o tratamento da narcolepsia, embora o lado eufórico tornasse isso desfavorável. Foi amplamente utilizado na França, Itália e outros países europeus por várias décadas como agente de sono e anestésico no parto, mas problemas com seu potencial de abuso e desenvolvimento de novas drogas levaram a uma diminuição do uso médico nos últimos tempos. Na década de 1980 foi comercializado por um curto período como queimador de gordura e desenvolvedor muscular. No entanto, em 1990, com base em muitos relatos de doenças ligadas ao GHB, a FDA declarou o GHB inseguro e ordenou que ele fosse removido das prateleiras das lojas. Depois disso, muitos usuários mudaram para GBL. O GBL atua como um pró-fármaco para o GHB, onde 1 ml é equivalente a 1,66g de GHB. O GBL é mais lipofílico (lipossolúvel) que o GHB e, portanto, é absorvido mais rapidamente e tem maior biodisponibilidade; isso pode significar que o GBL tem um início mais rápido dos efeitos do que o próprio GHB, embora seja um pró-fármaco. Normalmente o GLB é vendido em líquido e o GHB em pó. A dose comum de GHB em pó é de 1 a 2.5g. Acima disso já é considerada muito forte. Deve se ter muito cuidado se comprou GHB já misturado em algum líquido pois não da pra saber a concentração exata por ML. Como todas as drogas ilegais, a pureza e a potência de diferentes lotes variam, por isso, é recomendado tomar uma dose menor do que a usual ao testar um novo lote. Muitas pessoas que usam o GHB conhecem o risco e são cuidadosas com o quanto usam. Mas é uma droga arriscada é provavelmente mais arriscada do que outras drogas em termos de seu potencial para deixá-lo inconsciente (e, portanto, também vulnerável a agressão sexual) e, raramente, overdose fatal. Há uma diferença minúscula (menos de 1ml) entre a dose que faz as pessoas sentirem-se felizes e excitadas, e a dose que as deixa inconscientes, por isso é aconselhável sempre a medir a dosagem cuidadosamente usando uma seringa. O álcool aumenta a depressão respiratória que você recebe com GHB, aumentando exponencialmente o risco de overdose, por isso, evite qualquer bebida alcoólica se pretende usar GHB. Como os efeitos do GHB surgem muito rapidamente depois de ingerido (em cerca de 15 minutos) e dura apenas algumas horas, tomar outra dose muito cedo pode aumentar o risco de overdose, portanto, espere um mínimo de 2-3 horas entre as doses. Como ele pode afetar sua memória, é recomendado colocar um timer no seu telefone pra saber a quanto tempo tomou a primeira dose. Por causa dos seus efeitos na dopamina os efeitos do pós levam ao que é conhecido entre os usuários como rebote de dopamina. Os usuários podem experimentar um forte estado de alerta cerca de 4 horas após a última dose ter sido consumida. Isso geralmente é forte o suficiente para acordar o usuário do sono e pode ser acompanhado por uma forte compulsão por redose, isso faz o GHB ser considerado com alto potencial de abuso. Quanto mais longa e mais alta a dose de GHB usada, mais pronunciado o efeito rebote pode se tornar. Com o que mais não devo misturar além do álcool? - Qualquer outra droga depressora (1,4-Butanodiol, 2M2B, benzodiazepínicos, barbitúricos, metaqualona, opioides). -Estimulantes: Pode ser perigoso combinar depressores com estimulantes devido ao risco de intoxicação excessiva acidental. Os estimulantes mascaram o efeito sedativo dos depressores, que é o principal fator que a maioria das pessoas usa para avaliar seu nível de intoxicação. Uma vez que os efeitos estimulantes desapareçam, os efeitos do depressor aumentarão significativamente, levando a desinibição intensificada, perda de controle motor e estados perigosos de falta de energia. Essa combinação também pode resultar em desidratação grave se a ingestão de líquidos não for monitorada de perto. - Dissociativos: Essa combinação pode potencializar imprevisivelmente a amnésia, a sedação, a perda do controle motor e os delírios que podem ser causados uns pelos outros. Também pode resultar em uma perda repentina de consciência acompanhada por um grau perigoso de depressão respiratória. Outro problema associado ao GHB é a questão do estupro e agressão. Uma dose muito alta pode deixar a pessoa completamente inconsciente e vulnerável. Não aceite bebidas de estranhos e tome cuidado com seu copo. O que a pesquisa global do GDS2018 descobriu? • E termos populacionais, pode ser que haja mais usuários heterossexuais do sexo masculino do que qualquer outro grupo. • Em segundo lugar, entre os homens gays, o uso de GHB é raro e contrário ao retrato da mídia. • O MDMA é o medicamento mais popular usado em combinação com o GHB (depois do álcool). Isto sugere que o uso na pista de dança pode ser o ambiente mais popular para tomar GHB. Mais de 60% relatam nunca ingerir bebidas alcoólicas em conjunto, o que é uma ótima notícia, já que a combinação aumenta o risco de desmaio e overdose, embora ainda 20% relata que sempre bebe. • Destacando o quão fácil é a overdose de GHB, 1 em cada 4 mulheres e 1 em cada 6 homens relataram desmaiar usando GHB nos últimos 12 meses. Muitas pessoas que desmaiam não ligam para os serviços de emergência, contando com amigos para cuidar deles. Não faça isso, a melhor maneira de ajudar seus amigos é chamar ajuda. O que posso fazer enquanto a ajuda não chega? Você deve coloca-lo em posição de recuperação e verificar sua frequência respiratória, veja no link abaixo um vídeo do GDS sobre como fazer isso: https://www.youtube.com/watch?v=5usIiAZyfTU Para mais conselhos sobre como reduzir os seus riscos do GHB, veja mais dois vídeos interessantes do GDS2018. Está em inglês, mas você pode clicar no botão de “legendas” e depois no botão de “detalhes” > “legendas”> “traduzir automaticamente” > portugês: Regras de ouro: https://www.youtube.com/watch?v=G7rQRDIA9uE Cada gota conta: https://www.youtube.com/watch?v=caoE3u18Cfg ___________________ Fontes: https://www.globaldrugsurvey.com/gds-2018/ghb-1-in-5-pass-out-each-year-women-are-more-at-risk-than-men/ http://www.lycaeum.org//~ghbfaq/complete.html https://www.erowid.org/chemicals/ghb/ghb_basics.shtml https://wiki.tripsit.me/wiki/GHB https://thump.vice.com/en_us/article/bma7xm/ghb-date-rape-drug-clubs-nightlife-explainer https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1847191
  8. Junção de alguns artigos e discussões do reddit de um renomado cientista chamado Matthew Baggot [1]. Tudo está atualizado com as pesquisas mais recentes que existem sobre MDMA. Baggott é um cientista de dados e neurocientista que estuda MDMA, MDA e outras drogas há 20 anos. Trabalhou profissionalmente para documentar os efeitos de psicodélicos em seres humanos. Ele foi um membro do primeiro projeto nos EUA a receber uma autorização federal para dar MDMA para humanos. Muita coisa esclarecedora e muitas ainda a responder, por falta de pesquisa, estão nos comentários de Baggot e outros pesquisadores. Vamos a elas: CONCEITOS CHAVES: -MDMA libera serotonina das células de serotonina e com isso causa estresse oxidativo. -A liberação de serotonina é necessária para os efeitos emocionais do MDMA (embora outros sistemas de neurotransmissores também contribuam). A serotonina liberada estimula os receptores (as proteínas na superfície de outras células que, quando estimuladas, causam uma mudança no funcionamento da célula). -O estresse oxidativo é uma constante em seu corpo, mas o MDMA causa quantidades anormalmente grandes desse estresse no cérebro. Essa quantidade depende da dose. Seu corpo protege-se do estresse oxidativo com antioxidantes. Alguns destes são feitos pelo seu corpo. Alguns são de sua dieta. Suas proteções antioxidantes são ""usadas"" no ato de protegê-lo. É aí que entra um regime de suplementos que pode te ajudar, falaremos disso mais a frente. DURANTE O USO: Quando você toma MDMA, alguma combinação de MDMA e metabolitos (e talvez dopamina) entra em células de serotonina e aumenta o estresse oxidativo lá. Podemos chamar essas moléculas que aumentam o estresse oxidativo ""toxinas"". O estresse oxidativo causa danos fora e dentro de suas células de serotonina. Nós devemos nos preocupar mais com o dano dentro delas. A gravidade do dano depende da intensidade do estresse e da proteção antioxidante que você tem na célula de serotonina. Um efeito inicialmente prejudicial é que a enzima que faz serotonina (chamada de Triptofano hidroxilase [2]) será oxidada e deixará de funcionar. Um efeito prejudicial posterior e severo é que os axônios de serotonina (extensões de células de serotonina que se estendem por todo o cérebro) podem ficar tão desarraigados que explodem e ""morrem"" (as próprias células de serotonina não morrem). Você pode pensar nisso como um dano grave, mas difícil de acontecer, pois apenas acontece se as proteções antioxidantes se esgotaram. Você pode abaixar o estresse oxidativo dentro do neurônio da serotonina de várias maneiras: -Você pode tomar MDMA em doses menores e não repetidas. -Você pode tomar suplementos antioxidantes. -Você também pode garantir que você tenha mais serotonina quando usa MDMA. Este último truque pode funcionar porque a serotonina e as toxinas se compõem para entrar na célula de serotonina, de modo que ter mais serotonina significa que menos toxinas entram em sua célula de serotonina. Como ter mais serotonina? Dando o tempo necessário de intervalo entre o uso) Quando você toma MDMA, você libera a serotonina e este é um passo em uma série de eventos bioquímicos que alteram suas emoções e fazem você se sentir aberto, alegre, empático e menos neurótico. Grande parte da serotonina liberada difunde-se e é quebrada pelo seu corpo. DEPOIS DO USO: Após o uso, você reduziu o armazenamento de serotonina. Se seus sistemas antioxidantes não protegem totalmente sua enzima, você também tem menor capacidade de fazer mais serotonina: seu corpo precisará fazer mais enzimas antes que ela possa fazer mais serotonina. As reservas baixas de serotonina podem ou não importar para o funcionamento normal, porque seu corpo normalmente só precisa liberar pequenas quantidades por vez. Após o uso, muitos de seus receptores de serotonina serão menos sensíveis ou até mesmo mudados em número. Basicamente, seu cérebro se ajustou às altas quantidades de serotonina liberada. Até que os receptores se reajustem para níveis mais baixos e normais de liberação de serotonina, isso pode mudar a forma como você se sente. É aí que entra a famosa ""rebordose"". Isso também o tornará menos sensível ao MDMA. Os receptores alterados após o uso de MDMA estão provavelmente por trás das mudanças no fluxo sanguíneo cerebral que podem ser observadas pelo menos 3 semanas após o uso. Existe também uma evidência de que o transportador de serotonina terá um funcionamento alterado por um tempo depois de tomar MDMA e pode diminuir. Assim, alguma tolerância a curto prazo e / ou a longo prazo ao MDMA pode ser o resultado do cérebro reduzir sua quantidade do transportador de serotonina. Ainda não entendemos por que o cérebro decide diminuir o transportador de serotonina ou o que fazer sobre isso. Outra coisa a ter em mente é que, mesmo que a sensação do MDMA tenha passado, você terá níveis bastante elevados de MDMA e seus metabólitos por muito mais tempo. Os níveis de MDMA caem pela metade aproximadamente a cada 8 horas [3], então as sensações terminam antes que os níveis tenham caído menos de 50% (cerca de 3 horas). Ninguém ainda realmente sabe por que os efeitos acabam rapidamente; pode ser que seus receptores de serotonina tenham se tornado temporariamente menos sensíveis à serotonina. Uma possível razão para que os efeitos secundários demorem tanto para se desenvolver pode ser que leva vários dias para que o medicamento abandone o sistema e pare de estimular seu cérebro. Se seus sistemas antioxidantes realmente não conseguiram proteger suas células de serotonina, os axônios degenerarão e você terá diminuições a longo prazo na serotonina em todo o seu cérebro. Os axônios podem regredir lentamente das células, mas as células estão baixas no tronco cerebral e provavelmente não irão voltar a crescer em seu padrão original. Um pouco milagrosamente, existem apenas efeitos sutis da neurotoxicidade da serotonina. Parece que a serotonina coordena principalmente os processos neurais no cérebro. (Alguns cientistas pensam que a serotonina é especialmente importante para responder a coisas emocionalmente negativas e que as falhas de serotonina podem ""desmascarar"" as dificuldades emocionais específicas de uma pessoa.) ________________ TOLERÂNCIA E RECUPERAÇÃO: Pensando em tudo isso acima, você pode ter tolerância a longo prazo por degeneração axonal e por regulação negativa do transportador de serotonina. E você pode ter tolerância a curto prazo de receptores dessensibilizados e falta de serotonina armazenada em sua célula. As duas classes de tolerância em conjunto determinam se você sente menos ou mais efeito do MDMA. -Aguardar entre o uso é aconselhável por três razões: Seus receptores precisam de tempo para se recuperar. Se você tomar MDMA enquanto seus receptores estão menos sensíveis, você precisa de uma dose mais alta ou vai sentir menos efeito. Ao contrário dos outros dois motivos, os receptores dessensibilizados não causam danos no estresse oxidativo. Mas tomar mais MDMA para superar a tolerância significa que você terá mais estresse oxidativo. Seu armazenamento de serotonina precisa de tempo para reconstruir. Se você tomar MDMA enquanto tiver menos serotonina, você também precisa de uma dose mais alta e você aumenta a sua vulnerabilidade à degeneração axonal e à tolerância a longo prazo. Nós pensamos que isso pode ser porque a proporção de serotonina para toxinas dentro da célula de serotonina será menor. Para alcançar uma determinada força nos efeitos, você colocará mais toxinas em suas células. Seus sistemas antioxidantes também precisam de tempo para se recuperar. Se você tomar MDMA enquanto você diminuiu os sistemas antioxidantes, você começará a sofrer danos mais cedo e as doses mais baixas causarão mais danos. Então, uma prática comum de reabastecer sua serotonina com 5-HTP pode até restaurar a intensidade dos efeitos, mas se seus sistemas antioxidantes não se recuperaram, você ainda tem uma vulnerabilidade aumentada à degeneração axonal, causando mais danos. É necessário complementar com outros suplementos como Carnitina, Ácido Lipóico, Coenzima Q10 e Vitamina C. Ninguém sabe o momento exato desses processos e eles sempre vão variar de pessoa para pessoa. Uma regra de três meses foi popularizada pelo casal Shulgin, mas algumas pessoas acham que não precisam de uma pausa tão longa. Quem têm uma dieta ou uma genética que lhes dão maiores defensas antioxidantes, provavelmente precisa de menos tempo. As variáveis mais óbvias que você pode controlar são as doses e a proteção com suplementos antioxidantes (estamos chegando nesse asunto). Quanto maior a dose que você toma maior o risco e a recuperação vai demorar mais tempo. ________________ Troca de experiência do membro “Borax” (quem aqui é ‘rato’ do reddit sabe o respeito que ele tem na comunidade) com o cientista Baggot: BORAX: Eu queria acrescentar algumas coisas sobre as toxinas: MDMA injetado diretamente no rato não é uma toxina em si, e nem o MDA, mas ambas são muito propensas a serem metabolizadas na a-metil-dopamina, que é uma neurotoxina oxidativa conhecida. Este processo seria mediado por uma enzima no fígado, uma que é conhecida por ter uma atividade variável de acordo com a genética. Isso parece uma explicação provável para a variação que vemos entre as pessoas. Ao considerar suplementos antioxidantes, é importante lembrar: -A temperatura do cérebro desempenha uma regra estranhamente importante. Eu não recomendo que pessoas usem chapéus fofinhos em raves. -Os antioxidantes precisam chegar ao lugar onde o dano está ocorrendo para ser mais útil. A vitamina C realmente não atravessa o cérebro por isso pode não ser tão útil. Não para a neurotoxicidade. -O corpo possui um bom sistema antioxidante já instalado, se você ter uma boa dieta, praticar exercícios e não tomar mais que 250mg, provavelmente não precisará de suplementos. -Também não acho necessário suplementos para um uso ocasional de MDMA em um ambiente que não é seja uma boate fechada ou um festival com um sol escaldante na cabeça. Um extrato de chá verde faria o bastante. BAGGOT: Obrigado pelo complemento e notas úteis adicionais. Eu sou um dos muitos cientistas que não acredita na teoria dos metabólitos da neurotoxicidade MDMA. Ou, em vez disso, penso que os metabolitos podem contribuir, mas acreditam que o composto original definitivamente o faz também. As tentativas de alterar o metabolismo do MDMA não demonstraram ser protetoras [5] e houve falha na replicação da neurotoxicidade do metabolito centralmente infundido [6]. Na verdade, verificamos a inativação oxidativa da triptofano hidroxilase diretamente no cérebro, mostrando que o próprio MDMA causa estresse oxidativo significativo. Chris Schmidt mostrou isso na década de 1980 [7]. Isso dá origem a uma questão farmacocinética de saber se os estudos que utilizam infusões cerebrais estão realmente mantendo as concentrações de MDMA no cérebro suficientemente altas por tempo suficiente para o estresse oxidativo sobrecarregar os sistemas endógenos e causar toxicidade. Por exemplo, um estudo [8] induziu MDMA por 2,5 horas, o que pode não ser suficientemente longo para causar. Penso que o equilíbrio da evidência apoia que a própria substância causa a maior parte do dano (com algumas possíveis contribuições de dopamina e metabolitos de MDMA). No entanto, esta é uma questão aberta. ________________ Algumas perguntas de alguns usuários e respostas dadas pelo Baggot: -“Eu ""perdi a magia"" devido a algumas doses heroicas muito gananciosas e imprudentes. Recentemente, tentei usar pela primeira vez após 13 meses parado, embora eu não me tenha me sentido mal (o que é uma melhoria em relação à minha última tentativa), ainda era apenas um ‘6/10’, mesmo após um tempo de 13 meses. Na sua opinião, se eu esperasse de 3 a 5 anos antes de usar novamente, você acha que eu teria uma experiência muito melhorada ou provavelmente perdi a magia para o resto da vida? ” BAGGOT: Difícil de dizer. Os estudos ainda não têm essa resposta. Mas eu me inclino a dizer que você veria uma melhoria. -“E quanto ao uso de monotrópicos, como Piracetam, que estão espalhados por aí com a promessa de melhorar a intensidade do efeito do MDMA? ” BAGGOT: Isso ainda não é bem estudado. Sabe-se que o piracetam aumenta os efeitos dos estimulantes e MDMA em ratos [4], então, algo realmente acontece. Mas imagine que isso vai forçar mais ainda seu organismo, pode ser que afete mais ainda o tempo necessário para a próxima experiência. Não sabemos se a potenciação aumenta os riscos do MDMA, como hipertermia ou hiponatremia. Psicodélicos, por exemplo, irão potenciar o MDMA, mas também aumentam a neurotoxicidade. -“Você tem informação sobre a neurotoxicidade do MDA com parado com o MDMA? Estou interessado em usar essa droga, mas eu ouvi dizer que isso coloca muito mais estresse em suas células de serotonina do que o MDMA. ” BAGGOT: Resposta curta: Sim, o MDA parece causar mais estresse oxidativo do que MDMA. Resposta longa: sim, mas não sabemos se isso importa. Há apenas um pequeno número de estudos que comparam a neurotoxicidade. Quando o MDA causa toxicidade, parece pior do que o MDMA. Isso pode ser porque o MDA é metabolizado um pouco mais devagar. Dito isto, há dois pontos a serem citados. Um, não é ideal para esses estudos compararem a dose em mg porque o MDA é uma molécula mais leve (um mg de MDA tem mais moléculas do que um mg de MDMA) e o MDA é mais potente (as pessoas tomam doses mais baixas). Em