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VOCÊ NÃO PRECISA DE PSICODÉLICOS PRA SE ENTENDER MELHOR

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Durante muitos anos sustentava a ideia de que participando de rituais de ayahuasca eu me conheceria melhor. A experiência certamente iria me trazer revelações sobre minha caminhada e o que eu precisava fazer para me sentir melhor, mais inteiro e ao mesmo tempo respeitando minha individualidade.

Sempre saía dos trabalhos com uma lista de ""o que fazer"". A bebida me mostrava o que tinha que fazer nas próximas semanas e eu sempre fazia tudo que se apresentava para mim na cerimônia e sentia que de alguma forma estava crescendo. Aí nesse ponto está uma cilada e uma oportunidade.

A oportunidade esta em saber onde persistir e onde deixar morrer. Existem coisas dentro de nós que precisam morrer: acontecimentos, apegos, emoções e é extremamente difícil deixar algumas coisas terminarem seu ciclo dentro de nós quando não estamos cientes de que aquele fato já não nos traz nada positivo.

Por outro lado existe uma cilada a qual no começo da jornada com a ayahuasca eu caí: acreditar que precisava da bebida pra me entender melhor, que apenas com ela eu teria os insights que precisava pra me melhorar. Verdade seja dita: comecei a perceber que pelo fato da experiência ser tão deslumbrante pensei que era necessário uma bebida pra me conhecer melhor, fato é: estava errado.

Você não precisa de nenhum psicodélico pra se entender melhor.

Eles podem te ajudar? Sim.

Eles são necessários para esse processo de estudo fino que é o auto conhecimento? Absolutamente não.

Escrevo essas linhas por que ao enxergarmos os psicodélicos como muletas que nos sustentam, eles também podem nos fazer pensar que precisamos deles para alcançar insights transformadores e isso não é nada mais que criar uma codependência de algo externo para se conhecer melhor.

Vejo com muita estima a ayahuasca, ao mesmo tempo fico feliz de ter percebido que ela é apenas uma ferramenta como qualquer outra no caminho do auto conhecimento.

Com o tempo percebi que existe um elemento central no processo de autoconhecimento que também está presente na experiência da ayahuasca: a auto observação.

Observar sem julgar: padrões de comportamento, seu humor, pensamentos que surgem, a sua linguagem corporal. Tudo isso, por motivos que ainda estou pesquisando, nos traz informações valiosas sobre quem somos e o que somos. É como se aos poucos se inicia-se um processo de conscientização sobre nós mesmos que muito lentamente nos faz ficar mais livres de nossos condicionamentos.

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Eu como psicóloga posso afirmar como toda a certeza que psicodélicos não são o único caminho para o autoconhecimento, hehehe. Já tive altos insights sobre a vida enquanto fazia psicoterapia e também já ajudei pessoas a passarem por isso, como psicoterapeuta.
E a psicoterapia é só uma das outras inúmeras formas de se conhecer melhor. O importante é a gente estar aberto para isso, especialmente porque muitas vezes o caminho é um pouco doloroso. Mas vale muito a pena!!

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Agora, coment_infos_bkpFB disse:

Eu como psicóloga posso afirmar como toda a certeza que psicodélicos não são o único caminho para o autoconhecimento, hehehe. Já tive altos insights sobre a vida enquanto fazia psicoterapia e também já ajudei pessoas a passarem por isso, como psicoterapeuta.
E a psicoterapia é só uma das outras inúmeras formas de se conhecer melhor. O importante é a gente estar aberto para isso, especialmente porque muitas vezes o caminho é um pouco doloroso. Mas vale muito a pena!!

Uma coisa que aprendi com meu psicologo, se doeu tu aprendeu.

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Uma coisa que aprendi com meu psicologo, se doeu tu aprendeu.

É, não que toda dor seja boa... algumas podem e devem ser evitadas. Mas com certeza é muito bom a gente poder aprender com elas

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Agora, coment_infos_bkpFB disse:

É, não que toda dor seja boa... algumas podem e devem ser evitadas. Mas com certeza é muito bom a gente poder aprender com elas

Curiosamente as sessões de ayahuasca que sinto que mais aprendi são as que são mais desafiadoras e difíceis de serem geridas. 

As experiências apenas prazerosas não parecem vir carregadas de tanto aprendizado quanto as que vem com alguma dor ou momento díficil.

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Agora, posts_infos_bkpFB disse:

Curiosamente as sessões de ayahuasca que sinto que mais aprendi são as que são mais desafiadoras e difíceis de serem geridas. 

As experiências apenas prazerosas não parecem vir carregadas de tanto aprendizado quanto as que vem com alguma dor ou momento díficil.

Sim, na psicoterapia e em outras formas que eu conheço de auto-conhecimento, percebo que muitas vezes a melhor forma de lidar com um problema é mexendo um pouco na ferida. Como quando a gente espreme uma espinha muito dolorida. Às vezes é melhor espremer e limpar logo do que deixar virar uma coisa imensa.

Mas assim, ao mesmo tempo que acho muito importante a gente não temer a dor e não se assustar se ela aparecer, também tenho um pouco de receio dessa coisa que muita gente acredita que a dor é a única forma efetiva de aprendizado. Eu não sei se sair do casulo é uma coisa dolorosa para as borboletas, mas imagino que sim. Dói mas é necessário. Mas existem outras transformações que acontecem de maneira tranquila, tipo uma flor se abrindo (pelo menos eu ACHO que não dói, hahah).
Eu digo isso porque tem gente que justifica certos modelos educacionais se baseando nessa ideia de que sem dor não há aprendizado. Acho que tem coisas que a gente só aprende se sair totalmente da zona de conforto e enfrentar nossos fantasmas. E tem coisas que são simples, indolores, e não deixam de serem mágicas.

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Em 12/12/2018 em 08:26, posts_infos_bkpFB disse:

Existem coisas dentro de nós que precisam morrer: acontecimentos, apegos, emoções e é extremamente difícil deixar algumas coisas terminarem seu ciclo dentro de nós quando não estamos cientes de que aquele fato já não nos traz nada positivo.

A minha vontade de usar psicodélicos sempre foi pra poder localizar esses ciclos e encerra-los, pensava que estava próxima mais vendo esses relatos percebo que so estou mais distante

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