segundo lugar, não sabemos se a dose limiar para produzir toxicidade difere entre MDA e MDMA. Portanto, os dados atuais sugerem que o MDA é mais tóxico, mas os dados são limitados e há muitas questões abertas. -“Eu tenho tomado ecstasy há 7 meses. Primeiros três meses eu estava tomando toda semana, agora eu tomo uma vez a cada duas semanas, não perdi a magia, mas minha tolerância só aumentou desde que comecei a rolar a cada duas semanas. ” BAGGOT: Tenha cuidado. Mas, sim, o tempo de recuperação varia de indivíduo para indivíduo. Smithies e Broadbear fizeram um pequeno estudo onde eles treinaram 6 ratos para distinguir baixas doses de anfetamina e MDMA. Então eles deram-lhes uma dose gigante de MDMA e estudaram quanto tempo os ratos levaram para distinguir as anfetaminas e MDMA, o que é uma maneira de medir a tolerância. Quatro ratos superaram sua tolerância em uma semana, um demorou duas semanas e ou dois meses. ________________ SUPLEMENTAÇÃO: Os suplementos que são tomados com MDMA podem ser divididos em duas categorias principais: aqueles que tentam tornar a experiência mais agradável e aqueles que tentam reduzir a toxicidade e o perigo. Vamos nos concentrar na segunda categoria aqui. O mais comum na primeira categoria é o magnésio, que é usado para diminuir a ativação do maxilar e outras tensões musculares. Você provavelmente não precisa disso, a menos que esteja tomando doses mais altas e saiba que você obtém esse efeito colateral. Ao longo do tempo, essa ativação pode causar um desgaste bastante grave em seus dentes, então não é algo para ignorar. Outros suplementos nesta primeira categoria podem incluir melatonina (tomada para ajudar a adormecer, embora possa também ter efeitos antioxidantes úteis) e 5-HTP (tomado após o uso, que teoricamente, ajuda o corpo a reabastecer a serotonina). Os suplementos na segunda categoria tentam principalmente prevenir ou reduzir mudanças duradouras na serotonina. Que doses são neurotóxicas? Nós realmente não sabemos que dose provoca alterações de serotonina a longo prazo em pessoas. Só conhecemos as doses tóxicas em animais e, embora haja regras para a conversão de doses entre animais e pessoas, as regras não são muito precisas. Para o melhor entendimento, é improvável que as doses de cerca de 1,5-1,7 mg por kg de MDMA causem alterações duradouras da serotonina. Estudos realizados pela MAPS buscaram mudanças nas habilidades mentais depois que as pessoas participaram de seus estudos, com alguns participantes recebendo 125 mg com metade disso em uma redose e não foram encontradas alterações. Procurei mudanças em habilidades mentais e humor em cerca das 25 pessoas que eu dei 1,5 mg de MDMA por kg e não vi mudanças. Eu também tentei medir o estresse oxidativo na urina em 16 pessoas e não vi nenhum efeito. Franz Vollenweider mediu o transportador de serotonina em algumas pessoas que receberam 1,5-1,7mg por kg em seus estudos com MDMA e não viu nenhuma alteração. Mas se você usa mais que isso (e nós sabemos que muitos fazem isso, chegando a tomar 10x o que nós testamos), algumas recomendações de suplementos são válidas: Os suplementos que foram estudados e mostrados como protetores contra altas ou repetidas doses de MDMA em ratos incluem Carnitina, Vitamina C, Ácido alfa-Lipóico e Coenzima Q10. Teoricamente, alguém adivinharia que outros antioxidantes poderiam ser úteis. Mas devemos ter em mente que os extratos antioxidantes das plantas muitas vezes têm múltiplos efeitos no corpo, então estes podem ter efeitos negativos inesperados. A partir dos suplementos que foram estudados, posso focar em ácido alfa-lipoico (ALA), acetil-L-carnitina (ALCAR) e vitamina C. O melhor tempo para tomar suplementos é desconhecido. A maioria dos estudos com animais não exploram horários diferentes e, em vez disso, dão os suplementos um pouco antes de cada injeção de MDMA. Nós sabemos que o estresse oxidativo começa quase imediatamente após uma injeção de MDMA em ratos, mas não está causando danos físicos até mais de 3 h após a injeção, com o dano provavelmente continuando por muitas horas. O dano em seres humanos pode começar mais tarde porque nossos níveis sanguíneos de um fármaco são inicialmente inferiores aos observados nestes estudos de ratos. No geral, meu palpite é que, os suplementos provavelmente são úteis quando levados em uma janela entre 6 h antes do MDMA até 6 h depois de tomar MDMA, mas isso é apenas um palpite. (Outra incerteza é que também não sabemos em que medida cada suplemento protege diretamente contra os danos) Em termos de dose de suplemento, novamente precisamos adivinhar. Para a maioria dos suplementos, não sabemos o suficiente para se converter de doses animais a humanas. Uma regra geral é que doses mais frequentes, mas menores de suplementos, são melhor absorvidas do que menos doses maiores de uma só vez. Veja mais sobre suplementos: ________________ PENSAMENTOS FINAIS Grande parte do conselho disponível online vem de pessoas com apenas alguns anos de experiência com MDMA. Estudos de usuários de MDMA sugerem que muitas pessoas usam MDMA pesadamente por alguns anos, acham que os positivos diminuem e os negativos aumentam, e depois desistem. Muitos dos psiconautas experientes que usavam MDMA puro na década de 1970 - pessoas como Ann Shulgin e Debby Harlow - notaram retornos decrescentes do uso de MDMA. Ann Shulgin usou MDMA semanalmente para superar um bloqueio que tinha para escrever e descobriu com o tempo que isso não funcionou mais. Com base nisso e nas observações de outras pessoas, Ann sugeriu que as pessoas usam MDMA no máximo 4 vezes por ano. Debby Harlow percebeu que muitas pessoas pareciam a magia apenas nas primeiras 10 experiências, depois disso, a experiência era meramente agradável, mas não mágica. Esses números podem não ser exatamente corretos para todos, mas a experiência geral é comum: a maioria das pessoas eventualmente perde a magia com uso repetido e frequente. Então, meu conselho é, tente aprender com a experiência e desenvolver suas habilidades para recriá-las sem drogas. ________________ Fontes: https://www.reddit.com/r/MDMA/comments/4wyjd9/mechanisms_of_mdma_tolerance_and_loss_of_magic/ https://www.reddit.com/r/MDMA/comments/3r09sg/thoughts_on_taking_supplements_with_mdma/ https://www.erowid.org/chemicals/mdma/mdma_faq.shtml https://www.erowid.org/culture/characters/shulgin_alexander/shulgin_alexander_interview2.shtml https://books.google.com.br/books?id=CUCcyklcO00C&pg=PR7&lpg=PR7&dq=baggot+mdma&source=bl&ots=2Ele-EIsuc&sig=5LZty0MSdjFNyKUbXrvL8IllKl0&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi33p2JgqHXAhVEF5AKHauCAfkQ6AEIRTAE#v=onepage&q=baggot mdma&f=false ________________ Referências: [1] - https://orcid.org/0000-0003-1000-194X [2] - https://pt.wikipedia.org/wiki/Triptofano_hidroxilase [3] - https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC81503/ [4] - http://www.medical-hypotheses.com/article/S0306-9877(12)00206-X/abstract?cc=y= [5] - https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3137686/ [6] - https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2769035/ [7] - http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0014299988901549 [8] - http://bibliography.maps.org/bibliography/articles/view_pdf/5579
  9. SUPLEMENTOS PREPARTY - MEGAPOST Nessa publicação vou falar de assuntos que cabem a todos que perguntam sobre o uso contínuo de substâncias nos festivais, como reduzir danos e suplementar. ÍNDICE: -SUPLEMENTOS -RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DE SUBSTÂNCIAS EM DIAS SEGUIDOS & ARTIGOS SOBRE DANOS CAUSADOS POR ABUSOS -LISTA DE ARTIGOS SOBRE CUIDADOS E RECOMENDAÇÕES -APELO ________________________ -SUPLEMENTOS Para quem ainda não conhece o KIT de Suplementos Preparty, recomendo ler esse post primeiramente: "LINK ATUALIZADO EM BREVE" Muitos já vieram me perguntar durante esse tempo que o kit está sendo vendido, sobre como usar em festivais. O kit atual é para uso em um único dia, uma única experiência. Mas e quanto aos festivais onde normalmente acontece um maior abuso? Usuários que, apesar das recomendações, usam substâncias praticamente todos os dias e ainda aumentam a quantidade a cada dia visto que o organismo já está saturado? Primeiramente, o melhor para essas pessoas é pesquisar o que cada suplemento faz, comprar os potes de cada um fazer sua própria “receita” de acordo com as recomendações e ver como seu corpo responde, pois, cada organismo é único. Outros podem intercalar usando o KIT com intervalos de dois dias, pois por causa das dosagens não é recomendado usar por dias seguidos. Mas eu estou aqui para tentar facilitar de uma forma mais genérica essa questão. É válido lembrar que suplementação não faz milagres, pode funcionar muito bem pra mim e não tanto assim pra você. Além disso, o maior ganho não é algo perceptível em curto prazo, não é somente para reduzir a “rebordose” e sim pra evitar danos em longo prazo. Então eu criei uma maneira mais simples de usar os suplementos em dias seguidos. Vou fornecer sachês unitários com os principais suplementos que atuam como antioxidantes. São eles: Dose 1 – Sachê com 3 comprimidos: São antioxidantes que tem uma meia vida mais curta, ou seja, são eliminados pelo seu organismo em poucas horas. Podem ser usados todos os dias do festival, com intervalo de 3 a 4 horas, podendo ser usados antes, junto e depois do uso de MDMA, sem ultrapassar 4 sachês diários: Acetil L Carnitina (ALCAR) – 500mg: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19015003 Ácido Alfa Lipóico(ALA) – 300mg: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10619665 Vitamina C – 1g: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11170222 Dose 2 – Sachê com 4 comprimidos: São suplementos que tem uma meia vida mais longa, ou seja, demoram mais tempo para serem eliminados do seu organismo, agindo por mais horas. Também contém magnésio que ajuda a evitar o bruxismo além de ser neuroprotetor. Podem ser usados todos os dias do festival, de preferência ao acordar, junto com uma refeição e antes de dormir (sim, você precisa dormir), sem ultrapassar 2 sachês diários: Vitamina E: 400UI https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11931860 CoQ10 – 400mg: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16098955 Magnésio Bigliscinato: 400mg https://www.reddit.com/r/DrugNerds/comments/apxzn2/mdmaamphetamine_neuroprotective_benefits_of/ NAC: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29116368 Dose 3 – Sachê com 2 comprimidos: Para ser usado 24h após uso de substâncias. Podendo usar até 5 dias consecutivos, preferencialmente antes de dormir. Ajudam a evitar a “rebordose”, pois atuam diretamente na recuperação de serotonina e aumentam a produção de melatonina que age diretamente na regulação do sono. 5HTP – 100mg + EGCG – 400mg + B6 - 15mg https://www.inverse.com/article/14216-why-take-5-htp-after-mdma-because-serotonin-and-science-are-good-for-you -OUTRAS RECOMENDAÇÕES: Para que a suplementação funcione com mais eficácia, siga algumas dicas: Sono: Isso é MUITO importante, tentem dormir pelo menos 6 horas (8 seria melhor ainda) todos os dias do festival. Tudo bem, eu sei que isso é complicado, mas é uma das melhores maneiras de reduzir danos ao seu corpo, ele precisa descansar. Alimentação: Não esqueça de se alimentar e não coma qualquer coisa. Os festivais costumam ter bastante variedade de comidas e você pode levar coisas de casa. Alguns exemplos de alimentos que você deve ter na sua dieta (aqui estou citando coisas que podem ajudar a evitar danos por causa do abuso de substâncias, são conhecidos como os “alimentos felizes”): sementes e nozes de todos os tipos, queijos, peito de frango, peixes, aveia, feijão, ovos, abacaxi, salmão, peito de peru e banana são alguns dos principais alimentos para aumentar seus níveis de serotonina. Os carboidratos também não podem ficar de fora. Eletrólitos: Troque algumas garrafas de água por Gatorade e coma alimentos salgados, assim você evita riscos de Hiponatremia Repare a cor da sua urina, ela pode indicar problemas: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/540-a-cor-do-xixi-pode-te-avisar-que-alguma-coisa-não-está-legal ________________________ -RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DE SUBSTÂNCIAS EM DIAS SEGUIDOS & ARTIGOS SOBRE DANOS CAUSADOS POR ABUSOS Essa pergunta costuma aparecer em tudo que é fórum em época de festivais. “Estou levando tantas ‘balas’, tantos ‘doces’ e quero saber como tomar pra ter um melhor aproveitamento”: não tem uma receita mágica. Mesmo que você se prepare é bem provável que lá na hora vai acontecer tudo diferente. Vou dar alguns palpites com base nos meus estudos, nas minhas experiências e de amigos próximos. - Se for redosar, comece da dose maior para menor, sem deixar o pico começar a cair. Se você sabe que os efeitos do MDMA, pra você, começam a cair com 3 horas, use uma nova dose com 2 horas após a primeira. - THC da um “levante” na trip de LSD e MDMA. Mas se você não tem experiência com esse combo, evite, principalmente com LSD. - Uma dose de LSD após a outra num curto intervalo (de um dia pro outro), na maioria dos usuários não faz nenhum efeito, na maioria dos usuários. Você provavelmente vai precisar no mínimo duplica-la se tiver pensando nisso. O ideal é que use o LSD no primeiro dia e deixe a próxima dose pra pelo menos 3 dias depois. - Misturar depressores com estimulantes é uma péssima ideia. Álcool com Cocaína por exemplo. Quando são tomados em conjunto, eles reagem produzindo um metabólito chamado cocaetileno, que pode se acumular no seu organismo, afetando diretamente sua tolerância, além dos danos causados que podem ser fatais. - Mais uma vez: sono e alimentação. É isso que faz seu corpo funcionar e se recuperar. “Não adianta jogar gasolina no carro se ele estiver com o motor fundido”. ________________________ -LISTA DE LINKS SOBRE CUIDADOS E RECOMENDAÇÕES 1 - VOCÊ FEZ SEU TRABALHO DE CASA E SABE TUDO SOBRE O MDMA: MDMA e Seus Efeitos – Análise Completa da Substância: http://bit.ly/2NCeaG4 Sites recomendados para pesquisas e estudos: http://bit.ly/PPsitesrecomendados __________________________ 2 - VOCÊ TEM UM AMIGO EXPERIENTE PRA FICAR DE OLHO EM VOCÊ DURANTE A EXPERIÊNCIA: Lições aprendidas em um workshop sobre TripSitting: http://bit.ly/PPworkshopsitter Os 6 S`s da Experiência Psicodélica: http://bit.ly/PPexperienciapsy Ajudando alguém passando por uma crise psicodélica: http://bit.ly/PPajudandobadtrip 6 passos para ajudar alguém em uma experiência difícil http://bit.ly/PP6passos __________________________ 3 - VOCÊ SABE QUE ESTÁ INFRINGINDO A LEI, CONHECE SEUS DIREITOS E CONSEQUÊNCIAS: Veja no post de perguntas frequentes a última pergunta: http://bit.ly/PPperguntasfrequentes __________________________ 4 - VOCÊ NÃO PLANEJA BEBER ÁLCOOL OU USAR QUALQUER OUTRA DROGA NESSE DIA: Interações com MDMA: http://bit.ly/PPinteracoesmdma COMO USAR O GUIA DE COMBINAÇÃO DE DROGAS DO TRIPSIT: http://bit.ly/PPguiacombinacoes MDMA e Antidepressivos: http://bit.ly/PPmdmaeantidepressivos UMA MISTURA PERIGOSA: MDMA E ÁLCOOL: http://bit.ly/PPmdmaealcool MDMA + PSICODÉLICOS: UM RISCO SUBESTIMADO? http://bit.ly/PPmdmaepsicodelicos __________________________ 5 - VOCÊ FEZ O MÁXIMO POSSÍVEL PRA QUE SAIBA QUE O QUE ESTÁ TOMANDO É REALMENTE MDMA E A DOSE PLANEJADA 6 - VOCÊ PESQUISOU QUAL A DOSE RECOMENDÁVEL, QUANTO TEMPO ELA PODE DURAR E QUE NÃO É RECOMENDADO TOMAR MAIS QUE UMA: ECSTASY E O CENÁRIO DE USO: TESTAGEM, PESQUISA E CONFIANÇA: http://bit.ly/PPcenariodeuso Veja o vídeo sobre cuidados com os relatos de comprimidos na internet (Canal RD com Logan): https://www.youtube.com/watch?v=nererYip2RM Ecstasy - Menos é mais: http://bit.ly/PPmenosemais Alertas de testes que fizemos em comprimidos e cristais nas últimas festas (necessário cadastro no fórum): http://bit.ly/PPalertas __________________________ 7 - VOCÊ PLANEJOU E CONHECE O LOCAL ONDE VAI ESTAR, O QUE ESTARÁ FAZENDO E COM QUEM ESTARÁ. IDEALMENTE QUE SEJA EM UM LUGAR FAMILIAR E SEGURO: Os 6 S`s da Experiência Psicodélica: http://bit.ly/PPexperienciapsy Cuidados ao usar psicodélicos em festas: http://bit.ly/PPpsicodelicosfestas __________________________ 8 - VOCÊ SE MANTERÁ HIDRATADO E TEM ACESSO A BEBIDAS NÃO ALCÓLICAS: Veja o post sobre o que a cor do seu xixi pode dizer sobre a sua hidratação: http://bit.ly/PPcordoxixi Veja o post sobre a dificuldade de urinar ao usar MDMA: http://bit.ly/PPdificuldadeurinar __________________________ 9 - VOCÊ ESTÁ MENTALMENTE E FISICAMENTE BEM ANTES DE EXPERIMENTAR: 10 - VOCÊ NÃO TEM NENHUM COMPROMISSO, REUNIÕES OU QUALQUER COISA MUITO IMPORTANTE NOS PRÓXIMOS DIAS: 11 - VOCÊ SABE QUE É NORMAL E RECOMENDADO DIZER A ALGUÉM QUE NÃO ESTÁ SE SENTINDO BEM OU PREOCUPADO COM ALGO DURANTE A EXPERIÊNCIA: Os 6 S`s da Experiência Psicodélica: http://bit.ly/PPexperienciapsy FUNDAMENTOS DO USO RESPONSÁVEL DE PSICOATIVOS - por Erowid Center http://bit.ly/PPfundamentos Aprofundamento sobre Substance, Set & Setting: http://bit.ly/PPsss RELATOS SOBRE MDMA - RESSACA, EFEITOS NEGATIVOS: http://bit.ly/PPrebordose __________________________ 12 - VOCÊ SABE QUE NÃO PRECISA USAR NENHUMA DROGA E SE NÃO ESTÁ SE SENTINDO BEM, NÃO USE. SEMPRE HAVERÁ OUTRO DIA: Usar qualquer droga pra fugir de um problema, sempre será uma má ideia. O que acontece na maioria das vezes é que elas intensificam o que você já está sentindo. Se não estiver bem, isso pode piorar. O MDMA ataca seu sistema imunológico, então se não estiver se sentindo bem fisicamente, espere uma nova oportunidade. “Há 3 coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra dita e a dose ingerida” Banners com dicas gerais: http://bit.ly/PPdicasbasicas __________________________ Veja mais: COMO O MDMA PODE MATAR? http://bit.ly/PPcomomdmapodematar MDMA E OUTROS ESTIMULANTES PODEM REPRESENTAR UM RISCO MAIOR PARA MULHERES: http://bit.ly/PPmdmaemulheres MDMA: A FORMA DE USAR PODE SER MAIS IMPORTANTE DO QUE VOCÊ PENSA! http://bit.ly/PPmdmaformadeusar MDMA: TOLERÂNCIA, 'PERDA DA MAGIA' E SUPLEMENTAÇÃO: http://bit.ly/PPmdmmasuplementacao Cor não é parametro de qualidade: http://bit.ly/PPmdmacor Nome não é parâmetro de qualidade: http://bit.ly/2Tjg7wv Aparência não é parâmetro de qualidade: http://bit.ly/2EvBEIW QUAL O INTERVALO RECOMENDADO PARA AS EXPERIÊNCIAS COM MDMA? http://bit.ly/2tnsWr2 LISTA DE ESTUDOS CIENTÍFICOS SOBRE O USO RECREATIVO DE MDMA: http://bit.ly/2IPSHL0 O THC É NEUROPROTETOR CONTRA A TOXICIDADE CAUSADA PELO ABUSO DE MDMA? http://bit.ly/2BZ9s0m VOCÊ JÁ SENTIU “CHOQUES NO CÉREBRO” APÓS O ABUSO DE MDMA? COMO EVITÁ-LOS? http://bit.ly/2T9WVBT 10 ESTUDOS SOBRE PROBLEMAS RELACIONADOS AO ABUSO DE ECSTASY http://bit.ly/2EHNaC6 MDMA e a sala de emergência - o que os dados do Levantamento Global de Drogas (Global Drug Survey) podem te dizer sobre como evitar isso: http://bit.ly/2SDzITI Não era amor, era MDMA: http://bit.ly/2UhwYgf ________________________ APELO: Pra finalizar, tenham responsabilidade. A meu ver, a cada dia tem menos gente preocupada com seu corpo. A “molecada” está muito presente, abusando demais nos últimos eventos. Tem muita história absurda das grandes raves desse ano. A liberdade nos festivais acaba sendo associada ao uso de drogas. Vejam bem, obviamente eu não sou contra o uso de drogas, mas sou a favor da vida. Pensem nas pessoas que estão aguardando você voltar do festival, aqueles que te amam! É possível que todos se divirtam sem precisar parar no posto médico. Não testem seus limites. Nessa época temos um grande inimigo que contribui, intensificando os problemas do abuso de drogas: O CALOR. Usem protetor, usem cangas cobrindo a cabeça, aproveitem as sombras, usem chapéus, bonés, guarda-sol, se hidratem e principalmente: Curtam!
  10. A ketamina é uma droga que foi aprovada pelo FDA na década de 1970 para ser usada por médicos e veterinários como um anestésico. É também uma droga recreativa bastante popular que fornece experiências dissociativas. No entanto, embora tenha sido legal por cerca de 50 anos, foi apenas nos últimos anos que os psiquiatras começaram a perceber que essa droga é realmente muito eficaz no tratamento da depressão. De acordo com um estudo clínico [1], cerca de 70-85% dos pacientes com depressão grave relataram que o tratamento foi eficaz. A equipe do Psymposia conversou com um psiquiatra experiente para mergulhar mais fundo e aprender mais sobre como exatamente isso funciona. O texto deixa bem claro mas eu vou reforçar: não é recomendado o uso caseiro dessas substâncias pra qualquer auto tratamento. As pesquisas são feitas em conjunto com a terapia. É necessário um profissional experiente para que se tenham algum resultado e se reduza os riscos. Entrevista: P: Alguns psiquiatras prescrevem a ketamina ""off-label"" para depressão. O que significa off-label exatamente? R: Off-label refere-se ao uso de um medicamento aprovado pela FDA para um propósito diferente da indicação de que foi aprovado. O uso off-label de medicamentos é comum e é totalmente legal prescrever para outros sintomas além da indicação aprovada pelo FDA. Para que um medicamento seja aprovado pelo FDA, deve ser provado que é seguro e eficaz para a indicação proposta. Todas as drogas têm potencial para efeitos adversos, portanto, para que uma medicação seja considerada segura, ela deve ter uma baixa incidência de efeitos adversos graves, em comparação com os benefícios derivados do tratamento da condição indicada. Um medicamento pode ser eficaz para outras condições que não a indicação aprovada. Enquanto a medicação for comprovadamente segura, os médicos podem prescrever legalmente um medicamento para uso off-label. Uma droga aprovada tem um perfil de segurança bem conhecido, por isso é geralmente seguro considerar uma medicação para outras condições. P: Quais são alguns exemplos de outros medicamentos que são prescritos off-label? R: Alguns antidepressivos que tiveram a aprovação do FDA para o tratamento da depressão têm sido usados para dor neuropática ou síndromes de dor crônica por mais de 30 ano. Outro exemplo é a trazodona - uma medicação mais antiga que tem aprovação da FDA para o tratamento da depressão, mas também é muito sedativa a ponto de dificultar a obtenção da dose total pelo efeito antidepressivo. Assim, por causa de seus efeitos colaterais sedativos, tornou-se comumente usado para insônia em doses mais baixas. Pode-se supor que é seguro o suficiente em doses mais baixas para usar na insônia simples, porque foi estudado em doses mais altas na depressão. P: Então, como os médicos dão a ketamina aos pacientes, uma vez prescritos para eles sem indicação? R: A ketamina é administrada por via IV em um ambiente supervisionado, usando 1/10 da dose do anestésico, que é de 0,5 mg / kg de peso corporal. O efeito tende a ser adiado para o dia seguinte, quando algum tipo de reajuste e liberação de pensamentos e emoções habituais ocorre, deixando uma oportunidade de se envolver em terapia para ajudar a solidificar os resultados. O efeito antidepressivo da ketamina tende a diminuir em poucos dias. O dextrometorfano (DXM) nas doses habituais de venda livre para tosse é administrado duas vezes por dia para ajudar a manter o efeito antidepressivo da ketamina. O DXM afeta receptores similares e vias neurais como a ketamina em um nível muito mais leve e atenuado. Alguns médicos prescrevem o DXM na esperança de que ele possa aumentar e manter os efeitos do tratamento com ketamina. Um médico em San Diego está dando ketamina por via oral na mesma dose de 0,5 mg / kg de peso corporal para a depressão situacional em pacientes de cuidados paliativos com bons resultados. É um pequeno número de pacientes, mas até agora ele descobriu que é geralmente bem tolerado e eficaz. A ketamina só vem em formulação IV - não há formulação oral comercialmente disponível. Então você tem que usar uma farmácia de manipulação, onde medicamentos personalizados em doses específicas são criados para atender às necessidades específicas de um paciente. Ketamina para depressão é experimental. Não há evidências suficientes de segurança e eficácia para justificar o uso amplamente distribuído do rótulo neste momento. Para pacientes ambulatoriais, os protocolos de tratamento envolvem administração oral ou intravenosa em consultório supervisionado. Não é como uma receita a ser tomada em casa. P: Quais são algumas preocupações / riscos em prescrever ketamina off-label para depressão? R: A questão importante é o fato de que o uso dela para a depressão ainda é altamente experimental. Não seria uma preocupação tão séria se fosse uma medicação simples como o ibuprofeno sendo usado para o tratamento da tosse - que pode funcionar quando a tosse está relacionada à inflamação na traqueia. O ibuprofeno é um medicamento bastante seguro. Ketamina não é. Pode ser usado em doses anestésicas para induzir um estado dissociativo no qual a dor não é sentida. Qualquer medicamento que seja usado para anestesia pode ser letal se usado em excesso. A ketamina foi estudada pelo FDA somente para o uso anestésico. Não há dados sobre a segurança de doses repetidas ao longo do tempo. O uso de ketamina para depressão está sendo monitorado de perto e estudado. Os protocolos enfatizam a importância de filtrar as pessoas com histórico de abuso de substâncias. Existe a preocupação de que tais pacientes possam ser mais propensos a responder à baixa dose de ketamina desenvolvendo respostas aditivas ao uso da medicação. O uso também é limitado a apenas alguns tratamentos por semana durante um número limitado de semanas. O problema é que o efeito antidepressivo desaparece, então a ideia é usar esses dias, quando o humor é melhorado para trabalhar em questões psicológicas, mudar a perspectiva e quebrar ciclos de pensamentos negativos habituais. P: Como isso funciona exatamente? O que a ketamina faz? R: O uso de ketamina para depressão é análogo ao uso de fitoterapia no xamanismo. Ayahuasca, por exemplo, focando cada vez em um objetivo específico desejado da cerimônia - purificação, esclarecimento, ensinamento e / ou cura de uma doença específica ou preocupação. A ideia é usar os insights obtidos a partir da consciência expandida e da consciência e incorporar as ideias e insights na vida diária. O objetivo do uso cerimonial repetido da ayahuasca é poder acessar e reter os insights e expandir o nível de consciência sem a necessidade da planta. Lembrando-se do estado de percepção ampliada e reinserindo conscientemente esse nível de consciência, você pode incorporar os efeitos da planta em sua vida diária. Assim, da mesma forma que a ketamina, a ideia é entrar num estado de liberação da depressão, sentir como é ter o fardo da depressão aliviado e aprender a manter esse estado de espírito pela intenção e prática conscientes. Alguns pesquisadores notaram que a ketamina parece romper as amarras dos pensamentos negativos crônicos e estados emocionais negativos que se autoperpetuam quando deprimidos, e quebrando os padrões por algumas horas ou dias, você tem a oportunidade de seguir adiante sem continuar com pensamentos e sentimentos negativos. É como um reboot de um computador. Um desligamento momentâneo, definindo os mostradores de volta para zero e, em seguida, começando novamente. Um médico britânico da Inglaterra sugeriu que a ketamina está de alguma forma lidando com as ""rotinas"" em nossos pensamentos e emoções. Quando certos pensamentos e sentimentos negativos são repetidos muitas vezes, você tende a recuar nas mesmas rotinas várias vezes. Ele sente que a substância limpa os sulcos, como repavimentar uma rua, proporcionando uma superfície lisa para responder e seguir em frente em uma direção diferente, em vez de seguir os mesmos caminhos antigos. ______________ Um outro artigo recente cita um possível problema no uso de Ketamina para depressão: Novas pesquisas ligaram os efeitos da droga ao sistema opioide do cérebro - o que significa que ela potencialmente atua como um opioide como a morfina ou a oxicodona, mas de uma forma diferente. Também é possível que ela esteja apenas liberando endorfinas no cérebro, como um opióide, em vez de agir diretamente sobre os receptores opioides. Mais pesquisas são necessárias para descobrir o que está acontecendo, mas por enquanto os cientistas estão recomendando cautela. ""Com essas novas descobertas, devemos ser cautelosos sobre o uso repetido e generalizado da ketamina antes que novos testes mecanísticos sejam realizados”. ______________ Fonte: Entrevista: https://www.psymposia.com/magazine/a-doctor-explains-how-prescribing-ketamine-for-depression-works/ Ketamina atuando como opioide? https://www.sciencealert.com/doctors-find-opioid-problem-with-using-ketamine-for-depression ______________ Referências: [1] - https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3677048/
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    Sobre Ketamina

    Galera, vou escrever aqui para compartilhar conhecimento sobre key (ketamina) É uma droga que tem ganhado espaço na cena e é toda cheia de mitos, tabús e preconceitos. Gostaria, se possível, que o post fosse alimentado somente por pessoas quem usam a substância ou possuem algum conhecimento mais aprofundado para passar. Bom, antes de tudo, a ketamina é um anestésico sim. Mas não só veterinário, como também humano.Não tem nada a ver com cocaína, com MD, com cristal moído, etc... O risco de morte dela não é alto. Porém existe. Todas as drogas matam e ela mata tanto quando bala e doce, por exemplo(é raro). Aliás, é uma droga amplamente usada em festas da cena GLS (eletrônica tribal) e nunca vi ninguém morrer com isso. Eu uso há 5 anos nas festas e também em churrascos, encontro com amigos, etc. Meus amigos e minha turma toda usa. Todos nós usamos inclusive com álcool, MD, bala, etc... Com álcool, deve-se ter precaução na bebida... pois corre o risco de dar um super enjôo e vômito. Com GHB ela corre o risco de derrubar você. (o GHB mata mais que qualquer outra droga, portanto existe um risco maior se usado com keta.) Com MD e bala, ela não baixa a vibe se usada em pouca quantidade. Mas se usar em maior quantidade, ela baixa a vibe, te faz brisar, as vezes sentar. O key está saindo da cena GLS e está chegando em outras cenas da eletrônica e ela chega recheada de preconceitos! O primeiro preconceito é: Ela é de CHEIRAR. Para quem não é adepto do pó, o ato de cheirar ou ver um amigo cheirando assusta. É ""feio"". Mas key não se cheira carreira! O key é consumido na ponta de uma chave automotiva ou na ponta das perninhas do seu óculos de sol. É uma quantidade bem pequenina MESMO. O efeito é instantâneo, uma vez que ela é absorvida pelas mucosas nasais. Dependendo do quanto vc cheirou no tiro ou do quanto vc já vem cheirando na noite, o efeito dura entre 20 minutos e 1 hora. É cumulativo. Vc dá um tiro agora... Sente a brisa. Dá um tiro 30 minutos depois... aumenta a brisa... E assim vai. Quanto mais fizer, mais brisa vai sentir! * Os efeitos mínimos são: Embriaguez. Brisa leve. Sensação de bem estar. Leveza! * Os efeitos máximos são: Brisa pesada! Vai para outro lugar. Pega a nave. Psicodelia total. Beijo tchau, foi embora! volto já. Mas calma! Você vai voltar... ficará no máximo 1 hora nessa brisa pesada. Key-hole? Buraco do key? O que é? Nada mais é do que quando vc cai nessa brisa pesada e ""vai embora"". Para quem está de fora, você vai ver a pessoa inerte. Sem falar. Sem se mexer. Ela está em ""outro lugar"". Comecem com quantidades pequenas. As menores possíveis! E vão aumentando de acordo com o quanto você quiser ficar brisado! O intuito desse meu post não é encorajar ninguémj à usar, afinal... quanto menos a gente usar, melhor é. Certo? Quero apenas passar conhecimento e quebrar preconceitos, mitos e tabús em cima dessa droga. Usem com moderação! Aliás, toda droga exige moderação, certo? E se você não sabe disso, é porque ainda tem muito a aprender, amigão! Have a good trip! -Gui"
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    MDMA E ANTIDEPRESSIVOS

    Uma dúvida que acontece frequentemente em vários grupos, fóruns e nas rodas de conversa. Posso tomar MDMA se tiver tomando antidepressivos? O que vou tentar fazer aqui pra responder é mostrar como essa combinação pode funcionar. Existem algumas varáveis fisiológicas e psicológicas que podem resultar em efeitos diferentes. Se as substâncias sozinhas podem funcionar de diferentes maneiras para cada usuário, quando combinadas com outras medicações isso pode ficar ainda mais imprevisível. - A maioria dos usuários de antidepressivos não sentem os mesmos efeitos comuns do MDMA e costumam usar doses maiores; - Alguns usuários de antidepressivos sentem os mesmos efeitos do MDMA que outros sem precisar aumentar as doses; - Alguns usuários de antidepressivos têm comedowns (efeitos de ressaca/rebordose pós MDMA) muito mais acentuados nos dias seguintes ao uso de MDMA; - Alguns usuários de antidepressivos não sentem nenhuma ressaca nos dias seguintes pois os antidepressivos também podem atuar como neuroprotetores; - Alguns usuários de MDMA que não tomam antidepressivos também não sentem os mesmos efeitos que outros e também tem comedowns mais presentes. Aqui vale deixar um adendo que não vou aprofundar no momento pois pode deixar o texto muito extenso. Estamos falando de um tipo de antidepressivos, os inibidores seletivos de receptação de serotonina (ISRS) que são os mais usados, mas existem outros tipos: Antidepressivos Tricíclicos (ADTs) Inibidor seletivo de recaptura de 5-HT/NE (ISRSN) Inibidores de recaptura de serotonina e antagonista alfa 2 (IRSAs) Inibidor seletivo de recaptação de norepinefrina (ISRN) Inibidor seletivo de recaptura de dopamina (ISRD) Antidepressivo noradrenérgico e específico serotoninérgico (ANES) Agora que eu deixei claro que apesar de uma maioria ter determinados resultados, não existir uma regra, vamos explicar um pouco os funcionamentos dessas substâncias. Existe uma analogia citada por um médico numa matéria da Vice que é bem interessante. “Antidepressivos (ISRS, inibidores seletivos de receptação de serotonina) operam aumentando o bloqueio de recaptação, ou seja, eles não deixam que seu nível de serotonina diminua, mas não aumentam. Isso é análogo a uma piscina: os níveis de água são mantidos constantes pelo sistema de reciclagem de água. O MDMA trabalha em três estágios de neurotransmissão: ele também bloqueia a recaptação, mas também aumenta a liberação de serotonina a partir das células pré-sinápticas. - análoga à água que entra na piscina - e aumenta a recepção na célula pós-sináptica. Em suma, o impacto do uso de MDMA na serotonina na sinapse é uma piscina em que o bombeamento de água é aumentado enquanto os drenos param de funcionar. Resultado: a piscina é inundada com água e transborda fazendo desperdiçar água.” Então, eles efetivamente se anulam, mas combinar os dois coloca você em risco real? Não particularmente, mas isso torna o MDMA menos interessante. A maioria vai acabar tomando mais para suprir esses efeitos do bloqueio. Mas provavelmente não estará recebendo os efeitos psicológicos de empatia e eufóricos tomando mais, e sim, mais efeitos fisiológicos - pressão arterial mais alta, maior frequência cardíaca e temperatura mais alta. Você também ainda pode sentir os efeitos dopaminérgicos e noradrenérgicos, afinal, o MDMA não atua somente na serotonina. A dopamina atua no sistema de recompensa, que é o método do corpo de regular e controlar comportamentos específicos, induzindo efeitos motivacionais. Mas o MDMA tem atuação muito maior na serotonina do que na noradrenalina e dopamina, por isso, não espere efeitos muitos significantes. O MDMA é uma droga relativamente segura, mas em doses exageradas porque você está tentando superar os efeitos dos antidepressivos, isso pode ser um problema. Finalmente o que pode acontecer é que você não chegará aos efeitos positivos que seus amigos tiveram mas pode sentir junto com eles os efeitos negativos posteriores provavelmente piorados porque você aumentou as doses. Além disso, existe pouca pesquisa sobre o assunto, não sabemos muito mais que isso. Ainda não sabemos qual o efeito que o MDMA pode ter na continuação do seu tratamento com antidepressivos nos dias seguintes, mas que há uma forte possibilidade de que a medicação não seja capaz de funcionar quando seus níveis de serotonina ainda estiverem fora de sintonia. Ben Sessa, um psicólogo que realiza pesquisas em psicofarmacologia, concorda. ""A regra geral é não combinar antidepressivos com MDMA"", e acrescentando que, em primeiro lugar, não sabemos tudo o que precisamos saber sobre essa interação medicamentosa; e em segundo lugar, as reações podem ser altamente idiossincráticas e difíceis de prever. Idealmente, se você estiver tomando MDMA, você não deveria estar tomando outro medicamento"". “Mas Marcello, eu tomo antidepressivos há muito tempo e tenho os efeitos do MDMA normalmente sem precisar aumentar as doses e não tenho efeitos de rebote”. - Eu quero acreditar em você, mas não saberia dizer como isso é possível. Você tomava antes de usar esses remédios? Será que os efeitos que você sente são realmente os efeitos que o MDMA poderia te proporcionar quando não usava antidepressivos? “Então quer dizer que os riscos seriam apenas de eu não sentir os efeitos e ter uma ressaca pior depois do uso? Então vale a tentativa?” - Não é bem assim. Existem riscos mais raros, mas existem. Não, não é o risco da síndrome de serotonina. Esse risco era possível nos medicamentos antidepressivos antigos que eram inibidores da monoamina oxidase, os IMAOS. Eles são proibidos atualmente. Mas existem alguns riscos mais raros: Tanto o MDMA quanto os antidepressivos podem causar SIADH (Síndrome da Secreção Inapropriada de Hormônio Antidiurético) ela se desenvolve quando o hormônio antidiurético (vasopressina) é liberado em excesso fazendo com que o órgão retenha líquido e reduza o nível de sódio no sangue. Como resultado, mais água é retida no corpo, diluindo o nível de sódio. Um baixo nível de sódio pode causar hiponatremia, resultando em vômitos, desmaios, convulsões e até coma ou morte. “Então basta eu parar alguns dias com a medicação pra tomar o MDMA e depois eu volto a tomar, certo?” - Errado. Muito errado. Primeiramente porque isso não vai adiantar. Os antidepressivos podem causar uma regulação negativa dos receptores: isso pode ocorrer porque os receptores estão cronicamente expostos a uma quantidade excessiva de neurotransmissores. Isto resulta na dessensibilização desse receptor. Isso significa que os antidepressivos afetam o sistema de serotonina do seu cérebro de maneira negativa e positiva; a ideia é que os efeitos positivos superam os negativos, isto é, os níveis mais altos de serotonina superam o fato de que seu cérebro não a usa de forma tão eficiente. Basicamente, isso significa que, mesmo por várias semanas após o término de um tratamento com antidepressivo, o cérebro pode ser menos eficiente no uso da serotonina e o MDMA pode ainda não funcionar como esperado. Em segundo que pode ocorrer uma síndrome de abstinência desses remédios. Os sintomas dessa descontinuação são diversos, sendo os mais comuns mal-estar generalizado, náuseas, cefaléia, letargia, ansiedade, confusão mental, tremores, sudorese, insônia, irritabilidade e distúrbios de memória e sono. E por último, mas não menos importante: será que o que você está tomando é realmente MDMA? Outras substâncias como DXM podem ser fatais se combinadas com antidepressivos e outras podem ser potencialmente mais passíveis de uma rebordose pesada com as catinonas, mais conhecidas como “sais de banho” (MDPV, Pentilona, Mefedrona, APVP e outras) e metanfetamina. Resumo: O uso crônico de antidepressivos, como é feito no tratamento da depressão, parece reduzir os efeitos do MDMA. Ou seja, uma dose maior de MDMA é necessária para atingir o efeito esperado. Mas não para todas pessoas. Essas doses maiores podem causar danos e piorar os efeitos negativos. Mas não para todas pessoas. Os riscos dessa combinação são baixos, mas existem. Não é necessário e nem recomendado parar o tratamento para usar MDMA. Você pode não saber o que tem realmente no seu ecstasy ou no seu “MD”, outros adulterantes podem sim, ser mais perigosos se misturados. _____________________ Fontes: Erowid: MDMA e antidepressivos: https://erowid.org/chemicals/mdma/mdma_info9.shtml Estudo: Interação de Paroxetina e MDMA em humanos https://erowid.org/references/refs_view.php?ID=1388 Estudo Citalopran e MDMA em humanos: https://erowid.org/references/refs_view.php?ID=392 Desinformação sobre drogas ilícitas Uma resposta do Erowid a uma carta no New England Journal of Medicine: https://erowid.org/general/mentions/mentions_2001-10_nejm_response.shtml Discussão no Bluelight: http://www.bluelight.org/vb/archive/index.php/t-72100.html Matéria na Vice: MDMA e ISRS: https://www.vice.com/en_uk/article/padgjm/everything-you-need-to-know-about-mixing-mdma-and-antidepressants-safe-sesh Hempadão: MDMA e antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de Serotonina http://hempadao.com/mdma-e-antidepressivos-inibidores-seletivos-de-recaptao-de-serotonina/ Síndrome de descontinuação dos antidepressivos http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=3918 Regulação negativa e positiva: https://en.wikipedia.org/wiki/Downregulation_and_upregulation Psicofarmacologia de antidepressivos http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44461999000500006 MDMA: https://psychonautwiki.org/wiki/MDMA https://erowid.org/chemicals/mdma/mdma.shtml Catinonas: https://psychonautwiki.org/wiki/Substituted_cathinone
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    UMA MISTURA PERIGOSA: MDMA E ÁLCOOL

    Material traduzido e adaptado de um recente artigo da Vice americana e dados de dois estudos científicos com humanos e animais de 2009 e 2012. Usar MDMA e álcool ao mesmo tempo é como puxar seu corpo em duas direções muito diferentes. Na maioria dos festivais de música, boates e outros locais com alto uso de MDMA, geralmente há outra droga sendo consumida: álcool. A mistura de álcool e MDMA se tornou mais popular nos últimos anos, diz Joseph J. Palamar, professor de saúde do Centro Médico Langone da Universidade de Nova York. Mas quando as pessoas fazem isso, elas podem não perceber que essa combinação as coloca em maior risco do que qualquer outra droga sozinha. Por um lado, ambas as substâncias aumentam o risco de desidratação, diz Tzvi Doron, um médico de Nova York e diretor clínico do aplicativo de saúde “Roman”. O MDMA faz isso aumentando a temperatura do seu corpo, a atividade muscular e a transpiração, enquanto o álcool faz você perder o líquido quando faz xixi. Você corre um risco ainda maior de desidratação se estiver dançando sem parar num ambiente quente, como as pessoas costumam fazer em festivais e clubes. Quando a desidratação se agrava, você pode experimentar desidratação do compartimento neural - uma falta de água disponível para os nervos, diz James Giordano, professor de neurologia e bioquímica do Centro Médico da Universidade de Georgetown. O fluido é retirado de suas células cerebrais, comprometendo sua capacidade de funcionar, o que pode levar a insuficiência cardíaca, insuficiência respiratória ou coma. As propriedades diuréticas do álcool - aquelas que fazem com que você precise fazer xixi sem parar - também o tornam perigoso quando combinado com o efeito colateral do MDMA de retenção urinária. Você está produzindo mais urina por causa do álcool, mas por causa do MDMA, você não pode eliminá-lo, o que pode levar a danos nos rins ou na bexiga e aumentar a toxicidade da ureia no sangue, diz Giordano. Em casos graves, a toxicidade da uréia pode colocá-lo em coma. As duas drogas combinadas também podem ser um duplo golpe para o seu senso de julgamento, diz Doron. Como o álcool é depressivo, ele prejudica suas habilidades motoras, o que pode tornar perigosas as tarefas como dirigir. Mas o MDMA é um estimulante, o que pode fazer você se sentir alerta e capaz de executar tais tarefas mesmo que não esteja. “Os efeitos do álcool no julgamento e coordenação continuam mesmo quando combinados com o MDMA”, explica Doron. ""Isso pode contribuir para uma situação particularmente perigosa, onde as pessoas sentem que estão menos prejudicadas do que realmente são."" Drogas como o MDMA também podem levá-lo a julgar o quanto de álcool você pode tolerar e aumentar as chances de você beber demais. As consequências da combinação de álcool e MDMA podem durar mais que os efeitos das drogas separadas. As propriedades depressoras do álcool podem intensificar o temido colapso do MDMA no final da noite, quando seu suprimento de serotonina passa e você se sente deprimido, ansioso ou irritado, diz Giordano. E no dia seguinte, você poderia estar lidando com duas ressacas de uma só vez, como se a letargia e irritabilidade de uma ressaca de MDMA por si só não fosse suficiente. Muitas pessoas têm a falsa impressão de que o álcool não é uma droga o que pode levá-las a pensar sobre o que elas misturam. Mas o álcool interage com drogas recreativas como qualquer outra substância. E quanto mais forte o álcool que você consome, maiores serão esses efeitos indesejados, e, claro, quanto mais de cada droga você usar, maior será o risco. . Além disso, os efeitos combinados do álcool e do MDMA no sistema nervoso autônomo podem levar à arritmia cardíaca ou a um ritmo cardíaco anormal que pode atrapalhar sua circulação, colocando seus órgãos em risco de danos, acrescenta Giordano. Obviamente, tanto o álcool quanto o MDMA apresentam riscos mesmo sozinhos. Mas se você vai usá-los, é mais seguro somente um de cada vez. Combinados ou não, certifique-se de beber água para evitar a desidratação. _____________________ Fontes: This Is What Happens When You Combine Molly and Alcohol https://tonic.vice.com/en_us/article/mb4edy/combining-M.D.M.A-molly-alcohol Acute psychomotor effects of MDMA and ethanol (co-) administration over time in healthy volunteers. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19164498 Effect of intermittent exposure to ethanol and MDMA during adolescence on learning and memory in adult mice https://behavioralandbrainfunctions.biomedcentral.com/articles/10.1186/1744-9081-8-32 Recomendações: CHECKLIST: PRIMEIRA VEZ USANDO MDMA
  14. É físico, mental ou ambos? Por Suzannah Weiss Depois da minha primeira cerimônia de ayahuasca, na qual não senti quase nada, ouvi com inveja um homem que vomitava enquanto imaginava Donald Trump. O presidente representava tudo de vil para ele, disse. O facilitador do retiro explicou que as pessoas que tomam ayahuasca (um chá feito de uma planta amazônica alucinógena e consumida em cerimônias xamânicas) muitas vezes sentem que estão expelindo toda vileza dentro de si quando vomitam. Então, antes do meu primeiro vômito de ayahuasca durante a minha terceira cerimônia, peixes podres apareceram no interior das minhas pálpebras, e a palavra “vil” também veio à mente. Depois, a visão dos peixes desapareceu. Muitos descrevem experiências semelhantes. ""Eu estava me sentindo mal no estômago e falava com uma força exterior, quase como um guia"", diz Kristy Belich, um comediante de 31 anos na área de Washington, DC. ""Eles me disseram: 'Chegou a hora'. Eu tinha um pequeno balde ao meu lado e eles me disseram para vomitar até que a luz verde parasse. Na terceira vez, a luz do vômito era laranja e amarela"". Nick Polizzi, 39 anos, de Boulder, Colorado e autor de ""A Ciência Sagrada: Um Antigo Caminho de Cura para o Mundo Moderno"", também se lembra de um profundo vômito de ayahuasca. ""Uma pressão estava crescendo dentro do meu corpo, encapsulando todo o sofrimento e o tormento, subindo pelo esôfago como mercúrio em um termômetro"", lembra ele. “Meus olhos se abriram e da minha boca saiu um som que eu não sabia ser capaz de fazer. Foi um gemido demoníaco, direto de um filme de terror. Eu me atrapalhei no escuro procurando pelo meu balde, e o encontrei bem quando um rugido ainda mais alto escapou da minha garganta, acompanhado por algumas doses de vômito. Naquele momento, toda a desorientação e medo cessaram"". Talvez o efeito mais conhecido da ayahuasca seja seu efeito purgativo — daí o balde ao lado do tapete de cada participante. Segundo a crença tradicional, a purgação pode ocorrer por vários meios, incluindo diarréia, tremores, choro e sudorese, diz Evgenia Fotiou, professora-assistente de antropologia da Kent State University, que entrevistou xamãs e participantes de cerimônias da ayahuasca em todo o mundo. As pessoas às vezes descrevem os aspectos mentais da viagem provocando o vômito e, depois disso, a jornada frequentemente muda de rumo, diz Luís Fernando Tófoli, professor de psicologia médica e psiquiatria da Universidade de Campinas, que também estuda a ayahuasca. Esses efeitos decorrem do impacto da ayahuasca sobre o sistema serotoninérgico — envolvendo o neurotransmissor serotonina — que influencia várias coisas, incluindo humor e percepção visual e auditiva, diz James Giordano, professor de neurologia e bioquímica do Centro Médico da Universidade de Georgetown. O vômito, em particular, vem de sua ação na área postrema, a parte do tronco cerebral que controla a vontade de vomitar. Nesta região do cérebro, a ayahuasca atua nos receptores de serotonina 5HT3 — que também estão no intestino — potencialmente contribuindo para náuseas, vômitos e diarréia, diz Tófoli. Agravando os efeitos, a ayahuasca aumenta os níveis de serotonina no intestino e no cérebro. ""O mau gosto da bebida ayahuasca também é responsável por náuseas, mas principalmente logo após a ingestão"", diz Tófoli. ""Como a purgação pode ocorrer muito tempo depois do consumo, esse efeito provavelmente não é tão importante quanto a ação direta no intestino."" O líquido na preparação também parece contribuir para o vômito, acrescenta. Vomitar é menos comum após o consumo de ayahuasca em forma liofilizada. Como o impacto da ayahuasca na área postrema é muito intenso, o vômito geralmente é mais violento que o usual. ""A natureza desse tipo de vômito é extremamente purgativa"", diz Giordano. ""É vômito profundo, realmente profundo e induzido neurologicamente. Você literalmente sente como se estivesse vomitando tudo o que você comeu desde seu nascimento. É como um mega-cuspe"". A força do vômito explica parcialmente porquê você sente como se estivesse vomitando pensamentos, emoções ou experiências, acrescenta ele. Além disso, as pessoas simplesmente se sentem mais felizes quando não estão doentes, levando à percepção de que sentimentos negativos deixaram o corpo. Não há nenhuma razão neurológica conhecida do por que o vômito parece ser mais que físico, meus especialistas postulam; parece que é assim por causa da jornada emocional ocorrendo simultaneamente. “Provavelmente há uma influência considerável do contexto social”, diz Tófoli. “Em todas as tradições da ayahuasca da América do Sul que eu conheço, a purga é considerada como uma espécie de limpeza física e espiritual, e não é entendida como um efeito colateral indesejável”. Muitos ainda acreditam que a causa do vômito é emocional, mesmo que não haja ciência por trás desse raciocínio. “Me foi dito [por um xamã] que não é a ayahuasca que deixa alguém enjoado e doente durante a cerimônia; são as coisas negativas que existem no corpo, como raiva, depressão, tristeza e medo, que resistem a deixar o corpo”, diz Fotiou. “Isso foi ecoado na maneira como as pessoas discutiam sobre alguém que havia se sentido mal em uma cerimônia. Eles atribuíam isso ao fato de que ele ou ela tinha muitas coisas negativas para purgar... De um modo geral, pensava-se que uma vez terminado o expurgo, a ayahuasca levaria essa pessoa a um estado de êxtase"". De fato, em culturas com rituais em torno da ayahuasca, a purgação física e mental nem sempre são vistas como fenômenos separados. ""Você não encontrará essa separação entre corpo e emoção nas culturas nativas"", diz Fotiou. ""O corpo é onde a emoção e até mesmo o conhecimento vive"". Desculpem possível erros de tradução. Tradução por Luís Fernando Tófoli, postado no grupo PreParty
  15. Por Seth Ferranti, um dos prisioneiros que usou, hoje colunista da VICE. ""Pode-se imaginar que a prisão está ligada a muitas coisas associadas a bad trips: espaços fechados, policiais e pessoas violentas que podem foder com sua cabeça recheada de psicodélicos. Para os prisioneiros, porém, uma dose de LSD pode expandir a mente, assim como as paredes de suas celas. Prisioneiros gostam de drogas, é claro. Quando você está trancado, é fácil querer fugir da realidade por todos os meios possíveis, e as drogas são um método eficaz para que isso aconteça. Eu era um infrator não-violento que foi condenado por venda de LSD e conheci uma variedade de entusiastas psicodélicos durante meus mais de 20 anos atrás das grades. Eu dei um jeito de colocar minhas mãos em algum ácido quando eu estava na cadeia, e foi uma experiência muito fodida. Para outras pessoas, no entanto, usar LSD não apenas expandiu a mente, mas expandiu as paredes da prisão. Está muito longe de uma rave ou de um show do Grateful Dead, mas pode ser uma experiência de mudança de perspectiva. Abaixo estão três histórias sobre como é viajar enquanto se está preso em uma prisão de segurança máxima, começando com minha própria experiência. Seth Ferranti 44 anos Cumpriu 21 anos por tráfico de LSD Eu poderia dizer que eu sou um veterano no ácido. Antes de passar mais de 20 anos atrás das grades por traficar LSD , eu havia tomado legitimamente milhares de blotters. Depois que acabei na prisão, no entanto, eu realmente não pensei em viajar muito, provavelmente porque foi o que me levou à prisão. Em vez disso, eu me tornei um ""homem da maconha"". Eu contrabandeava, vendia, fumava. Eu não deixei uma sentença de 25 anos me impedir de vender drogas em qualquer uma das sete prisões que eu morei. Independentemente de onde eu estava trancado, eu conseguia contrabandear engolindo balões cheios de drogas. Depois de alguns anos, comecei a mudar minha visão sobre a vida na prisão. Um pouco de ácido pareceu o remédio necessário. Estar na prisão pode parecer ter cegueira na realidade, e às vezes você só precisa abrir as portas da percepção. Era hora de eu expandir minha consciência fora da bolha de encarceramento que eu me encontrava. Em 2005, eu estava no Federal Corrective Institution Fairton, em Nova Jersey, e minha namorada deveria trazer alguns balões de maconha para eu engolir durante uma visita. Eu perguntei a ela com antecedência se ela poderia me trazer algum ácido também. Quando cheguei à pista de dança - como os prisioneiros chamam a sala de visita - minha namorada chegou com más notícias. Ela não conseguiu arrumar os balões a tempo, mas ela tinha um blotter do LSD ""Blue Unicorn"" para mim. Ela foi até a máquina de venda automática, comprou um hambúrguer para mim, colocou no microondas e colocou o papel na mostarda que ela espalhou no lanche. Eu avidamente devorei o sanduíche, esperando estar viajando na sala de visitas com minha namorada muito em breve. Mas as coisas acabaram sendo um pouco diferentes. Eu já tinha trazido muita erva para Fairton, e este foi o dia em que um informante me indicou aos oficiais penitenciários. Nem mesmo uma hora depois da visita, eles me atacaram, fizeram minha namorada sair (depois de revistá-la e não encontrarem nada), e me arrastaram para dentro. O hambúrguer provavelmente estava se instalando no meu intestino grosso no momento em que isso tudo acontecia. Ao passo que minhas pupilas começaram a dilatar e minha visão ficava engraçada, fui levado para o que eles chamam de ""cela seca"" na Unidade Especial de Habitação: Sem água corrente, sem colchão, sem travesseiro, sem banheiro ... nada. Eles me despiram e checaram meus orifícios para ter certeza de que eu não estava escondendo nada antes de me dar um lençol e um par de roupas íntimas. Eles tinham uma grande janela na frente da cela para que pudessem me observar, e havia uma câmera de vídeo montada para manter um olho extra em mim também. Não tenho certeza do que os guardas esperavam ver, mas a filmagem provavelmente só mostrava um recluso apavorado no chão que por acaso estava louco de ácido. Parecia um filme, mas seria preciso uma pessoa seriamente distorcida para imaginar uma experiência psicodélica mais existencialmente fodida. Eu espalhei meu lençol na cama de metal e deitei sob as luzes brilhantes que estavam brilhando em mim. Eu estava familiarizado com a rotina de narcóticos, mesmo que eu nunca tivesse estado em uma cela seca antes. Nas próximas 48 horas - mais tempo do que a viagem em si -, os guardas me fariam evacuar pelo menos cinco vezes em uma tigela de plástico forrada com um saco de lixo transparente, para que eles pudessem pesquisar minhas coisas e procurar por drogas. Quando o tenente da prisão revistou minha tigela, eu o observei ansiosamente enquanto o ácido brincava com meus sentidos. Eu sabia que estava limpo, mas as drogas desencadearam uma paranóia inevitável de que encontrariam algo. E se houvesse balões na minha merda? E se houvesse um saquinho que de alguma forma ficou preso no meu intestino e finalmente estava saindo agora? No momento em que passei por todas as inspeções possíveis, minha psique parecia ter sido colocada em um micro-ondas ao lado daquele hambúrguer. Dizer que a experiência foi um inferno seria um eufemismo. Eu relaxei um pouco quando o alucinógeno se dissipou, mas não é como se você pudesse imediatamente sair de algo assim. Durante o resto do meu tempo por ali, eu deitei na cama fria de metal e tentei não derreter em uma poça enquanto as câmeras continuavam a observar cada movimento meu e as luzes fluorescentes permaneciam acesas. Imaginei que minha primeira experiência psicodélica na prisão seria uma fuga para fora das paredes de arame farpado, mas acabou me levando mais fundo ao abismo do encarceramento. É desnecessário dizer que eu nunca mais tomei ácido desde então. -------- John 'Judge' Broman 35 anos de idade Cumpriu 16 anos por assalto a banco Eu era um Deadhead enquanto vivia do lado de fora - um idiota hippie amante de yoga, fumador de maconha e idiota. Fumei toneladas de maconha e bebi grandes quantidades de bebida na cadeia, mas nunca consegui nenhum ácido até meus oito anos de prisão. Eu acredito que o LSD é um sacramento. Deve ser usado como uma ferramenta para ""chegar até lá"", mas aonde você vai é tudo uma questão de perspectiva. Eu estava trancado na Penitenciária Pollack dos Estados Unidos quando tive a chance de fazer essa viagem depois da minha condenação. Um amigo meu já tinha passado um tempo nos presídios federais e ele sabia como levar todos os tipos de contrabando para uma prisão como aquela em que eu estava. Quando ele me enviou um estoque LSD pelo correio, no entanto, parecia como a merda mais óbvia do mundo: um cartão do Dr. Seuss que dizia: ""Oh, os lugares para onde você vai!"" com uma enorme e perceptível mancha onde ele esguichou o ácido. Ele tentou mascarar a mancha usando marcadores para colorir em torno dela, mas isso a tornou ainda menos sutil. Independentemente disso, ainda fez o seu caminho para a prisão e chegou em minhas mãos. Pollack era uma cadeia onde a violência era comum, e caminhar durante o dia com a cabeça cheia de ácido não era uma realidade que eu queria experimentar. Dizem que você pode virar as costas para um homem, mas nunca virar as costas para uma droga. Na prisão, não queria virar as costas também. Então planejei com antecedência e reuni uma equipe de colegas de confiança e planejei onde e quando comeríamos os psicodélicos. A gangue incluia um cara recentemente preso por tráfico de drogas com algumas sentenças de prisão perpétuae outro cara de 20 e poucos anos que nunca tinha usado ácido, mas sempre quis. Nós planejamos usar o LSD à noite, depois que eles nos trancaram em nossa cela, onde era seguro. Por volta das nove da noite, as drogas começaram a bater. Na nossa cela, tínhamos dois violões, um baixo e um sistema de som com um amplificador e alto-falantes roubados que tirávamos da lavanderia. Com o ácido percorrendo nossos corpos, precisávamos de alguma coisa para vibrar. Apagamos as luzes e acendemos velas caseiras e incenso por toda a cela. Nós três começamos a tocar músicas punk com o volume baixo para não sermos pegos, e passamos as próximas duas horas tocando a noite. Parecia uma sessão com música ao vivo. Depois de um certo ponto, meu um dos caras caiu depressão como o fato de que ele estava em sentença perpétua, isso começou a penetrar em seu cérebro. Eu, por outro lado, voltei para ""eu"" e comecei a pensar nos oito anos de prisão que eu tinha pela frente. Pela primeira vez desde que fui trancado, a ideia de que eu acabaria saindo pareceu real. Eu estava preso na penitenciária, mas não para sempre. Eu tive um encontro. Meu encarceramento não definiria a totalidade da minha vida - uma epifania que foi a própria mudança de vida. O resto da viagem foi tranquilo, mas a experiência marcou um ponto crucial para mim. O restante do tempo que ainda tinha que ficar na cadeia me pareceu mais curto. Quando as pessoas me perguntavam quanto tempo eu ainda tinha que ficar ali, respondia: ""Vou para casa em breve"". Graças a carta do Dr. Seuss. -------- Tim 47 anos velho Prisão perpétua por tráfico de LSD Em 1993, eu estava preso em uma prisão do condado, esperando para ser enviado para as federais por um longo tempo por uma acusação de tráfico. Eu estava lá há seis meses e passava meu tempo dormindo 22 horas por dia e comendo Twinkies do refeitório sem parar para me ajudar a lidar com a grave depressão que eu estava sentindo em relação à minha sentença iminente. Em menos de seis meses na cadeia do condado, ganhei 55 libras. Eu sabia que se conseguisse algum ácido, teria uma chance de viver antes de ir para o curral . Meu aniversário chegou, e os amigos do lado de fora me enviaram 30 blotters de ácido pelo correio - seis deles sob cada selo postal, que era o modo como os Deadheads enviavam LSD pelo país. Eu peguei três blotters mais tarde naquela noite. Quando bateu, imaginei ver um palco mundial com o Grateful Dead, junto com um homem que eu identificaria como o presidente Obama anos depois, acredite ou não. Isso foi antes de ele ser presidente e eu não sabia quem ele era na época, mas acredito que o vi, ou alguém que se parecia com ele. Eu imaginei andando para o palco e apertando sua mão. Foi uma experiência de abrir os olhos e me tirou do mal estar que eu estava me afogando. No dia seguinte eu comecei a me exercitar e decidi que queria voltar a viver, apesar do tempo que estava enfrentando. Quando fui para a prisão de fato na USP Atlanta, em 1994, um amigo recebeu uma cartela que estava coberto de ácido. De alguma forma eles chegaram na nossa mão. Tinham mais de mil dose na folha. Depois disso, eu e meus amigos da prisão estávamos viajando o tempo todo. Foi como estar em turnê com os Dead. Na maioria das vezes, eu só tomava LSD à noite na prisão para que eu pudesse lembrar da banda e apreciar a droga como um sacramento. Uma vez, porém, meus amigos me convenceram a usar alguns às 7 da manhã. Como o destino quis, me chamaram para o escritório do tenente às nove. Eu tinha tomado três doses e estava voando. Eu conseguir levar bem a situação, mas foi o suficiente para me fazer pensar antes de usar de forma tão casual na cadeia novamente. Vários anos depois de tropeçar na cadeia do condado, recebi um livro cheio de uma dúzia de blotter como outro presente de aniversário. Quando tomei esse ácido, vi o mesmo palco com o presidente e os mortos que imaginei quase duas décadas antes. Reconheci Obama dessa vez e cheguei à conclusão de que deve ter sido ele que imaginei durante a primeira trip. Talvez tenha a ver com fantasias de receber clemência de Obama - porque é a única maneira de sair da minha sentença de prisão perpétua. Se eu não comesse esses três blotters escondidos sob os selos postais há tantos anos, não acho que teria sobrevivido tanto tempo por aqui. -------- Fonte: What It's Like to Take LSD in High Security Prison: https://www.vice.com/en_us/article/9bgg7y/lsd-in-prison-111
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    O QUANTO USAR PARA FAZER TESTES COM REAGENTES?

    O principal erro de principiantes na hora de fazer um teste é usar muita substância pra fazer o teste. Além de ser desperdício, isso pode mascarar a reação. Quanto usar?.mp4
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    ARQUIVO: A HISTÓRIA DAS DROGAS

    Algumas fotos, vídeos, documentos e outros achados são muito valiosos e curiosos para que se faça entender um pouco mais sobre como como tudo aconteceu e chegou onde estamos. Nessa publicação, vamos compartilhar algumas dessas evidências. Fiquem a vontade para colaborar. As postagens devem ser feitas nos comentários
  18. Creio que já perceberam que aqui no grupo e na página não vamos esconder ou falar somente dos efeitos positivos das experiências. Devemos sempre lembrar que todas as drogas tem seu ponto negativo, principalmente quando abusadas. Traduzi do Erowid um compilado de pequenos relatos onde os usuários falam dos seus problemas com MDMA. Alguns, com abuso muito alto, outros nem tanto. Alguns, com menos de 10 experiências não sentiram mais a magia das primeiras vezes e sofreram com efeitos negativos. Muitos usuários relatam sentir-se extremamente drenados no dia seguinte ao uso de MDMA. Também experimentam depressão pós-MDMA começando com freqüência no segundo dia após a experiência e durando de 1 a 5 dias, uma pequena porcentagem de usuários relata esses sintomas depressivos por semanas depois. Estes sintomas depressivos incluem irritabilidade, falta de motivação, mau humor extremo, choro inexplicado, incapacidade de se concentrar em tarefas complexas, interrupção da memória e, por vezes, distorções visuais persistentes. Os efeitos secundários negativos de tomar MDMA parecem ser piores com frequências de uso mais elevadas e doses mais elevadas. Vamos aos relatos: Zam: Minha experiência usando apenas 10 vezes, foi que o MDMA é muito complexo para o meu corpo. A ressaca de tem sido muito mais pesada do que qualquer outra droga psicoativa que eu usei, exceto álcool em doses muito altas. A partir das 4-5 horas depois de ter tomado MDMA e todo o dia seguinte, sinto-me muito cansado e morto. No dia seguinte, energia muito baixa e eu me sinto drenado mentalmente e fisicamente por 1-3 dias após o uso. Houve também uma depressão leve que começava 2 dias depois e que durava alguns dias. Eu ficava mais facilmente frustrado e irritável, minha capacidade de focar meus olhos era interrompida ligeiramente por um dia ou dois, e eu me sentia menos motivado. Eu tive depressões semirregulares (geralmente suaves) desde que eu estava na minha adolescência, então eu estou familiarizado com alguns dos sinais e a semana após o uso de MDMA definitivamente tem alguns desses sinais de alerta. Eu tive experiências profundas e maravilhosas nas minhas primeiras vezes com MDMA e tive várias experiências muito boas depois, mas a ressaca e a semana após são ruins o bastante que estou hesitante em querer fazer isso novamente. O meu amigo, que tomou a MDMA o mesmo número de vezes, nas mesmas situações e com doses equivalentes de peso corporal nunca experimentou esses efeitos e teve ressacas muito mais leves. _____________________ Qad: Tomei ecstasy de 3-4 vezes mais em 8 semanas. Comecei a notar perda de memória e outros problemas. Isso foi limitado à memória de curto prazo. Então, mais de um ano depois, tomei novamente e depois comecei a sofrer perda de memória não somente a curto prazo, mas também a médio. Eu também notei (sutilmente) o movimento visual nas semanas após ter usado, a visão prejudicada, vendo borrões rastejantes em algumas coisas. _____________________ Horus: Eu amo as poucas horas maravilhosas que o MDMA oferece, a desvantagem negativa que surge depois resultou em finalmente eu abandonar essa substância. Algumas das desvantagens incluem visão ligeiramente turva por alguns dias depois e uma desagradável depressão de um dia, geralmente no terceiro dia após a viagem. No entanto, o maior negativo é uma diminuição decidida na minha capacidade de lidar com situações estressantes durante a semana. O trabalho diário e os problemas de inter-relação que eu normalmente não tenho problemas para contornar, de repente se tornam montanhas, fazendo com que eu me sinta pesado, sob tensão e vulnerável. Além disso, parece afetar negativamente meu julgamento sobre questões importantes. Olhando para o passado, percebi que tomei algumas decisões muito ruins na semana da ressaca - como comprar impulsivamente algo muito caro e depois terrivelmente lamentar ter feito isso. Finalmente, embora minha namorada e eu tivemos maravilhosamente experiências empatogênicas, sempre parecemos acabar tendo grandes e tendo brigas idiotas depois. _____________________ Ric: Bem, com todos os efeitos negativos que as pessoas sentiram, pensei que deveria publicar as experiências que eu tive. Eu notei uma ligeira ""confusão"" nos dois dias seguintes. O que significa que tive um pouco de dificuldade em concentrar-me ou ficar focado em uma tarefa como o trabalho. Mas meu mau humor realmente aumentou por pelo menos 2-4 dias antes de voltar para a linha de base. Meus amigos também tiveram o mesmo tipo de experiência. Isso ocorreu com pelo menos três lotes diferentes. _____________________ Jay: Tenho notado que, se eu apenas tomar MDMA e não trabalhar em reabastecimento e cuidar de mim mesmo quando eu chegar no comedown, no dia seguinte posso ter um pouco do que eu chamo de sensação áspera. Baixa energia e mau humor. Se eu me reabastecer, no dia seguinte, e às vezes alguns dias depois, geralmente me sinto renovado e pronto. O meu reabastecimento começa em torno da sétima hora após o uso e consiste em leite ou 2 a 2,5 gramas de triptofano, alimentos leves (pães e frutas), 1 g de DLPA (dl-fenilanamina), 1 g de tirosina, um bom amplo espectro antioxidante (carnitina, vitamina e, ácido lipoico, magnésio) e 9 a 21 mg de melatonina para ajudar no sono. Se eu estiver longe do meu fornecimento de vitaminas então, no mínimo eu bebo leite e faço uma refeição leve. Além disso, durante a viagem, eu tento garantir que eu coma frutas e pães, uma vez que 6 horas de atividade pesada, sem uma refeição, é simplesmente idiotice. _____________________ WP: MDMA tende a me fazer sentir extremamente letárgico e sem qualquer apetite. Eu me encontro sentado em um lugar deslumbrado por longos períodos de e me sinto extremamente desmotivado para fazer qualquer coisa. Eu não diria que eu me senti extremamente ""deprimido”, mas muito, muito preguiçoso. Os sintomas físicos geralmente não persistem mais do que um dia, no entanto, e muitas vezes me sinto espiritualmente e emocionalmente renovado durante a semana seguinte. Em uma ocasião, tentei tomar 20 mg. prozac cerca de 6-8 horas após a MDMA, e mais tarde parecia que me senti um pouco melhor e consegui comer mais do que o habitual. _____________________ !Rã: Eu sinto muito fortemente que MDMA me fez formar anexos não naturais às pessoas, os apegos que eu sinto que não eram reais, e me sinto extremamente decepcionado à medida que esses novos relacionamentos se desintegram. Mesmo quando uso apenas com pessoas verdadeiramente próximas, eu ainda experimentava depressões que caíam imediatamente após o uso por algumas semanas; até mesmo com ideação suicida e ansiosa. Sinto que minha tendência para a ansiedade episódica se tornou mais constante. Durante este tempo, e no ano seguinte, perdi minha habilidade de me conectar, lembrar quem era importante para mim e onde estavam meus amigos. _____________________ DDar: Lembro-me, de volta aos tempos míticos, as minhas primeiras viagens com MDMA foram muito empáticas, alegres, perspicazes e leves. Não houve grandes efeitos colaterais e notavelmente nenhuma ressaca de um modo geral. Observava isso muitas vezes, e me sentia muito satisfeito. Mais tarde, com MDMA de diferentes fontes, comecei a ter a sensação de ressaca no dia seguinte, mas o que me fez abandonar isso é que a coisa do maxilar se tornou intolerável. Tornou-se uma grande luta para manter meus dentes separados e resultou em minha boca e língua sendo mastigada. Eu tentei os vários suplementos nutricionais recomendados para aliviar a moagem da mandíbula, mas sem sucesso. Três dias vivendo com aveia e leite não é divertido, e esse tipo de comportamento autodestrutivo é simplesmente estúpido, então desisti. Os únicos efeitos de longo prazo parecem ser um anseio nostálgico para voltar aos sentimentos das primeiras vezes. _____________________ AP: Ok, acho que vou falar aqui também. (Eu não posso perpetuar a conspiração silenciosa por mais tempo!) Talvez eu não quis enfrentar isso antes, mas ... minhas últimas experiências produziu uma tensão de mandíbula intermitente residual com duração de semanas. O que era ainda mais estranho era que a síndrome de moagem dos dentes parecia apenas reaparecer do nada. Finalmente diminuiu, mas foi enervante por um tempo. Parecia indicar que o material ainda estava no meu corpo, influenciando meu sistema nervoso. _____________________ AA: No passado, um amigo meu usou mdma umas 8 vezes. Ele sofre de enxaquecas semanalmente. MDMA nunca pareceu me causar enxaquecas. No entanto, o estresse os desencadeia com muita facilidade. E depois do mdma, é muito fácil amplificar mesmo o menor gatilho de estresse. _____________________ DS: Usei MDMA 10 vezes, algumas vezes em um ambiente terapêutico. As sessões estavam entre 4-6 semanas de intervalo. Foi MDMA de alta qualidade. A primeira experiência foi definitivamente a mais profunda, mas acho que foi em parte por ser a ""primeira experiência"". As outras 9 vezes não faltou a magia, no entanto, sem dúvida, achei que precisava continuar aumentando a dosagem para obter o mesmo efeito. _____________________ Foi muito difícil para o meu corpo, apesar da pureza, então não continuei a usar, embora fosse extraordinário. Talvez eu possa usá-lo novamente algum dia, mas há um bom equilíbrio entre o que o MDMA tirou de mim e o que ele me deu. _____________________ Mantid: Usei MDMA entre 10 e 15 vezes. Eu diria que as últimas 5 vezes resultaram em um ""acidente"" e que eu interrompi a experimentação por causa disso. Eu costumo ter uma excelente experiência enquanto estou sob o efeito, e logo depois escorregar para um leve estado de decepção à medida que os efeitos desaparecem. Ao atingir a ""linha de base"", muitas vezes eu lanço uma memória da experiência e tudo o que aprendi, embora possa ficar difícil de lembrar. As resoluções que faço enquanto estou sob os efeitos de repente parecem ingênuas e baseadas em drogas. As conexões que eu fiz pareciam artificiais e também baseadas em drogas, já que minha mente original retoma o controle. O segundo dia depois é similar para o primeiro. O terceiro dia é o pior. Cansado, irritadiço, cético sobre o valor do MDMA e fazer o tipo de promessas que um bêbado pode fazer no banheiro (""apenas me deixe sentir melhor, nunca mais vou beber""). Algumas experiências, penso, foram tão positivas que a ""ressaca"" é transparente ou inexistente. A carga emocional tem sido tão forte que transporta para a ""vida real"", mas essas experiências foram, infelizmente, a minoria. Alguns amigos relataram distúrbios visuais com duração de 6 semanas ou mais, dificuldade em concentrar, ansiedade, irritabilidade, vertigem, etc. Eu tenho alguns desses sintomas, principalmente os distúrbios visuais, que tende a relacionar com o uso de drogas em geral, embora eles atingiram o pico durante os períodos de pico do uso de MDMA. Não usei muitos psicoativos (incluindo maconha) nos últimos 8 meses, e os sintomas não melhoraram. Eu tentei 5-htp e não percebi nenhum efeito positivo, embora cada experiência tenha sido tão única que uma comparação real é difícil. O principal ponto de interesse foi que 2cb parece incrivelmente útil. Dado no momento em que o pico parece estar terminando, os efeitos agradáveis do MDMA são prolongados e diminuem suavemente. Além disso, os efeitos dos próximos dias parecem reduzidos ao usar esta técnica. 2cb também permite dormir logo após o efeito diminuir, enquanto a MDMA pode me manter acordado por uma duração desconfortável depois que os efeitos agradáveis cessam. A carga corporal geralmente é mínima para mim, embora os apertos da mandíbula estejam sempre presentes. _____________________ GS: - Tomo MDMA entre 6 e 10 vezes por ano, e tenho feito isso há pelo menos 5 anos. - Tomo entre 100 mg e 150 mg inicialmente e, em seguida, redoso entre 50 mg e 100 mg durante a experiência. - Aproximadamente metade do tempo, tento repotenciar o efeito com pequenas quantidades (10 - 20 mg) de Ketamina nasalmente. Normalmente, isso é bem-sucedido. Então: - A carga do meu corpo durante o uso tende a ser mínima. Alguma tensão no maxilar. Não há náuseas, e apenas falta de apetite. A carga do corpo após o uso também é mínima. - Eu SEMPRE tenho depressões do dia dois, e muitas vezes são debilitantes, muitas vezes tornando impossível para mim ir ao trabalho, sair da cama, etc. 5-htp não faz nada por isso. Eu suspeito que, se não fosse por minha própria experiência em lidar com doenças mentais, eu poderia até me suicidar durante esses períodos. A depressão tende a durar de 2 a 3 dias, apenas aumentando gradualmente. - Esta sempre foi minha reação ao MDMA, desde a primeira vez que comecei a tomar. Mesmo depois de um período longo sem usar (5 anos), MDMA continuou a me tratar exatamente da mesma maneira. _____________________ Peregrino: Dia 2 a 5 ou mais depois de ter usado MDMA, eu tenho vertigem. Não é constante, mas sinto-me do mesmo modo quando você saiu em um barco o dia todo e então você vem para casa e, mesmo que o chão seja sólido, você tem alucinações de estar em uma superfície flutuante. Eu tendo a perder meu equilíbrio e é desorientador. Cada pequeno momento vertiginoso dura apenas uma fração de segundo e eles ocorrem aproximadamente uma vez por hora e dura 2-3 dias. _____________________ Estone: Alguns anos atrás, um amigo e eu usamos muitas vezes MDMA (às vezes mais do que duas vezes por semana) por um período de vários meses, e desenvolvemos sintomas muito perturbadores de vertigem que simplesmente não sumiram. Nós nos sentimos bem enquanto estivéssemos deitados, mas levantar-se e mover-se não era uma tarefa fácil. Paramos todo o consumo demorava cerca de um mês antes da vertigem começar a diminuir. Mas a repetição com MDMA muito frequente trouxe de volta essa vertigem. Nós também observamos que os sintomas foram mais rapidamente diminuídos tomando também um SSRI (Zoloft) por alguns dias. Curiosamente, meu amigo experimentou várias sessões semanais de MDMA novamente alguns anos depois, mas estava tomando Zoloft na época. A vertigem não se desenvolveu. Ambos agora sentimos que o período de recuperação não vale mais as poucas horas de felicidade que o MDMA induz e perdemos todo o interesse. _____________________ Jonas: Estou bastante perplexo quando leio que muitos acreditam que eles têm menos ressaca do MDMA ""puro"". Eu ingeri bastante diferentes anfetaminas / feniletilaminas e recebo uma ressaca de pelo menos 90% delas. Eu sei que essas substâncias são de pureza altíssima. Minha ressaca consiste em dor de cabeça e às vezes depressão. A depressão deve-se ao esgotamento da hidroxilase de triptofano - tornando os níveis de serotonina baixos. Os baixos níveis de serotonina são certamente os mesmos que a depressão. A depressão pode ser ajudada com um suplemento de um SSRI (por exemplo, Prozac, Zoloft etc). Um suplemento adicional de alguns aminoácidos selecionados também pode ser efetivo, por exemplo, triptofano, carnitina, etc. Observe também que TODAS as feniletilaminas são oxidantes, tornando-as efetivas na destruição de neurônios (uma coisa comum entre os abusadores de anfetaminas). _____________________ Fonte: https://www.erowid.org/chemicals/mdma/mdma_effects_hangover2.shtml
  19. Um dos ""memes"" remanescentes dos psicodélicos dos anos 60 é a idéia da “bad trip” (viagem ruim), uma experiência psicodélica que deu errado e que é até mesmo assustadora, e pode até fazer você agir psicótico. Embora seja verdade que todas essas coisas são tecnicamente possíveis, existem várias maneiras de evitar ou mitigar totalmente esses riscos com a intenção, a preparação, e o set & setting adequado. Mais importante, essas experiências não são necessariamente ruins. Na verdade, experiências psicodélicas desafiadoras que acontecem no local e hora apropriado podem estar entre as experiências mais profundas e curativas da vida de uma pessoa. Muitas vezes, é apenas através de nossos medos e sombras mais profundos que os maiores avanços pessoais podem ocorrer. O valor dessas bad trips é um dos temas predominantes no novo livro de Richard L. Haight, O Caminho Psicodélico , onde ele descreve experiências com cogumelos em grandes detalhes, junto com outras histórias sobre ayahuasca e Salvia divinorum. Abaixo, uma em entrevista feito pelo Psychedelic Times com o autor do livro. P: Muitas das experiências que você descreveu, particularmente com a psilocibina, eram extremamente desconfortáveis, angustiantes e aparentemente ameaçadoras à vida. Muitas pessoas chamariam essas coisas de bad trips e diriam: ""Eu não quero uma experiência como essa, eu quero algo que seja recreativo ou puramente esclarecedor"". Eu realmente apreciei sua mentalidade sobre entrar nessas experiências como provações valiosas. Você poderia falar sobre isso? R: Não tenho certeza do quanto a maioria dos leitores valoriza isso, porque, para ser sincero, são experiências aterrorizantes. Mas me lembro de algo que meu professor de artes marciais me disse uma vez. Ele disse: “Eu sempre penso no que meu oponente faz como um reflexo da energia que estou emitindo” - porque eles estão agindo dentro do contexto mesmo que não saibam que são. Essa pessoa é sua professora. A partir daí, comecei a aceitar que toda experiência tem informações potencialmente úteis para eu usar no refinamento do que está acontecendo dentro de mim. Eu acho que é apenas uma maneira saudável de olhar para tudo, uma oportunidade. Quando você tem uma experiência assim, é algo revelador que você provavelmente não quis ver - que é exatamente o que você provavelmente precisa olhar. Foi assim que eu entrei - de fato, no meu caso eu estava pretendendo isso. Foi intencional ver essas coisas e tenho a sorte de ter feito essa viagem. Desagradável? Sim, inegavelmente, sim, mas devo dizer que a experiência da viagem e a atitude e motivação em relação a ela descolam as forças que cobrem essa desarmonia até chegar ao âmago da questão. Nesse momento, isso se liberta e você vê e entende muito do que está motivando certos comportamentos, ações e respostas dentro de você mesmo - e com outras pessoas em sua vida também. Eu não acho que você pode realmente obter uma conectividade autêntica mais profunda ou senso de unidade fluindo através de sua vida sem lidar com essas coisas primeiro. Você pode ter momentos de pico, mas esses momentos de pico podem se tornar um sofrimento, porque então sua vida é constantemente justaposta àqueles momentos de pico. Você sente que está ficando aquém e diz para si mesmo: “Por que não posso voltar para lá?” A razão pela qual você não pode voltar lá são aquelas âncoras da escuridão dentro de você que você não queria olhar. Então, se você quer se levantar, primeiro você tem que descer. É contra-intuitivo, mas essa é a abordagem e, como se vê, funciona muito bem. É apenas extremamente desagradável! P: Como Carl Jung disse: “O trabalho da sombra é o caminho do guerreiro do coração”. R: Eu não li Carl Jung, mas muitas pessoas recomendam seu trabalho, então eu acabei de comprar um de seus livros. Na verdade, acabou de chegar, então estou ansioso para investigar isso. P: Depois de ler sobre sua primeira experiência com a psilocibina, fiquei surpreso com o puro terror envolvido. Eu já passei por isso sozinho. Para mim, foi na faculdade, em algo chamado Festival do Deus Sol, e eu tomei uma dose heróica de cogumelos e tive minha própria jornada de escuridão e eventual redenção. R: Você estava com um grupo de pessoas na época? P: Apenas com meu colega de quarto. Eu desmaiei várias vezes e acabei abraçando o banheiro por algumas horas apenas implorando para viver. Foi a primeira vez na minha vida que eu pensei que ia morrer, e eu estava dizendo: ""Eu quero viver, eu só quero viver!"", mas então o pensamento veio na parte de trás da minha cabeça que era ""Por quê?"" Por que eu quero viver, o que eu vou fazer com a vida? ”E então, todo o meu verdadeiro eu, significado e paixão começaram a inundar-me, e foi tanto a pior experiência da minha vida quanto a melhor. Eu estava completamente renovado com esse profundo senso de propósito e eu que estava enraizado na verdade. Eu saí com este mantra de ""Nothing matters!"", Que soa niilista, mas de fato foi fundamentado nesse sentido de que tudo é absolutamente perfeito como é, e nós temos uma escolha criativa infinita dentro deste campo de perfeição. Mas eu tive que primeiro e encarar a morte. Quero dizer, há algo imensamente valioso em uma experiência de quase morte. É um dos poucos gatilhos de uma verdadeira experiência mística - seja por meditação profunda ou psicodélicos. Muitas vezes, quando tomamos psicodélicos e é intenso, parece uma experiência de quase morte, mesmo que não seja. R: É quase impossível evitar algumas vezes. A pessoa que está tendo a experiência psicodélica acredita que eles estão morrendo, e não há nada que você possa dizer a eles para fazê-los acreditar no contrário. P: Depois de ler o primeiro relato da sua experiência com a psilocibina, no próximo capítulo, quando você diz “Então eu decidi fazer isso de novo!” Eu estava tipo WOW, esse cara tem coragem. Então, para transformar isso em uma pergunta, como você toma a decisão de ser chamado para outra experiência difícil como essa? O que foi que fez você dizer sim à psilocibina nas outras vezes? Como você pode discernir isso agora e seguir em frente na vida? R: Na verdade, estou escrevendo um livro sobre isso agora. Eu chamo isso de “the pull”, mas é o resultado de alcançar uma certa unidade do corpo e da mente, onde o corpo pode assumir como um sistema de orientação em sua vida. Por exemplo, quando eu era jovem, estava trabalhando em um curral de cavalo. Minha família é fazendeira; eu tinha talvez 12 ou 13 anos de idade. Eu estava trabalhando no curral do cavalo pegando o esterco, e normalmente é uma exigência que você remova o cavalo do estábulo e o coloque no pasto para que você não esteja em perigo algum. Garoto burro precipitadamente, pulei esse passo, então entrei no curral e o cavalo estava do outro lado comendo seu feno. Então eu fui ao meu trabalho sem prestar atenção, meio que sonhando acordado. De repente essa onda inesperada passa pelo meu corpo e meu corpo se move para o lado. O casco do cavalo simplesmente erra minha cabeça e voa para trás e para trás novamente. Eu imediatamente me virei, bati com meu chicote e o levei para pastar. Eu não tinha ideia, conscientemente falando, que aquele cavalo estava tão perto e com a intenção de me chutar. Como meu corpo fez isso? Esse é um exemplo do corpo fazendo o movimento. O corpo é muito mais do que aquela pequena janela consciente de percepção através da qual percebemos o mundo. Quando você é capaz de confiar suficientemente no corpo, esse tipo de movimento e orientação pode ocorrer - ou em certos momentos de pico, pode acontecer inesperadamente. Se você já teve uma orientação espiritual clara - como se estivesse caminhando pela montanha e claramente não deveria seguir esse caminho, você precisa ir para o outro - seu corpo simplesmente para e vira, como “O que diabos está acontecendo aqui? Não fui eu! ”. É disso que estou falando. E foi isso que guiou meu processo psicodélico. Foi assim que eu sabia que era hora de fazer isso. Não foi realmente uma decisão, tanto quanto concordar com o que o corpo estava dizendo. Ficou claro que o corpo já havia calculado: esta é a hora, essa é a maneira de fazê-lo. Realmente não era, nesse sentido, uma escolha. Foi um acordo talvez, mas não é realmente uma escolha. O treinamento de artes marciais sobre o qual falo, a consciência global e se tornar mais sintonizado com a consciência do corpo, permite que esse tipo de sistema de orientação ocorra. Para a maioria das pessoas, se eu disser “Confie em sua orientação”, isso significa “Confie no que você desejar, ou o que quer que você esteja pensando”. Isso não é o que eu quero dizer aqui. De certa forma, você quase tem que ter uma dessas experiências para entendê-lo. É completamente diferente da maneira que você normalmente toma decisões. Então, estou escrevendo um livro sobre como desenvolver essa conexão ou unificação de voz, onde esse sistema de orientação pode surgir e começar a carregar uma carga maior de sua experiência de vida em seus ombros. Quando isso acontece, é como uma supervia de despertar espiritual, porque então qualquer experiência pode potencialmente ser uma experiência de aprendizagem, e não é guiada pelo seu ego ou seus desejos ou esse tipo de coisa, mas por esse sistema de orientação mais profundo. Você tem que deixar de lado seus gostos e desgostos e noções preconcebidas, porque todas essas coisas são um bloqueio para o nosso sistema de orientação mais profundo. Ele cobre tudo e entorpece tudo, e você só tem que começar a dizer ""Ok, eu entendo que eu gosto disso e eu gosto daquilo, mas agora não é a hora de gostar."" Você começa jogando fora os preconceitos e descobre o que realmente precisa acontecer. Há uma atitude de jogar tudo de lado. É como qualquer coisa que valha a pena - você tem que dedicar seu tempo a isso; é um processo. P: Especialmente nessa cultura em que somos condicionados a nos identificar com nossos desejos. R: Gratificação instantânea, resultados instantâneos. Uma das coisas que eu acho que é muito valiosa sobre a meditação é que você tem que se manter “em processo”. Isso traz a capacidade de seguir adiante, o que muitas pessoas não têm. O despertar espiritual é o despertar da consciência de que o eu individualizado não é a verdade suprema - permite a funcionalidade no mundo, mas realmente não existe uma separação entre você e tudo o mais. Uma vez que essa consciência existe, o serviço é a única resposta. Você começa a fazer o que pode para ajudar todos e tudo a ser um pouco mais feliz e realizado. Mas chegar a esse ponto requer um tipo de acompanhamento, do tipo que é quase como um bebê aprendendo a andar. Não é intencional por si só, continua fazendo o que faz. Há persistência. Não é estar pensando: ""Hmm, eu vou levantar e andar de novo."" Ele apenas se levanta e caminha. Meditação faz isso. Se você se comprometer a meditar por 10 minutos por dia, independente de quão cansado esteja, isso traz um refinamento de caráter e a habilidade de seguir adiante. Isso é ouro puro. __________________ Sobre o entrevistador: Wesley Thoricatha é escritor, artista visionário, designer de permacultura e defensor comprometido da terapia psicodélica como um meio para um mundo mais significativo e harmonioso. Sobre o entrevistado: http://www.richardhaight.net/about.html __________________ Outros artigos recomendados: 6 PASSOS PARA AJUDAR ALGUÈM EM UMA EXPERIÊNCIA PSICODÉLICA DIFÍCIL O SEIS “S’S” DA EXPERIÊNCIA PSICODÉLICA: CRISE PSICODÉLICA: Ajudando alguém através de uma ""bad trip"", de uma crise psíquica ou de uma crise espiritual. __________________ Fonte: https://psychedelictimes.com/interviews/the-spiritual-value-of-a-bad-trip-a-conversation-with-richard-haight
  20. Como todos sabem, existe uma frase famosa do titio Jobs dizendo que usar LSD “foi umas das coisas mais importantes que ele fez na vida”. Na carta, a pedido de Rick Doblin, fundador do Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS), Hofmann pede a Steve Jobs que ajude a organização nas pesquisas com LSD. Mas infelizmente isso nunca aconteceu, poderia ter sido mais um grande marco na história dos psicodélicos. ""A carta resultou em uma conversa de cerca de 30 minutos entre eu e Jobs"", diz Doblin, ""mas nenhuma contribuição para a causa."" Hofmann discordava totalmente do uso banalizado do LSD, como eu e muitos aqui fazem e por isso chamava sua invenção de “Criança Problema”. Ele sonhava que algum dia isso mudasse. Abaixo a tradução da carta, escrita em 2007. Hofmann estava com seus 101 anos e morreu no ano seguinte: “Caro Sr. Steve Jobs, Saudações de Dr. Albert Hofmann. Eu fiquei sabendo pela mídia que você disse que o LSD o ajudou criativamente no desenvolvimento dos computadores da Apple e em sua missão espiritual pessoal. Estou interessado em saber mais sobre como o LSD foi útil para você. Estou escrevendo agora, pouco depois do meu 101º aniversário, para solicitar que você apoie o estudo proposto pelo psiquiatra suíço Dr. Peter Gasser sobre psicoterapia com LSD em indivíduos com ansiedade associada a doenças terminais. Este será o primeiro estudo de psicoterapia com LSD em mais de 35 anos e será patrocinado pela Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos (MAPS). Espero que você ajude na transformação da minha criança problema em uma criança maravilhosa. Atenciosamente Albert Hofmann"" __________________ Veja a carta em tamanho original: http://www.thefix.com/sites/default/files/steveJobsLargeSize.jpg Fonte: https://www.thefix.com/content/steve-jobs-acid-lsd-apple-letter7002 __________________ Mais sobre Albert Hofmann aqui no grupo: Entrevista em 1996: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/590-uma-conversa-com-albert-hofmann Entrevista em 1984, feita por Stanislav Grof: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/587-stanislav-grof-entrevsta-albert-hofmann
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    CRACK E REDUÇÃO DE DANOS

    Pessoal, o grupo não é de Redução de Danos para “bala” e “doce”. Vai ter informação sobre cocaína? Vai sim senhor! Sobre Crack? Também, senhor!. A questão não é o usuário nem se a droga faz mais mal que a outra, todas tem seus riscos e fazemos questão de informar. Entendam, não é recomendar ou não alguma substância. O uso vai acontecer de qualquer maneira e a informação é importante. E é claro, nessa informação deve constar os efeitos negativos a curto e longo prazo. Mas o preconceito entre usuários é muito ruim para todos. Já basta a proibição. Então frase do tipo: “RD pra tal substância é não usar”, não cabe aqui no grupo e vamos continuar batendo nessa tecla. Não vou aprofundar mais aqui, recomendo o tópico de discussão abaixo onde vários membros discutem a fundo e dão uma aula sobre essa questão. Não tenha medo de mudar de opinião, isso se chama evolução:
  22. Pra quem não sabe, o LSD foi usado legalmente para fins médicos nas décadas de 50 e 60 até ser proibido nos EUA em 1967. Muitos outros países, sob pressão dos Estados Unidos, rapidamente seguiram a restrição. Dono da patente da substância, o laboratório suíço Sandoz Global, onde o Dr. Albert Hofmann trabalhava, distribuiu a droga para pesquisadores, como Timothy Leary, em busca de utilidades que motivassem seu comércio. No fim dos anos 1960, mais de 700 pesquisas no mundo avaliavam o emprego de psicodélicos como o LSD em terapias contra esquizofrenia e depressão, além de aumento da criatividade. Só o CIA conduziu mais de 400 projetos com drogas, a maior parte com LSD, ao custo estimado em US$ 25 milhões. Na forma de cápsulas e ampolas, com o nome Delysid, o ácido chegou às farmácias. Como ocorre hoje com remédios como o Rivotril, a exigência de receita médica era mera formalidade. Psicólogos e pacientes estavam ávidos por experimentar o medicamento capaz de abrir as “portas da percepção” – expressão associada ao efeito dos psicodélicos que batizou um livro do escritor Aldous Huxley e inspirou o nome da banda The Doors. Os atores Jack Nicholson e Cary Grant se ofereceram como voluntários das pesquisas. Grant disse que se tornou uma nova pessoa graças ao LSD. “Encontrei quem eu era por trás de todos os disfarces, hipocrisias e vaidades. Me desfiz deles, camada por camada.” Segundo a revista americana Vanity Fair, cerca de 40 mil pessoas no mundo todo experimentaram o LSD entre 1950 e 1965. A descrição abaixo era o que continha na bula que acompanhava o Delsyd com algumas orientações sobre seu uso: “Delysid (LSD 25) Tartarato de dietilamida de ácido D-lisérgico -Comprimidos revestidos de açúcar contendo 0,025 mg. (25 ug.) -Ampolas de 1 ml. contendo 0,1 mg. (100 ug.) Para administração oral. -A solução também pode ser injetada s.c. ou i.v. O efeito é idêntico ao da administração oral, mas se ajusta mais rapidamente. PROPRIEDADES A administração de doses muito pequenas de Delysid (1/2 - 2 ug/kg. de peso corporal) resulta em distúrbios transitórios de afetos, alucinações, despersonalização, revitalização de memórias reprimidas e sintomas neurovegetativos leves. O efeito se ajusta após 30 a 90 minutos e geralmente dura de 5 a 12 horas. No entanto, os distúrbios intermitentes podem ocasionalmente persistir por vários dias. MÉTODO DE ADMINISTRAÇÃO Para administração oral, o conteúdo de 1 ampola de Delysid é diluído com água destilada, uma solução a 1% de ácido tartárico ou água sem halogéneo. A absorção da solução é um pouco mais rápida e mais constante que a dos comprimidos. Ampolas que não foram abertas, que foram protegidas contra a luz e armazenadas em local fresco, são estáveis por um período ilimitado. Ampolas que foram abertas ou soluções diluídas mantêm sua eficácia durante 1 a 2 dias, se armazenadas na geladeira. INDICAÇÕES E DOSAGEM a. Psicoterapia analítica, para provocar a liberação de memórias reprimidas e proporcionar relaxamento mental, particularmente em estados de ansiedade e neuroses obsessivas. A dose inicial é de 25 ug. (1/4 de uma ampola ou 1 comprimido). Esta dose é aumentada em cada tratamento em 25 ug até a dose ideal (geralmente entre 50 e 200 ug.) ser encontrada. Os tratamentos individuais são melhorados em intervalos de uma semana. b. Estudos experimentais sobre a natureza das psicoses: Ao tomar o próprio Delysid, o psiquiatra é capaz de obter uma visão do mundo das idéias e sensações dos pacientes mentais. O Delysid também pode ser usado para induzir um modelo de psicose de curta duração em indivíduos normais, facilitando estudos sobre a patogênese da doença mental. Em indivíduos normais, doses de 25 a 75 ug são geralmente suficientes para produzir uma psicose alucinatória (em média 1 ug./kg de peso corporal). Em certas formas de psicose e em alcoolismo crônico, são necessárias doses mais elevadas (2 a 4 ug/kg de peso corporal). PRECAUÇÕES As condições mentais patológicas podem ser intensificadas pelo Delysid. É necessário um cuidado particular em indivíduos com tendência suicida e nos casos em que um desenvolvimento psicótico parece iminente. A labilidade psico-afectiva e a tendência para cometer atos impulsivos podem ocasionalmente durar alguns dias. Delysid só deve ser administrado sob supervisão médica rigorosa. A supervisão não deve ser interrompida até que os efeitos da droga tenham desaparecido completamente. ANTÍDOTO Os efeitos mentais do Delysid podem ser rapidamente revertidos pela administração de 50 mg de clorpromazina. SANDOZ LTD., BASLE, SWITZERLAND” ______________ Algumas considerações. - Confirmando o que já discutimos alguma vezes aqui no grupo: o método de admnistração não afeta a intensidade da experiência, você apenas poderá chegar no pico mais rápidamente. De fato, de forma menos gradual, a intensidade pode parecer maior no ""comeup"", - A duração do efeito não é algo que poderíamos levar como padrão para todos. Já foi discutido algo como ""se a experiência durar menos que 8 horas, não é LSD"". Não podemos dizer isso pois cada corpo age de uma maneira. - As recomendações são para MÉDICOS que testavam a droga para tratar pacientes com distúrbios mentais. Não é pra ninguém no grupo ou em qualquer lugar seguir. A matéria é de caráter informativo, pra aqueles entusiastas assim como eu. A molécula foi muito estudada após esse material ter sido feito e muita coisa foi descoberta. - Não levem o antídoto como orientação. Como eu disse, muita coisa foi descoberta sobre o LSD e seus efeitos, mesmo depois da proibição. Após muitas experiências e estudos a Clorpromazina (Amplictil aqui no Brasil) teve seu uso reduzido porque é psicologicamente extremamente árduo para quem o toma. Ele é usado para quadros psicóticos gravíssimos e tem várias interações perigosas como o álcool. É vendido na farmácia apenas com receita (tarja vermelha). Stanislav Grof, que estudou o LSD no ambiente terapeutico em centenas de pacientes, escreveu no seu livro, ""LSD Psicoterapia"" de 1994: ""Amplictil e outros tranquilizantes principais não são neutralizadores específicos de efeitos do LSD. Usados em altas dosagens, tais medicamentos têm um efeito geral inibidor que suprime e mascara a ação psicodélica do LSD. Uma análise detalhada em retrospectiva desta situação normalmente mostra que o paciente experimenta a ação de ambas drogas simultaneamente, e que o efeito combinado é bem desagradável”. ""Crises são uma parte normal dos processos psicológicos humanos, e uma forma de aproveitá-las melhor é tomá-las como um método de cura, não como um problema a ser consertado"" Se quiserem saber mais sobre Grof, temos alguns artigos aqui no grupo: VALOR HEURÍSTICO DA PESQUISA DO LSD, POR STANISLAV GROF: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/592-valor-heurístico-da-pesquisa-do-lsd-por-stanislav-grof/ RESPIRAÇÃO HOLOTRÓPICA: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/549-respiração-holotrópica STANISLAV GROF ENTREVISTA O DR. ALBERT HOFMANN: https://www.preparty.com.br/forum4/index.php?/topic/587-stanislav-grof-entrevsta-albert-hofmann __________________ Fonte: https://erowid.org/chemicals/lsd/lsd_faq.shtml#delysid
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    APARÊNCIA NÃO É PARÂMETRO

    Metade dessas fotos são cristais de M.D.M.A e metade são de N-EthylPentylone (bk-EPDB / epilona), todos testados em laboratório pelo Ecstasy data. A Epilona foi responsável pela morte daquela menina na festa em Brasília (https://www.metropoles.com/distrito-federal/jovem-que-morreu-apos-festa-rave-usou-nova-droga-sintetica-diz-pcdf) e mais dois casos no Brasil. E pelo mundo, outras mortes e surtos foram causados por ela. Já alertei várias vezes aqui no grupo sobre a substância. E agora, que fique mais claro que a aparência não pode dizer nada. Somente com testes com reagentes você tem a chance de descobrir o que é. Nem o MDMA tem um padrão, nem a epilona, nem a maioria das outras substâncias em cristal. Artigos recomendados:
  24. Postei esse tutorial nos comentários de um post e a galera curtiu bastante, então resolvi fazer um post próprio. Você tem um ziplock com uma substância em pó e já decidiu que vai usar. Esse pó pode ser cheirado, engolido ou injetado. Apesar de uma prática adotada por muitos, por sentirem a sensação de ter uma experiência mais intensa, infelizmente, seu nariz não foi concebido para cheirar produtos químicos e sua tolerância só vai aumentar e a experiência será mais curta. Além da irritação física em suas mucosas, drogas vasoconstritoras restringirão o fluxo sanguíneo nos vasos que revestem o nariz, o que pode levar à isquemia ou ao dano do tecido e você não quer pegar uma Hepatite C usando cédulas sujas. Engolir? Pense em algo desagradável, pensou? Multiplique por 10. Injetar? Você não quer correr o risco de uma infecção fazendo isso fora de um ambiente clínico. Dedada? Péssima ideia pra sua mucosa e controle de dosagem. O que você faz? Você pode comprar capsulas gelatinosas (as mesmas usadas em remédios e fazer suas doses), mas e se você não as tem no momento? É aí que entra uma dica bem antiga do mundo das drogas. Conhecido como parachute (paraquedas) ou bombimg ('bombinha'), trata-se da técnica de colocar uma dose enrolada numa seda e depois engolindo jogando-a como uma paraquedas direto na garganta. Lembrando sempre de pesar sua dose usando uma balança de precisão. Pra MDMA, as doses recomendadas são de 1.5 a 2mg x o seu peso. Por exemplo, se você pesa 70 kg, uma dose recomendada seria de 105 a 140mg. Lembrando que sempre é melhor nivelar por baixo pois nunca sabemos a dose exata ingerida. Nunca se baseie na experiência do outro, as substâncias podem agir de maneira diferente em você por vários motivos, incluindo o modo de ingestão. Veja os artigos recomendados abaixo: Na foto, um tutorial com fotos tirado do blog de uma cara muito maluco que encontrei nas minhas pesquisas: http://www.synchronium.net/2010/05/06/how-to-make-a-bomb/ Artigos recomendados:
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    A FARMACOLOGIA DO LSD

    Compartilhado (com autorização) de: [L25 - OFICIAL] "Estudo que revisa o LSD e suas as ações no cérebro e corpo humano, bem como sua eficácia em terapias, assim como a questão do proibicionismo e o ressurgimento dos estudos e pesquisas relacionadas ao mesmo. O estudo não acompanha as novas descobertas sobre o LSD, já que o mesmo foi produzido ainda em 2008, mas já antecipa com bastante propriedade as novas pesquisas que seriam feitas, já que mantém linearidade com o que viria a ser feito alguns anos depois. Serve amplamente como base para aquilo que se tem entendido outrora e na contemporaneidade sobre a molécula mestra, bem como lança luzes a respeito do que já havia sido evidenciado até então. Todas as notas se encontram no texto original em inglês, os desejosos de se aprofundar no estudo, basta acessar a fonte, que estará em anexo na primeira resposta, logo abaixo deste. Todas as figuras apontadas pelo texto estarão disponíveis logo abaixo da fonte, para que possam ser consultadas 'in loco' aqui mesmo. Boa leitura! ----------------------------------------------- Estudo feito por Torsten Passie, John H. Halpern, Dirk O. Stichtenoth, Hinderk M. Emrich, Annelie Hintzen. Publicado pela primeira vez em 11 de novembro de 2008. DOI: 10.1111 / j.1755-5949.2008.00059.x Citado por (CrossRef): 97 artigos Torsten Passie, Departamento de Psiquiatria Clínica e Psicoterapia, Escola de Medicina de Hannover, Carl-Neuberg-Str. 1, D-30625 Hannover, Alemanha. ABSTRATO A dietilamida do ácido lisérgico (LSD) foi sintetizada em 1938 e seus efeitos psicoativos descobertos em 1943. Foi usado durante os anos 1950 e 1960 como uma droga experimental em pesquisa psiquiátrica para produzir a chamada "psicose experimental" alterando o sistema neurotransmissor e em procedimentos psicoterapêuticos (terapia "psicolítica" e "psicodélica"). A partir de meados dos anos 1960, tornou-se uma droga ilegal de abuso com uso generalizado que continua hoje. Com a entrada de novos métodos de pesquisa e melhor supervisão do estudo, o interesse científico no LSD tem retomado para a pesquisa do cérebro e tratamentos experimentais. Devido à ausência de uma revisão abrangente desde a década de 1950 e de uma literatura experimental amplamente dispersa, a presente revisão enfoca todos os aspectos da farmacologia e psicofarmacologia do LSD. Realizou-se uma pesquisa completa da literatura experimental sobre a farmacologia do LSD e os resultados extraídos são apresentados nesta revisão. (Psico-) farmacologia sobre o LSD foi extensa e produziu cerca de 10 mil trabalhos científicos. A farmacologia do LSD é complexa e seus mecanismos de ação ainda não são completamente compreendidos. O LSD é fisiologicamente bem tolerado e as reações psicológicas podem ser controladas em um ambiente supervisionado, mas complicações podem facilmente resultar no uso descontrolado por leigos. Na verdade, há um novo interesse no LSD como uma ferramenta experimental para elucidar mecanismos neurais de (estados de) consciência e recentemente se descobriu opções de tratamento com LSD em cefaleia em salvas e com os doentes terminais. INTRODUÇÃO A dietilamida do ácido lisérgico (LSD) é um produto semissintético do ácido lisérgico, uma substância natural do fungo parasita do centeio, 'Claviceps purpurea'. Albert Hofmann, um químico de produtos naturais da 'Sandoz AG Pharmaceutical Company' (Basel, Suíça), sintetizou-o em 1938 enquanto procurava por derivados farmacologicamente ativos do ácido lisérgico. Ele descobriu acidentalmente seus efeitos psicologicamente dramáticos em 1943. Embora ele tenha sintetizados muitos derivados do ácido lisérgico, nenhum tinha o espectro único de efeitos psicológicos do LSD. Durante a década de 1950, o LSD (Delysid © Sandoz) foi introduzido na comunidade médica como uma ferramenta experimental para induzir estados psicóticos temporários em pessoas normais (psicoses modelo) e posteriormente para melhorar os tratamentos psicoterápicos (terapia psicolítica ou psicodélica ). No final da década de 1960, as pessoas começaram a usar o LSD para fins recreativos e espirituais, levando à formação de um "movimento psicodélico" durante os protestos estudantis internacionais daquela época. Embora o movimento de protesto tenha declinado, o uso do LSD continuou. Ainda é um grande alucinógeno, usado ilegalmente em todo o mundo. A Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde, por exemplo, relatou o LSD como uma das principais drogas de abuso em cada pesquisa anual desde a década de 1970. Apesar do uso bem sucedido e seguro do LSD como adjuvante psicoterapêutico e ferramenta experimental, em pesquisas retrospectivas de Cohen e Malleson, quase nenhuma pesquisa clínica legal com LSD ocorreu desde a década de 1970. Exceções incluem o uso continuado em psicoterapia por Hanscarl Leuner na Universidade de Göttingen (Alemanha) e por um número limitado de psicoterapeutas na Suíça de 1988 a 1993. Hoje, o interesse está aumentando para usar o LSD na pesquisa do cérebro, o tratamento do conjunto da cefaleia e como uma ajuda no tratamento psicoterapêuticos de doentes terminais. Embora nenhum dano físico resulte do uso de LSD, muitas complicações psiquiátricas têm sido relatadas, com um pico ocorrendo no final da década de 1960. Embora a dosagem pareça praticamente inalterada desde a década de 1970, o número de complicações têm provavelmente diminuído desde o final dos anos 1960 e início dos anos 1970, porque hoje existem usuários mais informados, melhor preparação mental, atenção às condições circundantes e redução da dosagem por peso (embora um relatório alegue que a dose de LSD permaneceu inalterada desde 1970). Devido à literatura experimental extensamente dispersada (através do tempo e das línguas) a respeito das propriedades farmacológicas do LSD, os dados mais velhos e mais novos foram juntados e examinados aqui. Deve-se notar que a caracterização dos efeitos complexos sobre a psique humana não é o foco desta revisão. QUÍMICA O LSD é uma substância semissintética derivada do ácido lisérgico, tal como se encontra no fungo parasita do centeio 'Claviceps purpurea'. A molécula consiste num sistema indol com um anel tetracíclico (C20H25ON3) (ver Figura 1). Os carbonos 5 e 8 são assimétricos: por conseguinte, são possíveis e conhecidos quatro isômeros oticamente ativos de LSD. Estes são d- e l-LSD e d- e l-insulisérgico ácido dietilamida. Apenas o isômero d-LSD tem propriedades psicoativas. O d-LSD cristaliza-se a partir de benzeno em prismas pontiagudos. É solúvel em água e tem um ponto de fusão de 83° C. O LSD é geralmente estabilizado em solução como seu sal tartarato. A massa molar é de 323,42 g/mol. Um grande número de homólogos e análogos de LSD têm sido estudado. Estes derivados consistem em variações de substituintes no grupo amida, por vezes acompanhados por substituintes no anel pirrol indólico. Com exceção dos derivados substituídos no N-6, nenhum outro derivado mostrou uma potência comparável à do LSD. FARMACOLOGIA DO LSD - EFEITOS PSICOLÓGICOS Uma dose moderada (75-150 μg por via oral) do LSD vai alterar significativamente o estado de consciência. Esta alteração é caracterizada por uma estimulação que afeta (principalmente experimentado como euforia), a capacidade melhorada para introspecção, e alterado funcionamento psicológico no sentido de processos primários freudiano, conhecidos de outra maneira como a experiência de sonhos hipnagógicas. Destacam-se as mudanças de percepção, como ilusões, pseudo-alucinatórias, sinestesias, alterações do pensamento e experiência de tempo. Alterações da imagem corporal e da função do ego também ocorrem frequentemente. Os efeitos psicológicos agudos do LSD duram entre 6 e 10 h, dependendo da dose aplicada. A dose mínima reconhecível de LSD em seres humanos é de cerca de 25 μg por via oral. A dosagem "ótima" para uma reação típica de LSD completamente desdobrada, é estimada em uma gama de 100-200 μg. Experiências traumáticas (chamadas 'bad trips') podem ter efeitos duradouros sobre os usuários de LSD, incluindo oscilações de humor e raramente fenômenos de flashback. Deve notar-se, contudo, que estes geralmente ocorrem em condições não controladas. Por outro lado, tem sido demonstrado que sob condições controladas e de suporte, a experiência do LSD pode ter efeitos positivos duradouros sobre a atitude e a personalidade. EFEITOS NEUROCOGNITIVOS AGUDOS Um problema com o teste cognitivo agudo é que, após ser dado uma dose clínica de LSD (100 μg ou mais), os sujeitos tornam-se demasiado prejudicados para cooperar devido à intensidade de alterações perceptuais e físicas. Doses mais baixas podem não capturar os efeitos cognitivos reais que o LSD pode provocar. No entanto, muitos testes foram feitos e os estudos mais representativos são citados aqui. As funções psicomotoras (coordenação e tempo de reação) são frequentemente prejudicadas após se administrar o LSD. O LSD também diminui o desempenho em testes de atenção e concentração. Jarvik et al. perceberam que 100 μg de LSD poderia prejudicar o reconhecimento e a lembranças de vários estímulos. Aronson e Watermann mostraram que os processos de aprendizagem não eram afetados por 75-150 μg de LSD. Jarvik et al. descobriram que 100 μg de LSD prejudicaram significativamente o desempenho aritmético, enquanto que 50 μg não tiveram tal efeito. A memória também foi afetada pelo LSD como foi ilustrado com a escala de Wechsler Bellevue. A deficiência de memória visual foi mostrada no teste Bender-Gestalt. Processos de pensamento são mais resistentes, mas também podem ser afetados quando doses mais altas de LSD são administradas. Sob a influência do LSD, os sujeitos irão superestimar intervalos de tempo. Lienert mostrou em vários testes de inteligência, que as funções intelectuais estão comprometidas sob LSD. Ele interpretou seus resultados como uma regressão de funções intelectuais para um estado de desenvolvimento ontogeneticamente mais jovem. Ver Hintzen para uma revisão completa de estudos neurocognitivos com LSD. Em relação aos efeitos neurocognitivos crônicos decorrentes da exposição ao LSD, a revisão de Halpern e Pope não indicou evidências de prejuízos duradouros no desempenho. DADOS TOXICOLÓGICOS A DL50 (Dose Letal) do LSD varia de espécie para espécie. A espécie mais sensível é o coelho, com uma DL50 de 0,3 mg/kg via intravenosa. A DL50 para ratos (16,5 mg/kg via intravenosa) é muito maior, embora os ratos tolerem doses de 46-60 mg/kg via intravenosa, estes animais expiraram por paralisia e insuficiência respiratória. Os macacos (Macaca mulatta) foram injetados com doses tão elevadas como 1 mg/kg i.v, sem efeitos somáticos duradouros. Não houve mortes humanas documentadas por uma sobredosagem de LSD. Oito indivíduos que consumiram acidentalmente uma dose muito alta de LSD intranasalmente (confundindo-a com cocaína) e apresentaram níveis plasmáticos de 1000-7000 μg por 100 mililitro de plasma sanguíneo e sofreram estados comatosos, hipertermia, vômitos, sangramento gástrico leve e problemas respiratórios. No entanto, todos sobreviveram com tratamento hospitalar e sem efeitos residuais. Em 1967, um relatório deu evidência para danos cromossômicos induzidos por LSD. Este relatório não podia resistir a um exame científico meticuloso e foi refutado por estudos posteriores (por exemplo, Dishotsky, e para uma revisão completa Grof). Estudos empíricos não mostraram evidência de efeitos teratogênicos ou mutagênicos do uso de LSD no homem. Efeitos teratogênicos em animais (camundongos, ratos e hamsters) foram encontrados apenas com doses extraordinariamente altas (até 500 μg/kg via injeção subcutânea). O período mais vulnerável em camundongos foi nos primeiros 7 dias de gestação. O LSD não tem potencial carcinogênico. EFEITOS SOMÁTICOS A dose limiar para efeitos simpaticomiméticos mensuráveis em seres humanos é de 0,5-1,0 μg/kg de LSD por via oral. Uma dose moderada de LSD para seres humanos é estimada como 75-150 μg de LSD por via oral. A dosagem de animais (ratos e gatos) com doses muito elevadas de LSD (até 100 μg/kg via intravenosa) leva a alterações autonômicas leves de midríase, taquicardia, taquipneia, hipertermia, hipertonia e hiperglicemia. Estas alterações podem ser o resultado de uma síndrome excitatória causada por estimulação central do sistema simpático. A diminuição da pressão arterial e da bradicardia foi encontrada nos animais afetados e concluiu-se que os efeitos simpaticomiméticos do LSD requerem a ativação de centros corticais superiores. Alterações autonômicas refletem uma estimulação de ambos os ramos do sistema nervoso autônomo. A estimulação simpática é evidenciada, na maioria dos indivíduos, por uma dilatação pupilar de leve a moderada e aumentos na frequência cardíaca e pressão arterial (ver Tabela 2); outros sinais mais inconsistentes são leves elevações de açúcar no sangue e, raramente, algum aumento na temperatura corporal. A respiração permanece geralmente inalterada (ver Tabela 3). Outros sintomas apontam para a estimulação parassimpática: a diaforese e a salivação são frequentes, a náusea pode ocorrer, a emese é excepcional e a ruborização da face é mais frequente do que a palidez (ver Tabela 4). A simpaticotonia geralmente predomina, mas há grandes variações individuais e uma parassimpaticotonia (vagotonia) marcada com bradicardia e hipotensão são observadas em alguns sujeitos. Dor de cabeça temporária e quase síncope tem sido relatados às vezes. Não há evidências de que o LSD altere a função hepática. Os relatos de alterações nos níveis de adrenalina por LSD são contraditórios, o que pode refletir variações individuais de simpaticotonia induzidas por experiências individualmente diferentes em nível psicológico. O efeito neurológico mais consistente é um exagero dos reflexos patelar (e outros tendões profundos). Sinais mais incomuns incluem leve instabilidade da marcha para ataxia completa, sinal positivo de Romberg e tremor leve. Outras medidas fisiológicas não são afetadas. Além de alterações somáticas objetivamente mensuráveis, existem outros sintomas somáticos experimentados por alguns sujeitos (ver Tabela 1). Sokoloff et al. percebeu apenas pulsações leves e alterações da pressão arterial (bem como ligeira hemoconcentração) em indivíduos normais. Permanece indeterminado se a hemoconcentração representa um aumento absoluto da hemoglobina circulante mobilizada a partir de grupos armazenados de glóbulos vermelhos ou é o resultado de um aumento relativo da concentração de hemoglobina devido a uma perda de volume de plasma. Sokoloff et al. suspeitam que "a pressão arterial elevada e a hemoconcentração poderiam ser explicadas pelo aumento da atividade motora" de indivíduos sob efeitos do LSD. A maioria dos efeitos somáticos atribuídos ao LSD e relatados principalmente em estudos menos sofisticados metodologicamente podem ser efeitos secundários causados pela reação psicológica ao fármaco (isto é, a resposta fisiológica e do SNC às experiências psicológicas). Os efeitos do LSD sobre a pressão arterial são provavelmente complexos, devido à sua ação 'in situ' nos vasos sanguíneos, nos sistemas cardíacos e outros sistemas musculares, nos pulmões e na respiração, bem como os seus efeitos sobre o sistema nervoso central e no seio carotídeo. ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS O LSD dado a pessoas normais (0,5 a 1 μg/kg por via oral) reduziu a excreção de fosfato inorgânico (como também encontrado em outros alucinógenos como a mescalina e a psilocibina), sugerindo que o LSD pode atuar em sistemas enzimáticos para facilitar a ligação do fosfato. Embora essa diminuição seja consistentemente observada, seu significado em relação à ação do LSD não é claro, e pode ser apenas uma manifestação simples e não específica do estresse psicológico. Messiha e Grof estudaram os efeitos do LSD sobre a excreção de aminas biogênicas (n = 7, 200-300 μg por via oral). O LSD reduziu significativamente a excreção urinária de dopamina (para 476 μg por 24 horas), mas a excreção de norepinefrina, serotonina, ácido homovanílico, ácido vanilmandélico e ácido 5-hidroxiindolacético não foram afetados. O LSD induz uma ligeira diminuição da depuração da creatinina, mas não induz a nenhuma alteração na depuração do cálcio e nos níveis séricos de cálcio. Nenhuma alteração foi documentada para creatinina sérica, ureia plasmática, sódio plasmático, cloreto, colesterol sérico, lipídios totais e osmolalidade. Os níveis de transaminases permaneceram essencialmente inalterados, tal como todos os outros testes hepáticos aplicados. O exame dos componentes urinários também não revelou qualquer anormalidade (resumo dos dados em Hollister). Outro achado (consistente com a presença de estresse psicológico) é a mobilização de ácidos graxos livres após ingestão de LSD (1-1,5 μg/kg por via oral). MUDANÇAS NO CICLO DE SONO-DESPERTAR E SONHAR As doses baixas de LSD (n = 12, 6-40 μg por via oral) imediatamente aplicadas antes ou 1 hora após o início do sono (de uma forma dependente da dose) provoca um prolongamento do primeiro ou segundo períodos de movimento rápido dos olhos (REM) em 30 -240% e um encurtamento dos períodos seguintes. Os movimentos dos olhos durante estes períodos são menos numerosos. O sono REM totalmente prolongado. Não foram encontradas alterações qualitativas no sono, como medido em EEG. Torda infundiu LSD (n = 2, 5 μg via intravenosa/hora) após o início do terceiro período REM e descobriu que o início do quarto período REM começou após 10-15 min, em vez dos habituais 40-60 min . A atividade de teta foi diminuída neste estudo. A privação do sono antes da aplicação do LSD leva a reações psicológicas mais intensas. ALTERAÇÕES ENDOCRINOLÓGICAS O LSD reduz significativamente os níveis de prolactina plasmática em repouso em ratos machos (0,05 e 0,2 mg/kg). Nenhuma alteração foi encontrada para hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo-estimulante (FSH) (100 ou 500 μg/kg LSD via injeção intraperitoneal), mesmo com regimes de tempo longo. Em seres humanos, o LSD aumenta a hormona de crescimento do soro com um pico a 120 minutos. Mas não altera os níveis séricos de prolactina. Rinkel et al. encontraram um aumento significativo da excreção de 17-cetosteróides (cego único, n = 100, 0,5 μg/kg de LSD por via oral). FARMACOCINÉTICA RESSORÇÃO Após a ingestão por via oral, o LSD é completamente absorvido no trato digestivo. Após 100-250 μg de LSD por via oral, os efeitos psicológicos e simpaticomiméticos persistem durante 30-45 min, atingindo seu pico após 1,5-2,5 horas (ver Figura 2). Upshall e Wailling demonstraram que com uma grande refeição, as concentrações plasmáticas de LSD ingerido por via oral eram metade do que em um estômago vazio. Quando uma refeição menor foi consumida, os níveis plasmáticos estavam nivelados ao meio. Concluiu-se que a quantidade de farinha, bem como o pH do estômago e do duodeno, influenciaram a absorção do LSD. Os dados clínicos sobre os diferentes modos de aplicação são apresentados na Tabela 5. Hoch não encontrou diferenças qualitativas quanto aos efeitos psicológicos do LSD, independentemente da via de administração. As diferenças foram principalmente de natureza quantitativa e na rapidez do início dos efeitos. Sokoloff et al. encontraram resultados de questionário idênticos comparando indivíduos com administração oral (n = 14, 100-225 μg por via oral) de Abramson et al. com seus indivíduos administrados por via intravenosa (n = 13, 120 μg via intravenosa). Ambos os estudos empregaram o questionário de Abramson, projetado para avaliar efeitos psicológicos do LSD. DISTRIBUIÇÃO NO ORGANISMO A distribuição dO LSD através de tecidos e sistemas de órgãos ainda está para ser quantificada para o organismo humano. Em camundongos, [14C]-LSD (50 μg via intravenosa) desapareceu em poucos minutos de sangue e foi encontrado dentro de 10 minutos em quase todos os órgãos. No duodeno, a atividade atingiu um máximo (com 50% de radioatividade) na marca de 2 horas. [14C]-LSD é então transportado no quimo através do trato digestivo e atinge um máximo no cólon após aproximadamente 3 horas (ver Figura 3). O aparelho digestivo contém 70-80% da radioatividade ap´ss 3-12 horas da ingestão. A maior quantidade de [14C]-LSD foi encontrada no fígado, onde desapareceu lentamente durante as primeiras 12 horas, o que aponta para um círculo entero-hepático significativo. No cérebro de rato, uma concentração de LSD muito mais baixa é encontrada em comparação com os níveis de plasma sanguíneo. [14C]-LSD desaparece do cérebro do rato muito mais rapidamente do que a partir do plasma sanguíneo. Outros pesquisadores descobriram altas quantidades de LSD radioativo na hipófise de ratos (500 μg/kg via intrevenosa), bem como macacos (0,5-2 mg/kg via intravenosa). Em gatos (1 mg/kg via intravenosa de LSD), as concentrações mais elevadas foram detectadas na vesícula biliar e no plasma sanguíneo. Baixas concentrações foram encontradas nos pulmões, fígado, cérebro, trato digestivo, baço e músculo, com as menores concentrações encontradas no tecido adiposo. A presença de quantidades consideráveis de fármaco no cérebro e no líquido cefalorraquidiano (CSF) de ratos e gatos indica que o LSD pode passar facilmente a barreira hemato-encefálica. Hoff e Arnold demonstraram que [14C]-LSD passa a barreira hemato-encefálica em camundongos. Foi sugerido que o plexo coroide pode ser central para esta passagem. Axelrod estudou os níveis de LSD no fígado e no sangue em macacos (Macaca mulatta) após 0,2 mg de LSD/kg via intravenosa. O nível máximo de LSD no líquido cefalorraquidiano foi atingido em 10 minutos e subsequentemente caiu durante as próximas horas. A quantidade de LSD no líquido cefalorraquidiano foi aproximadamente a mesma que a forma não ligada no plasma sanguíneo. Estes dados sugerem também que o LSD passa facilmente a barreira hemato-encefálica. Dois estudos que avaliaram um modelo de dois compartimentos, concluíram que a relação entre os efeitos (neuropsicológicos) do LSD e a concentração tecidual de LSD poderia ser linear, logarítmico-linear ou nem uma coisa e nem outra. LIGAÇÃO AO PLASMA DA PROTEÍNA Não existem dados sobre a ligação do LSD às proteínas do plasma humano. Em concentrações plasmáticas de 0,1 e 20 mg/L, a experimentação 'in vitro' em cobaias mostrou que 65-90% do LSD está ligado a constituintes plasmáticos não difusíveis. CURSO DOS NÍVEIS DE PLASMA Foi calculado que o LSD exerce os seus efeitos psicológicos no homem (dado a 1 μg/kg por via oral) a uma concentração de 0,0005 μg/g de tecido cerebral. O único estudo sobre o curso dos níveis plasmáticos após a administração de LSD foi feito por Aghajanian e Bing. Quando os seres humanos receberam doses de 2 μg/kg via intravenosa, o nível de plasma foi de 6-7 nanograma/mL em cerca de 30 min. Ao longo das 8 horas seguintes, os níveis plasmáticos diminuíram gradualmente até que apenas uma pequena quantidade de LSD estivesse presente (ver Fig. 6). METABOLISMO E EXCREÇÃO As espécies variam muito na sua taxa de metabolismo com o LSD. A semi-vida em ratinhos (2 mg/kg via injeção intraperitoneal) é de 7 minutos, 130 minutos em gatos (0,2 mg/kg via intravenosa) e 100 min em macacos (Macaca mulatta) (0,2 mg/kg via intravenosa). A meia-vida do LSD em humanos foi encontrada em 175 minutos. O metabolismo de [14C]-LSD foi investigado em ratos (1 mg/kg via injeção intraperitoneal), porquinhos-da-índia (1 mg/kg via injeção intraperitoneal) e macacos rhesus (0,15 mg/kg via injeção intramuscular) por Siddik et al. [14C]-LSD é quase completamente metabolizada por todas as três espécies, e apenas muito pouco do fármaco inalterado é excretado. Os metabolitos identificados foram 13- e 14-hidroxi-LSD e os seus conjugados de ácido glucurônico, 2-oxo-LSD, nem-LSD, bem como um derivado de naftoestirilo ainda não especificado. No entanto, diferenças importantes na natureza e quantidades dos vários metabolitos ocorrem em diferentes espécies. Os principais metabolitos em ratos e cobaias (encontrados na urina e na bile) foram conjugados de ácido glucurônico de 13- e 14-hidroxi-LSD. As cobaias excretam quantidades significativas de 2-oxo-LSD na urina e na bile. A etilamida do ácido lisérgico (LAE) foi um metabólito urinário menor em ambas as espécies. O destino metabólico do LSD também parece ser único em macacos rhesus. Sua urina contém pelo menos nove metabólitos. Quatro deles foram identificados como: 13- e 14-hidroxi-LSD (como conjugados de ácido glucurônico), LAE e um derivado de naftoestiril (não exatamente definido) de LSD. Conjuntos de ácido glucurônico de 13- e 14-hidroxi-LSD estavam presentes apenas em pequenas quantidades, estabelecendo macacos rhesus para além de ratos e porquinhos-da-índia. Em seres humanos, o LSD é metabolizado rapidamente em alguns metabólitos estruturalmente semelhantes (ver Figura 4). Inicialmente, foi estabelecido através de estudos 'in vitro' que o LSD é metabolizado em seres humanos por algumas enzimas hepáticas microssomais dependentes de NADH (dinucleótido de nicotinamida e adenina - o H representa o íon de hidreto adicionado) para o LSD inibido 2-oxi-LSD e 2-oxo-3-hidroxi. Metabolitos foram detectados pela primeira vez na urina com espectroscopia infravermelha. Em um estudo posterior, Niwaguchi et al. identificou LAE (que se origina da N-desalquilação enzimática do radical dietilamida na posição da cadeia lateral ? e nem-LSD, um produto de degradação N-desmetilado do LSD. Outro metabolito foi identificado como di-hidroxi-LSD. Klette et al. e Canezin et al. encontraram os seguintes metabólitos de LSD na urina humana: nor-LSD, LAE, 2-oxo-LSD, 2-oxi-3-hidroxi-LSD, 13- e 14-hidroxi-LSD como glicuronídeos, etil-2 do ácido lisérgico -hidroxietilamida (LEO), e LSD trioxilado. O principal metabólito na urina é o 2-oxi-3-hidroxi-LSD (que não pode ser detectado no plasma sanguíneo). A urina de macacos que receberam LSD (0,2 mg/kg via intravenosa) (Macaca mulatta) foi recolhida durante 24 horas e as fezes durante 48 horas. Menos de 1% do LSD administrado foi encontrado na urina ou fezes. Esta observação sugere que o LSD sofreu uma alteração metabólica quase completa em macacos. A eliminação de [14C]-LSD no rato, porquinho-da-índia e macaco rhesus durante um período de 96 horas foi investigada por Siddik et al. Os ratos (1 mg/kg via injeção intraperitoneal) excretaram 73% do 14C nas fezes, 16% na urina e 3,4% no ar expirado como 14CO2. Os porquinhos-da-índia (1 mg/kg via injeção intraperitoneal) excretaram 40% nas fezes, 28% na urina e 18% como 14CO2 expirado. Macacos Rhesus (0,15 mg/kg via injeção intramuscular) eliminaram 23% nas fezes e 39% na urina. Excreção binária extensa de [14C]-LSD ocorreu tanto no rato como no porquinho-da-índia. A determinação das concentrações urinárias de LSD após uma única dose do fármaco (200 μg por via oral) em seres humanos mostra que a taxa de excreção de LSD atinge um máximo de aproximadamente 4-6 horas após a administração. A semi-vida de eliminação para LSD é de 3,6 horas. O LSD e os seus metabólitos são relatados como sendo detectáveis na urina durante 4 dias após a ingestão. Utilizando um teste de rastreio radioimunoensaio (RIA) (corte a 0,1 nanograma/mL) o limite de detecção para 100 μg de LSD por via oral é de geralmente cerca de 30 horas. Cada duplicação da quantidade inicial somará cerca de 5 horas. O LSD ou seus metabólitos de reação cruzada foram detectáveis por períodos de 34-120 horas em concentrações de 2-28 μg/L na urina (n = 7, 300 μg LSD por via oral). DETECÇÃO DE LSD EM FLUIDOS CORPORAIS Uma vez que o LSD é ingerido em quantidades bastante pequenas, o LSD a ser detectado em amostras biológicas é também muito pouco. O tempo que o LSD pode ser detectado no corpo varia de acordo com (1) o teste que está sendo usado; (2) o limite de detecção colocado no teste; (3) o ponto de coleta; (4) o tipo de fluído de amostra; (5) a quantidade de LSD que foi ingerido; e (6) o organismo individual específico. Uma dose moderada de LSD (100-200 μg por via oral) dentro de algumas horas após a ingestão resulta em concentrações plasmáticas e urinárias ao nível sub-nanograma/mL. O conteúdo do LSD dos fluídos corporais pode ser detectado por RIA e imunoensaio enzimático. Testes laboratoriais mostraram que os resultados de RIA são precisos até pelo menos 0,5 nanograma/mL. Um novo ensaio indireto de imunoabsorção enzimática (ELISA) foi utilizado para detectar tão pouco quanto 1 picograma do fármaco total em 25 μL de sangue. Métodos forenses de rotina para testes confirmatórios e quantitativos para LSD empregam cromatografia em camada fina de alto desempenho (HPTLC) e diferentes formas de cromatografia gasosa/espectrometria de massas (GC/MS) com limites de detecção estabelecidos para aproximadamente 0,4 μg/L. Os limites de detecção práticos (forenses) são tão baixos quanto 0,1 e 0,25 nanograma/mL para LSD e N-desmetil-LSD, respectivamente. O tempo médio para a determinação de LSD em amostras de sangue é estimado em 6-12 horas e 2-4 dias em amostras de urina. Na maior parte das amostras de urina LSD-positivas, o metabólito 2-oxo-3-hidroxi-LSD está presente em concentrações mais elevadas do que o LSD e pode ser detectado após a ingestão de LSD por mais tempo do que o próprio LSD. Determinação de LSD em espécimes de cabelo estão agora disponíveis, mesmo para baixa dosagem e pouco tempo, mas não para os metabólitos de LSD. FARMACODINÂMICA Em 1966, o LSD foi colocado no esquema mais restritivo de controle de drogas, e desde então não houve estudos humanos sobre os efeitos do LSD no cérebro humano. Até 1966, muitos estudos 'in vitro' e 'in vivo' foram feitos, mas com métodos mais velhos e menos refinados. DISTRIBUIÇÃO REGIONAL EM TECIDO CEREBRAL Arnold et al. estudaram camundongos com doses extraordinariamente altas (8,12 mg/kg via injeção intraperitoneal) de [14C]-LSD para elucidar sua distribuição no cérebro. Eles demonstraram que as estruturas celulares continham mais LSD do que todas as outras matérias cerebrais. A concentração mais elevada foi encontrada no hipocampo e, em ordem decrescente, nos gânglios basais, na substância cinzenta periventricular e no córtex frontoparietal. Snyder e Reivich estudaram a distribuição regional do LSD em cérebros de macaco-esquilo (Saimiri sciurcus) (0,5-2 mg/kg via intrevaneosa, n = 4). Estes animais foram sacrificados 30 minutos após a infusão de LSD. O LSD foi encontrado desigualmente distribuído em diferentes áreas do cérebro. As maiores concentrações foram encontradas nas glândulas pituitária e pineal, com concentrações sete a oito vezes maiores, como no córtex. Estruturas do sistema límbico (hipocampo, amídala, fórnix e região septal) continham duas a três vezes mais LSD do que as estruturas corticais. O LSD em relação às regiões corticais foi duas a cinco vezes mais concentrado nas áreas visuais e auditivas, hipotálamo, sistema extrapiramidal e tálamo. O tronco cerebral continha concentrações de LSD semelhantes ao córtex. O LSD estava igualmente distribuído entre a substância branca e a cinzenta. EFEITOS SOBRE A CIRCULAÇÃO CEREBRAL A circulação cerebral e o metabolismo tem sido investigados em humanos apenas por Sokoloff et al. No auge dos efeitos do LSD (n = 13, 120 μg por via intravenosa), o fluxo sanguíneo cerebral geral (medido pelo método do óxido nitroso), a resistência vascular cerebral, o consumo de oxigênio cerebral e a utilização de glucose não foram significativamente alterados. Sokoloff et al. somaram seus resultados criticamente desta forma: "É possível que a ação do ácido lisérgico esteja associada a alterações na circulação ou metabolismo cerebral, mas em áreas que representam uma fração tão pequena do cérebro total que os efeitos são obscurecidos em medições do cérebro como um todo. Alternativamente, pode ser que em um órgão heterogêneo como o cérebro, muitas dessas partes estejam funcionalmente, inversamente ou reciprocamente relacionadas, mudanças na taxa metabólica líquida do cérebro permanecem inalteradas" (p.475). AÇÕES NEUROFISIOLÓGICAS Forrer e Goldner e Hertle et al. descreveram uma hiperreflexia dose-dependente e uma leve ataxia como os principais efeitos neurológicos do LSD. O EEG apresenta sinais leves e pouco específicos de ativação após ingestão do LSD. O mais comum é um aumento na frequência média α. Outros pesquisadores descreveram uma dessincronização progressiva devido a um decremento quantitativo do componente lento após a aplicação do LSD. Goldstein et al. relataram uma diminuição da variabilidade EEG de 33% após o uso do LSD (0,3-1,0 μg/kg por via oral). Goldstein e Stoltzfus analisaram os níveis de amplitude do EEG humano nas áreas occipitais direita e esquerda e descobriram que na maioria dos indivíduos o padrão normal de lateralização foi revertido pelo LSD. EFEITOS NEUROMETABÓLICOS Não foram concluídos estudos sobre as ações neurometabólicas do LSD. No entanto, existem estudos neurometabólicos publicados para alucinógenos relacionados, como a psilocibina, a dimetiltriptamina (DMT) e a mescalina. Existem muitas incongruências quanto aos resultados dos diferentes estudos, que limitam a plausibilidade de hipóteses desenvolvidas para explicar alterações neurofuncionais durante os efeitos alucinógenos. Apenas os resultados principais e congruentes serão mencionados aqui. Os principais alucinógenos parecem ativar o hemisfério direito, influenciar o funcionamento talâmico e aumentar o metabolismo nas estruturas paralímbica e no córtex frontal. Como a maioria dessas alterações metabólicas também ocorre em pessoas durante um estresse psicológico, não é fácil distinguir quais alterações são induzidas por substâncias primárias e que são devidas a processos psicofísicos secundários (compensatórios) induzidos pelo estresse psicossocial geral durante a intoxicação por alucinógenos sob condições experimentais. Em relação ao metabolismo cerebral global, alguns pesquisadores descobriram um aumento do metabolismo, mas outros não encontraram nenhuma mudança. INTERAÇÕES COM OS RECEPTORES As interações complexas do receptor do LSD são um tópico significativo do trabalho experimental e da especulação sobre os mecanismos de funcionamento do LSD. A hipótese predominante de como os indol alucinógeno afetam a serotonina (5-HT) é resumida como segue: o LSD age para inibir preferencialmente a queima de células serotoninérgicas, poupando receptores serotoninérgicos pós-sinápticos de fazerem uma regulação positiva/ ou uma regulação negativa, para baixo (desregulação). Esta preferência é partilhada de uma forma um tanto limitada por alucinogênios não indóis. Os análogos não alucinógenos do LSD não mostram essa preferência. A serotonina (5-hidroxitriptamina, 5-HT) é produzida por um pequeno número de neurônios (1000s) em que cada um inerva até 500.000 outros neurônios. Para a maior parte, esses neurônios se originam nos núcleos de rafe (NR) do mesencéfalo. Um dos principais objetivos é o locus coeruleus (LC), que controla a liberação de norepinefrina, que regula o sistema nervoso simpático. O LC também tem neurônios que se estendem até o cerebelo, tálamo, hipotálamo, córtex cerebral e hipocampo. O NR estende suas projeções no tronco encefálico até o cérebro. Foi sugerido que neurônios nesta região do cérebro podem inibir a sensação, protegendo assim o cérebro da sobrecarga sensorial. O fato do LC e o NR inervar praticamente todas as partes do cérebro, mostra que a serotonina pode ativar grandes porções do cérebro a partir de uma área relativamente pequena de origem. Em geral, a 5-HT pode ser vista como um transmissor principalmente inibitório; assim, quando a sua atividade é diminuída, o próximo neurônio na cadeia é libertado da inibição e torna-se mais ativo. Esta visão é limitada pelo fato de alguns receptores 5-HT serem canais iônicos excitatórios (5-HT3) e alguns subtipos podem ter efeitos excitatórios dependendo do acoplamento da proteína G dentro de neurônios específicos. Uma vez que os sistemas serotoninérgicos parecem estar intimamente envolvidos no controle da sensação, do sono, da atenção e do humor, pode ser possível explicar as ações do LSD e outros alucinógenos pela desinibição desses sistemas críticos. O LSD atua como um agonista de autorreceptor 5-HT em receptores 5-HT1A no LC, no NR e no córtex. Inibe o disparo e a libertação de serotonina destas células. Também atua como um agonista parcial no sítio 5-HT1A pós-sináptico. O LSD tem elevada afinidade para outros subtipos 5-HT1, 5-HT1B, 5-HT1D e 5-HT1E. Os efeitos do LSD nos receptores 5-HT2C, 5-HT5A, 5-HT6 e 5-HT7 são descritos, mas a sua importância permanece incerta. No entanto, o efeito alucinogênico do LSD tem sido ligado para sua afinidade pelo receptor 5-HT2 onde atua como um agonista 5-HT2, uma vez que esta propriedade é partilhada por alucinógenos do grupo fenetilamina (mescalina, 2,5-dimetoxi-4 -iodoanfetamina, etc.) e o grupo indolamina (psilocibina, DMT). Uma forte correlação foi descrita entre doses psicoativas desses alucinógenos e sua respectiva potência no receptor 5-HT2. A maioria dos dados indicam um mecanismo específico de 5-HT2A, embora um efeito 5-HT2C não possa ser descartado. O LSD é provavelmente melhor designado como um agonista parcial do receptor 5-HT2 / 5-HT1 misto. Hoje crê-se que o LSD é um agonista parcial nos receptores 5-HT2A, especialmente aqueles expressos em células piramidais neocorticais. A ativação de 5-HT2A também leva ao aumento dos níveis de glutamato cortical, provavelmente mediada por aferentes talâmicos. No entanto, este aumento na liberação de glutamato pode levar a uma alteração na cortico-cortical e cortico-subcortical de transmissão. O duplo efeito do LSD no 5-HT2 (estimulador) e 5-HT1 (inibitório) pode explicar como ele pode aparecer como um antagonista, porque pode modular seu próprio efeito. Em um estudo recente, Gonzalez-Maeso et al. compararam agonistas de 2-HT2A com e sem atividade alucinógena em camundongos. Verificou-se que estes tipos de agonistas diferem em relação à ativação da proteína G induzida, especialmente as das proteínas Gi/o e Ga/11 heterotriméricas sensíveis à toxina pertussis e a sua co-ativação. Utilizando ratinhos modificados para expressar geneticamente os receptores 5-HT2A apenas no córtex, mostrou-se que estes receptores eram suficientes para produzir efeitos alucinógenos (como indicado por resposta de contração da cabeça específica de alucinógeno) com taxas de disparo idênticas de neurônios piramidais sem esta manipulação. Isso pode implicar que os efeitos alucinógenos são mediados principalmente por circuitos neurais cortico-corticais e não por circuitos tálamo-corticais como proposto anteriormente por alguns cientistas. Nichols e Sanders-Bush descreveram inicialmente um aumento mediado pelo LSD na expressão gênica, que Nichols et al. só verificou ser devido à ativação de receptores 5-HT2A. Há também evidências de que o LSD interage com os sistemas dopaminérgicos. Em comparação com outros alucinógenos, o LSD interage agonisticamente e antagonisticamente com dopamina central, nos receptores D1 e D2. Não está estabelecido como essas alterações estão envolvidas nos efeitos psicoativos do LSD, mas estudos com a psilocibina relacionada à 5-HT2A, mais seletiva, demonstraram uma liberação aumentada de dopamina, como evidenciado por uma diminuição de 20% da ligação do raclopride [11C] após administração de psilocibina em indivíduos humanos. Marona-Lewicka et al. descobriram que a ativação do receptor pelo LSD é dependente do tempo. O LSD nos ratos, de 15-30 minutos antes do teste numa tarefa de estímulo discriminativo, conduz à ativação de 5-HT2A, enquanto que após 90 minutos os receptores D2 podem mediar as principais partes das reações do LSD. Estes dados sugerem uma interação entre a dopamina e os receptores de serotonina e podem ser uma possível explicação para a enorme gama de efeitos que o LSD gera nos seres humanos. TOLERÂNCIA A tolerância é definida como uma diminuição na responsividade a um fármaco após administração repetida. Tolerância aos efeitos do LSD ocorre em seres humanos e animais. Tolerância aos efeitos autonômicos e psicológicos do LSD ocorre em humanos após algumas doses diárias e moderadas de LSD. Abramson et al. deu 5-100 ug de LSD por via oral por 3-6 dias a voluntários saudáveis, após 2-3 dias desenvolveu-se uma tolerância sólida como demonstrado em testes psicológicos e fisiológicos. Após a tolerância ao LSD ser atingida, um placebo, em vez do LSD, é dado para os próximos 3 dias, os efeitos típicos do LSD finalmente recuam no quarto dia. Uma experiência com animal recente, com ratos (130 μg/kg de LSD via intravenosa durante 5 dias consecutivos), que foram previamente treinados para discriminar o LSD a partir de solução salina, indicou uma diminuição da sinalização do receptor 5-HT2A causada por uma redução da densidade do receptor 5-HT2A. Esta redução na densidade do receptor pode apontar para um possível mecanismo para o desenvolvimento de tolerância aguda ao LSD. O pré-tratamento com BOL-148, um congênere não alucinogênico do LSD, com propriedades antagonistas da serotonina como o LSD, não bloqueou os efeitos do LSD. Mas outros derivados do LSD, como UML-491 e MLD-41, são capazes de induzir tolerância cruzada se aplicados nos dias anteriores ao LSD. Existe tolerância cruzada parcial (dependendo se o LSD é dado primeiro ou segundo) entre LSD, mescalina e psilocibina. A tolerância cruzada mais completa é a mescalina em indivíduos tolerantes ao LSD. Um estudo sugeriu que a tolerância cruzada unidirecional do LSD ao DMT não ocorre. Estudos com Δ-9-tetrahidrocannabiol (THC) em indivíduos tolerantes ao LSD não demonstraram uma tolerância cruzada entre estes fármacos. Não existe tolerância cruzada entre o LSD e a anfetamina. Ver Wyatt et al. e Hintzen para uma revisão completa dos estudos de tolerância e tolerância cruzada com LSD. INTERAÇÃO DO LSD COM OUTRAS SUBSTÂNCIAS Vários estudos avaliaram as interações medicamentosas com o LSD. Os primeiros estudos clínicos concentraram-se principalmente nas interações do LSD com neurolépticos, especialmente a clorpromazina (CPZ). O CPZ provou ser um antagonista incompleto do LSD. Quando a CPZ é administrado simultaneamente com LSD em humanos, em pequenas doses (abaixo de 0,4 mg/kg), não produz alterações nos efeitos do LSD. Em doses mais elevadas (0,7 mg/kg) de CPZ, os efeitos secundários induzidos por LSD, tais como náuseas, vômitos, tonturas, diminuição da atividade motora e/ou ansiedade, diminuíram ou desapareceram. O CPZ não alterou sensivelmente a produção de alucinações ou delírios, mas os sentimentos desagradáveis associados foram reduzidos ou eliminados. Conforme mencionado, sedativos-hipnóticos como diazepam (5mg por via oral/intramuscular) são frequentemente utilizados na sala de emergência em configuração para apresentações agudas de intoxicação de LSD para ajudar a reduzir o pânico e a ansiedade. A administração crônica de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) bem como de antidepressivos com inibidores da monoaminoxidase (IMAO) é relatada para diminuir os efeitos do LSD. Uma explicação pode ser que a aplicação crônica de antidepressivos diminui a expressão do receptor 5-HT2 em várias regiões cerebrais. Por sua vez, pode prever-se que a reabsorção dos receptores 5-HT2A não estará completa após pré-dosagem única com um ISRS ou IMAOs; em tais circunstâncias, o risco de síndrome serotonina pode ser aumentado. O lítio e alguns antidepressivos tricíclicos também têm sido relatados para aumentar os efeitos do LSD. Deve-se mencionar que o LSD em combinação com o lítio aumenta drasticamente as reações de LSD e pode levar a estados comatosos temporários, conforme sugerido por relatórios anedóticos. COMPLICAÇÕES PSIQUIÁTRICAS Muitos relatos existem sobre complicações psiquiátricas após ingestão de LSD fora do ambiente de pesquisa. A reação desagradável mais comum é um episódio de ansiedade ou pânico (com pensamentos e sentimentos severos e aterrorizantes, medo de perder o controle, medo da insanidade ou morte e desespero) - a 'bad trip'. Outras reações complicadas podem incluir ideação paranoica temporária e, como efeitos secundários nos dias que se seguem a uma experiência com LSD, alterações temporárias do humor depressivo e/ou aumento da instabilidade psíquica. Crucialmente, há uma falta da evidência que outras complicações ocorrerão rotineiramente ou persistirão nas pessoas saudáveis que tomam o LSD em um ambiente familiar. Cohen, Malleson e Gasser observaram aproximadamente 10.000 pacientes tratados com segurança com LSD como agente psicolítico. De fato, estudos clínicos anteriores com LSD foram concluídos relatando poucas ou nenhuma complicações (ver Tabela 1). Um número extenso de indivíduos participou da pesquisa com LSD, com Passie, que estimava aproximadamente 10.000 pacientes que participam na pesquisa desde os anos de 1950 aos anos de 1960. A incidência de reações psicóticas, tentativas de suicídio e suicídios durante o tratamento com LSD, conforme observado na Tabela 1, parece comparável à taxa de complicações durante a psicoterapia convencional. Os 'flashbacks' são caracterizados na Classificação Internacional de Doenças da OMS, versão 10 (CID-10), de natureza episódica com duração muito curta (segundos ou minutos) e pela sua replicação de elementos de experiências anteriores relacionadas com a droga. Essas reexperiências de experiências anteriores de drogas ocorrem principalmente após intensas experiências negativas com alucinógenos, mas às vezes também podem ser auto-induzidas pela vontade para reexperiências positivas e são, neste caso, às vezes referidas como "viagens gratuitas" (para uma revisão completa ver Holland). O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Versão IV (DSM-IV) define 'flashback' clinicamente significativos como "Perturbação de Percepção Persistente por Alucinógenos" (HPPD), que parece estar particularmente associada ao LSD. Halpern e Pope revisaram 20 estudos quantitativos de 1955 a 2001 e concluíram que a ocorrência de HPPD é muito rara, mas, quando ocorre, tipicamente terá um curso limitado de meses a um ano, mas pode, em alguns casos casos mais raros, durar anos com considerável morbidade. CONCLUSÃO A farmacologia do LSD é de fato bastante complexa, o que pode, em parte, explicar por que seus mecanismos de ação permanecem obscuros. O LSD é fisiologicamente bem tolerado e não há evidências de efeitos duradouros sobre o cérebro e outras partes do organismo humano. A revisão acima da farmacologia, psicofarmacologia, pesquisa pré-clínica relacionada, bem como estudos básicos com seres humanos, são obtidos a partir de pesquisa, que foi na maior parte, realizada nos anos 1950 e 1960 durante uma era que teve o LSD e alucinógenos relacionados como grande promessa. A esperança foi colocada nessas substâncias para novos tratamentos para condições psiquiátricas e descobertas que "desvendariam os mistérios" da mente. A pesquisa de alucinógenos realmente levou à descoberta da serotonina, sistemas do segundo mensageiro do cérebro e uma variedade de outras técnicas de pesquisa, como inibição de pré-pulso e o uso de animais para a detecção de ativação de sub-receptores específicos. A pesquisa com LSD desvaneceu-se após estes avanços e também porque as promessas clínicas falharam, sendo realizadas quando o uso ilícito dos alucinógenos pressionou governos a tomarem medidas policiais contra tal uso. O financiamento público da pesquisa secou, também, e uma geração dos cientistas moveu-se sobre outros tópicos. Hoje, o LSD e outros alucinógenos estão mais uma vez sendo avaliados para fins específicos, como tratamento de cefaleia em salvas e como ferramentas em terapia para trabalhar com aqueles que sofrem de ansiedade provocada por problemas do fim da vida e para o transtorno de estresse pós-traumático. À medida que esses novos estudos progridem, espera-se que este documento seja um roteiro para também proteger os dados que faltam em nosso conhecimento da farmacologia do LSD. CONFLITOS DE INTERESSES Os autores não têm conflitos de interesses."
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